sexta-feira, 24 de março de 2017

BLOG PUBLICA NOTICIA FALSA SOBRE RODRIGO JANOT

O procurador-geral Rodrigo Janot durante  a sabatina (Foto: Adriano Machado/ÉPOCA )
Denunciado pelo Ministério Público Federal por atribuir em redes sociais ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a falsa informação de que ele participou de uma reunião com o senador Romero Jucá (PMDB-RR) para preservar Michel Temer na Lava Jato,  o youtuber Rodrigo Cademartori, conhecido como Rodrigo Pilha, afirmou ao Ministério Público ter recebido a informação sobre o suposto encontro de Janot por intermédio de uma “amiga”. Pilha, no entanto, não revelou que “amiga” seria essa.
Pilha foi denunciado por calúnia e injúria, pois também chamou Janot de “rato”. Se condenado pelos dois crimes, Pilha poderá pegar mais de dois anos de cadeia

PODEMOS TER UM TRUMP CABÔCLO

O jurista Nelson Jobim (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

Desde que deixou o governo Dilma Rousseff em 2011, o ex-ministro Nelson Jobim guardou suas opiniões para si. Ele raramente dá entrevistas. Tem motivos para isso. Desde 2016, ele se tornou sócio do banco BTG Pactual. Em 2015, o então sócio e presidente do banco, André Esteves, foi preso sob suspeita de obstruir a Justiça, na Operação Lava Jato. Como advogado, Jobim já atuou como consultor informal de Lula e de empreiteiras envolvidas na Lava Jato.
Diante de um público mais restrito, contudo, Jobim sentiu-se à vontade para opinar. Convidado para um debate, na última terça-feira, dia 21, em homenagem ao economista boliviano Enrique García Rodríguez, que depois de 25 anos está deixando a presidência do CAF (Banco de desenvolvimento da América Latina), na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, Jobim criticou juízes do Supremo Tribunal Federal, que, segundo ele, pensam mais na própria biografia do que na instituição. Disse que é inviável tirar Temer do governo antes das próprias eleições de 2018 e defendeu um mínimo de entendimento nacional, conduzido por Lula e Fernando Henrique Cardoso, a fim de evitar a eleição de “um Trump caboclo”. Atacou as corporações que “assumiram o controle de vários setores do Brasil e preferem inflação alta e desajuste fiscal para assegurar privilégio”

GLOBO PREPARA SÉRIE SOBRE MÉDICO ESTRUPADOR


Maria Camargo (Foto: Ernani D’Almeida): “O mais interessante é o personagem e seu entorno”
Contratada da emissora desde 1998, Camargo passou a maior parte desse tempo na condição de colaboradora, compartilhando com outros autores o crédito de novelas como Lado a Lado e Babilônia. “Ficava aflita com a demora da Globo em aprovar meus projetos-solo”, confessa. Se hoje ela é um nome ascendente na dramaturgia da emissora, isso se deve sobretudo a seu empenho em emplacar um projeto em particular. Em 2003, ela sugeriu que a Globo adaptasse Dois Irmãos, romance de Milton Hatoum — que só foi virar minissérie em janeiro deste ano. “Poucos acreditavam nesse projeto. A Globo vivia outra fase”, diz. Aos 45 anos, mãe de quatro filhos, Maria tem duas missões pela frente: supervisiona o roteiro de uma minissérie de dez capítulos baseado no livro Fim, de Fernanda Torres, e escreve Assédio.
“Essa é uma história que deveria ser contada em qualquer época. Estamos vivendo um momento de consciência das mulheres. O caso foge do cotidiano. É tão inacreditável que sempre achei que poderia virar uma série. E será uma série que falará também do tempo que vivemos. Roger só chegou a virar o que virou, porque de alguma forma a sociedade permitiu. Havia quem silenciava. As mulheres não tinham coragem de falar. Não me interessaria falar apenas de um médico que estupra suas pacientes. O mais interessante é o personagem e seu entorno — a vaidade, a ambição, a onipotência de achar que nunca seria capturado.”

LULA QUER PROCESSAR O JUIZ SÉRGIO MORO POR CAUSA DE FILMA

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediram ao juiz federal Sergio Moro investigações sobre o compartilhamento do vídeo da condução coercitiva do petista na Operação Lava Jato com os produtores do filme Polícia Federal, a Lei É para Todos. Na petição, encaminhada ao magistrado na noite de ontem, os defensores Cristiano Zanin Martins, Roberto Teixeira e Alfredo de Araújo Andrade acusam agentes da PF dos crimes de abuso de autoridade e desvio de poder na cessão do material e que, ao fazer da condução de Lula sua principal cena, o longa-metragem “macula” a imagem do ex-presidente.
“A quem interessa macular a imagem de Luiz Inácio Lula da Silva, justamente em um momento no qual todos os institutos de pesquisa o apontam em primeiro lugar na disputa presidencial de 2018, em trajetória indiscutivelmente ascendente?”, escrevem os advogados.
A petição mira um vídeo de quase duas horas de duração feito pelos investigadores da PF durante a ação no apartamento de Lula, usado no roteiro do filme (escrito a partir de um livro que está sendo finalizado pelos jornalistas Carlos Graieb e Ana Maria dos Santos) para recriar a cena da condução coercitiva de Lula.

