terça-feira, 1 de outubro de 2013

MINISTRA DO S.T.J. PODE SER CANDIDATA AO SENADO

Eliana Calmon estuda se filiar ao DEM ou PSDB para concorrer ao Senado, diz colunista
Depois de afirmar que pensava em se candidatar no ano que vem, com a garantia de que não havia possibilidade de concorrer para governadora do Distrito Federal ou da Bahia, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon, caminha para disputar uma cadeira no Senado. De acordo com o colunista Lauro Jardim, da Veja, a baiana e ex-corregedora nacional de Justiça está em negociação com dois partidos ditos de direita. Eliana Calmon mantém conversas para se filiar ao DEM ou PSDB. Após isso a magistrada também terá de decidir se será candidata ao Legislativo pela Bahia ou Brasília. A definição deve sair ainda esta semana, já que o prazo para se filiar a um partido e se candidatar em 2014 termina no próximo sábado (5)

EX MULHER DE SENADOR POSA NUA PARA REVISTA.


Foto: Fotos Luis Crispino/Playboy
A ex-companheira do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), Meyrielle Abrantes, 30 anos, vai posar nua para a Playboy. O assunto é destaque, nesta segunda-feira (30) nos blogs de colunistas sociais pernambucanos. Ela viaja nesta quinta-feira (3) para posar para o fotógrafo JR Duran, no fim de semana, em São Paulo. Em 2009 Meyrielle havia feito um ensaio sensual para a revista, mas sem nu frontal, pois estava casada com o senador que teria se oposto à ideia. Separados oficialmente há dois meses depois de 10 anos juntos, ela aceitou o convite da revista. Ao colunista João Alberto, do Diário de Pernambuco, Meyrielle disse que vai "realizar um sonho". A assessoria do senador informou que nada tem a comentar sobre o assunto.

SENADOR PINHEIRO QUER DEFINIÇÃO DA SUCESSÃO NA BAHIA.

Paciência não parece estar entre as virtudes praticadas pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA) nos últimos dias. Aos poucos, o pré-candidato ao governo da Bahia com maior expressão nas urnas nas eleições de 2010 deu sinais claros de desgaste na disputa interna do PT e fez um pedido à própria legenda. “Se não for de maneira tranquila (o processo de escolha), até logo, eu vou embora e continuo cuidando  da minha vida, continuo cuidando das minhas tarefas”, alertou Pinheiro.
Na avaliação do senador, é preciso compartilhar a esfera de decisão sobre a sucessão do governador Jaques Wagner com os partidos que compõem a atual coalizão. “Eu acho que a gente tem que ter uma estrutura que divulgue o trabalho, até porque o PT não está sozinho nisso. Nós não construímos nada disso sozinhos”, ressaltou Pinheiro. Para ele, “isso que o PT tenha a possibilidade de escolher o nome para a sucessão do governador Jaques Wagner é lícito”. “Mas os partidos devem participar e, mais que os partidos, o povo. Porque quem vai escolher o governador é o povo. Nós estamos esquecendo do povo”, reclamou o petista durante entrevista à rádio Tudo FM.
Apontado nos bastidores como o pré-candidato com menor simpatia por setores do PT próximos ao Palácio de Ondina, Pinheiro admite que a antecipação não foi adequada.  “Quero chamar a atenção para o fato de a gente trazer esse processo eleitoral. Ou melhor, levar esse processo eleitoral para dentro do governo. É um erro. Por isso que dizem: ‘ah, você não é candidato’, ‘não quer ser candidato’. Nós temos uma tarefa a cumprir até 2014, e até 31 de dezembro de 2013 tem um conjunto de obras que precisam iniciar, tanto no governo estadual como no governo federal”, criticou. Indiretamente, ele alfineta dois dos adversários petistas na corrida, os secretários da Casa Civil, Rui Costa, e do Planejamento, José Sérgio Gabrielli.
 “Eu não quero ser o candidato da discórdia. Não estou afim. Vai ser prejuízo para qualquer um candidato que saia de um processo arranhado, de disputa. Tem que ter um processo maduro. A conversa não é só pra dentro do PT, tem que ser para os aliados, para fora, com a sociedade”, afirmou Pinheiro.
O senador, no entanto, defendeu o legado do governador. “O governo Jaques Wagner é um grande governo, ampliou diversas rotas na Bahia, desconcentrou a economia, atuou firmemente no processo de desenvolvimento, enxergando o estado como um todo. O que nós queremos é isso. O que você pode fazer daqui para frente para discutir com a população isso”, ponderou. Mas, em seguida, voltou a protestar. “Agora, se alguém precisa o tempo todo usar a máquina do governo para tentar aparecer enquanto nome é porque está faltando alguma coisa. Está errado isso”, atacou. “Eu tenho um mandato que vai até janeiro de 2019. O que eu vou fazer em outubro de 2018, eu também não sei. O que estou discutindo é se a gente tiver condição de costurar. Se não tiver, eu peço muito ao meu partido que me avise. Se não me quer, me avise logo”, avisou Pinheiro