MONICA MOURA É QUEM MAIS RECEBEU PROPINA DA ODEBRECHT

Em seu depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na ação contra a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, o ex-executivo da Odebrecht Hilberto Mascarenhas explicou como era a relação da empreiteira com Mônica Moura, mulher e sócia do marqueteiro João Santana, e a rotina de pagamentos em caixa dois feitos ao casal. Mascarenhas chefiou de 2006 a 2015 o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como “departamento da propina” da empresa.
No depoimento à Justiça Eleitoral, ele diz que a mulher de Santana era a interlocutora do casal junto à Odebrecht e que ela estaria no “top five”, entre os cinco maiores recebedores de dinheiro do setor de propinas. O ex-executivo estima que tenham sido pagos a Mônica, identificada com o codinome “Feira” nas planilhas da empreiteira, entre 50 milhões de dólares e 60 milhões de dólares.
Segundo o delator, o casal recebeu pagamentos referentes às campanhas presidenciais de 2010 e 2014 e na eleição municipal de 2012. “Tinha diretores de obras no exterior, diretores que aprovavam indicações, aditivos, etc, que recebiam fortunas também. Com um detalhe, lá eles recebiam para eles, bolso, e aqui muitas vezes era para eleições, campanhas, etc”, narra Mascarenhas, sobre os outros integrantes do topo do ranking de pagamentos da Odebrecht.

PRESIDENTE DO TSE DIZ QUE O BRASIL É UM PAÍS DE TRAMBIQUE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, criticou nesta sexta-feira o vazamento dos depoimentos sigilosos prestados por executivos da Odebrecht nas ações que pedem a cassação da chapa formada em 2014 por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).
“Eu exijo que nós façamos a devida investigação nesses vazamentos lamentavelmente ocorridos. Isso fala mal das instituições. É como se o Brasil fosse um país de trambiques“, disse ao participar de um seminário sobre reforma política no TSE.
Na quinta-feira, o relator das ações no tribunal, ministro Herman Benjamin, autorizou investigações sobre o vazamento atendendo a um pedido feito pelos advogados de Dilma – em depoimento vazado, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Alexandrino Alencar relatou pagamentos de caixa 2 para a campanha da petista em 2014.
Mendes disse que todas as providências serão tomadas e voltou a criticar os vazamentos de informações sigilosas em outras investigações, como as da Operação Lava Jato.”Acho que em todos os setores isso tem que ser feito. Vazamento feito por autoridade pública é crime. Tem que ser investigado e nós vamos investigar aqui”, afirmou.
Na terça-feira, Mendes provocou polêmica ao defender que documentos e depoimentos sob sigilo que forem vazados sejam descartados como provas nos processos. “Eu mesmo me manifestei publicamente sobre este lamentável fenômeno em mais de uma oportunidade. Cheguei a propor no final do ano passado o descarte de material vazado, uma espécie de contaminação de provas colhidas licitamente, mas divulgadas ilicitamente. E acho que nós deveríamos considerar este aspecto”, disse o ministro.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, criticou nesta sexta-feira o vazamento dos depoimentos sigilosos prestados por executivos da Odebrecht nas ações que pedem a cassação da chapa formada em 2014 por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).
“Eu exijo que nós façamos a devida investigação nesses vazamentos lamentavelmente ocorridos. Isso fala mal das instituições. É como se o Brasil fosse um país de trambiques“, disse ao participar de um seminário sobre reforma política no TSE.
Na quinta-feira, o relator das ações no tribunal, ministro Herman Benjamin, autorizou investigações sobre o vazamento atendendo a um pedido feito pelos advogados de Dilma – em depoimento vazado, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Alexandrino Alencar relatou pagamentos de caixa 2 para a campanha da petista em 2014.
Mendes disse que todas as providências serão tomadas e voltou a criticar os vazamentos de informações sigilosas em outras investigações, como as da Operação Lava Jato.”Acho que em todos os setores isso tem que ser feito. Vazamento feito por autoridade pública é crime. Tem que ser investigado e nós vamos investigar aqui”, afirmou.
Na terça-feira, Mendes provocou polêmica ao defender que documentos e depoimentos sob sigilo que forem vazados sejam descartados como provas nos processos. “Eu mesmo me manifestei publicamente sobre este lamentável fenômeno em mais de uma oportunidade. Cheguei a propor no final do ano passado o descarte de material vazado, uma espécie de contaminação de provas colhidas licitamente, mas divulgadas ilicitamente. E acho que nós deveríamos considerar este aspecto”, disse o ministro.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, criticou nesta sexta-feira o vazamento dos depoimentos sigilosos prestados por executivos da Odebrecht nas ações que pedem a cassação da chapa formada em 2014 por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).
“Eu exijo que nós façamos a devida investigação nesses vazamentos lamentavelmente ocorridos. Isso fala mal das instituições. É como se o Brasil fosse um país de trambiques“, disse ao participar de um seminário sobre reforma política no TSE.
Na quinta-feira, o relator das ações no tribunal, ministro Herman Benjamin, autorizou investigações sobre o vazamento atendendo a um pedido feito pelos advogados de Dilma – em depoimento vazado, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Alexandrino Alencar relatou pagamentos de caixa 2 para a campanha da petista em 2014.
Mendes disse que todas as providências serão tomadas e voltou a criticar os vazamentos de informações sigilosas em outras investigações, como as da Operação Lava Jato.”Acho que em todos os setores isso tem que ser feito. Vazamento feito por autoridade pública é crime. Tem que ser investigado e nós vamos investigar aqui”, afirmou.
Na terça-feira, Mendes provocou polêmica ao defender que documentos e depoimentos sob sigilo que forem vazados sejam descartados como provas nos processos. “Eu mesmo me manifestei publicamente sobre este lamentável fenômeno em mais de uma oportunidade. Cheguei a propor no final do ano passado o descarte de material vazado, uma espécie de contaminação de provas colhidas licitamente, mas divulgadas ilicitamente. E acho que nós deveríamos considerar este aspecto”, disse o ministro.v