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

CGU: ANULAR CONDENAÇÃO DE ROSEMARY TEM CHANCE ZERO

Rosemary: fora do serviço público
Depois que a CGU – ou seja, o próprio governo – reconheceu os negócios de Rosemary Noronha no gabinete da Presidência em São Paulo, os advogados da amiga de Lula saíram alardeando que irão conseguir anular na Justiça a decisão que baniu Rose do serviço público.
Como? Eles argumentam que Rose teve o direito de defesa cerceado pela CGU, que rejeitou ouvir nove testemunhas indicadas por Rose – entre elas Gilberto Carvalho, Erenice Guerra, Beto Vasconcelos e Carlos Gabas.
Levantamento recente da CGU, contudo, mostra que desde 2003 o governo aplicou cerca de 4 400 penalidades expulsivas a servidores públicos, sendo que menos de 10% dos condenados tiveram êxito junto ao Judiciário para serem reintegrados por decisões judiciais.
Diz a CGU no estudo:
- Não se tem notícia de nenhum caso anterior, conduzido pela CGU, em que a penalidade aplicada tenha sido anulada pelo Judiciário sob a alegação da recusa de produção testemunhal por parte da Comissão.
Aliás, sobre o discurso específico da defesa de Rose, a CGU é direta:
- Os tribunais já estão cansados de saber que [o argumento da defesa de Rose] se trata de protelação por parte de quem não tem argumentos de mérito para contestar o julgamento em si

NOVOS PARTIDOS DISPUTAM ADESÃO DE DEPUTADOS

A aprovação dos dois novos partidos políticos do Brasil abriu a temporada de troca-troca de deputados entre as legendas. Em alguns casos, parlamentares foram disputados em uma espécie de "feirão" de filiações.
Brizza Cavalcante - 4.mai.2011/Divulgação/Câmara dos Deputados
Deputado Oziel Oliveira
Deputado Oziel Oliveira
OZIEL OLIVEIRA Uma bela proposta
Partido anterior PDT
Negocia com Pros
Já passou por PP
Mandatos 1
Anunciado como um dos reforços do Solidariedade do deputado Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, o deputado de primeiro mandato Oziel Oliveira era motivo de celeuma na Câmara na quarta-feira.
Colegas do PDT queriam saber se era verdade que ele havia fechado com o Pros, o rival do Solidariedade no feirão de coleta de filiações iniciado após a aprovação das duas siglas pela Justiça Eleitoral na terça-feira.
Fora do plenário, um grupo comandado pelo ex-vereador do interior de Goiás Eurípedes Júnior, o criador e presidente do Pros, comemorava a adesão de Oziel.
"Rapaz, a proposta do partido é muito boa", disse Eurípedes, rindo da frase que acabara de dizer sobre a proposta feita para convencer Oziel Oliveira.
*
Deputado Marcos Medrado
Deputado Marcos Medrado
MARCOS MEDRADO Agora eu paro
Partido anterior PDT
Negocia com Solidariedade
Já passou por PMDB, PRN, PDC, PP
Mandatos 4
O deputado Marcos Medrado vinha reclamando que o partido não lhe prestigiava no Estado e que preferia colocar na propaganda partidária regional o ex-ministro Carlos Lupi, presidente nacional da sigla.
A criação do Solidariedade lhe deu a oportunidade de abandonar a camisa trabalhista e vestir, agora, a do partido cujo nome reivindica inspiração na federação sindical de Gdansk montada por Lech Walesa. "Cheguei a um ponto no PDT que se o Solidariedade não saísse eu iria para qualquer outro." Ele segue para o sexto partido.
"Mudei três vezes [ele ignora dois nanicos do currículo], não foi tanto. Tem deputado aí que trocou dez vezes." Aos 67 anos, pondera: "Apesar disso, não gostaria de ter saído de nenhum. Espero que essa seja a última vez."
*
Nilson Bastian - 23.abr.2013/Divulgação/Câmara dos Deputados
Deputado Ademir Camilo
Deputado Ademir Camilo
ADEMIR CAMILO No papel é tudo igual
Partido anterior PSD
Negocia com Pros
Já passou por PSDB, PPS, PL [hoje PR] e PDT
Mandatos 3
Ademir Camilo (ex-PSD, ingressando no Pros) também é maratonista no troca-troca.
Aos 49 anos, o deputado e presidente da União Geral dos Trabalhadores de Minas Gerais diz que quando há justificativa não vê problema em mudar de legenda, o que ele já fez por cinco vezes.
A justificativa agora, diz, é que o PSD não dava sinais de que bancaria sua candidatura ao Senado em 2014. Com isso, Camilo começou a ajudar a montar o Solidariedade.
Mas afirma que o viés oposicionista da nova sigla, que deve apoiar o presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG), tirou-lhe o ânimo de mudar.
Daí direcionou-se para o Pros. "É lógico que mudar de partido é ruim, mas ideologicamente você sabe que na grande maioria o escrito é a mesma coisa. No papel, é quase todo mundo igual."
*
Divulgação
Deputado Carlos Manato
Deputado Carlos Manato
CARLOS MANATO O festeiro precoce
Partido anterior PDT
Negocia com Solidariedade
Já passou por PSDB
Mandatos 3
Carlos Manato tem um sobrado ao lado de sua casa, na Serra, segunda cidade mais populosa do Espírito Santo.
Também às turras com o PDT, viu a chance de se livrar da legenda e ganhar o comando de um partido na cidade.
Para isso, pintou o sobrado quase todo de azul, uma das cores do PP. Como o PDT ameaçou ir à Justiça lhe tirar o mandato, passou a flertar com o Solidariedade -não há risco de perda de mandato na migração para partido novo.
Repintou o sobrado de laranja, a cor do Solidariedade, e inaugurou a sede regional.
Só que a festança se deu um dia antes de o TSE julgar o Solidariedade. Manato passava as mãos pelo rosto e parecia rezar quando o placar apontava 3 a 0 contra o Solidariedade. "Se perdesse acho que eu pulava da ponte", disse após a virada para 4 a 3.

LULA TERIA HOJE MAIS CRITÉRIO PARA INDICAR MINISTROS DO STF.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista ao "Correio Braziliense", que se fosse indicar hoje um ministro para o STF (Supremo Tribunal Federal) teria "mais critério".
Apesar de dizer que indicaria hoje os mesmos nomes à Suprema Corte se tivesse que decidir com as informações que tinha no passado, Lula admite que, ciente das informações que tem agora, faria opções diferentes. "Eu teria mais critério. Um presidente recebe listas e mais listas com nomes", explica.
Dos atuais 11 ministros, Lula foi o responsável pela indicação de quatro ao STF: o presidente Joaquim Barbosa, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.
Barbosa foi o relator do mensalão e acatou a maior parte das acusações contra os réus, entre eles José Dirceu, ex-ministro de Lula.
Entre os auxiliares que ajudavam Lula na escolha de ministros estavam o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e o próprio Toffoli, que trabalhava na Casa Civil.
O ex-presidente evitou dar opiniões sobre o que achou da ação, mas falou que "a história vai mostrar que, mais do que um julgamento, o que nós tivemos foi um linchamento por uma parte da imprensa brasileira".
Ricardo Stuckert-27.jul.13/Instituto Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (centro) entre sua mulher Marisa Letícia (esq.) e a presidente da República Dilma Rousseff
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (centro) entre sua mulher Marisa Letícia (esq.) e a presidente Dilma
Lula também falou dos cenários para 2014. Sobre a recente saída do PSB do governo, disse que "todo mundo errou" e em 2014 quer fazer comícios em nome da presidente Dilma Rousseff.
"Eu não quero estar na coordenação, eu quero ser a metamorfose ambulante da Dilma. Estou disposto. Se ela não puder ir para o comício num determinado dia, eu vou no lugar dela. Se ela for para o Sul, eu vou para o Norte. Se ela for para o Nordeste, eu vou para o Sudeste. Isso quem vai determinar é ela", disse na entrevista.
O ex-presidente também respondeu sobre a atuação dele depois que deixou a Presidência da República. Uma reportagem da Folha mostrou que quase metade das viagens internacionais feitas por Lula foi bancada por grandes empreiteiras.
"Mas veja a malandragem. Todas as empresas, inclusive as de jornais e de televisão, têm lobistas em Brasília. Mas são chamados de diretor corporativo ou institucional. Agora, se alguém faz pelo pais, é lobista. Faz parte da pequenez brasileira."
Na entrevista, o ex-presidente Lula disse ainda que, se o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, tivesse aumentado as tarifas de ônibus em janeiro, não teriam ocorrido manifestações no meio do ano.
Sobre destituição do serviço público de Rosemary Noronha, a ex-chefe do gabinete da Presidência em São Paulo, Lula disse que "o servidor que comete algum ilícito tem de ser exonerado".O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista ao "Correio Braziliense", que se fosse indicar hoje um ministro para o STF (Supremo Tribunal Federal) teria "mais critério".
Apesar de dizer que indicaria hoje os mesmos nomes à Suprema Corte se tivesse que decidir com as informações que tinha no passado, Lula admite que, ciente das informações que tem agora, faria opções diferentes. "Eu teria mais critério. Um presidente recebe listas e mais listas com nomes", explica.
Dos atuais 11 ministros, Lula foi o responsável pela indicação de quatro ao STF: o presidente Joaquim Barbosa, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.
Barbosa foi o relator do mensalão e acatou a maior parte das acusações contra os réus, entre eles José Dirceu, ex-ministro de Lula.
Entre os auxiliares que ajudavam Lula na escolha de ministros estavam o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e o próprio Toffoli, que trabalhava na Casa Civil.
O ex-presidente evitou dar opiniões sobre o que achou da ação, mas falou que "a história vai mostrar que, mais do que um julgamento, o que nós tivemos foi um linchamento por uma parte da imprensa brasileira".
Ricardo Stuckert-27.jul.13/Instituto Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (centro) entre sua mulher Marisa Letícia (esq.) e a presidente da República Dilma Rousseff
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (centro) entre sua mulher Marisa Letícia (esq.) e a presidente Dilma
Lula também falou dos cenários para 2014. Sobre a recente saída do PSB do governo, disse que "todo mundo errou" e em 2014 quer fazer comícios em nome da presidente Dilma Rousseff.
"Eu não quero estar na coordenação, eu quero ser a metamorfose ambulante da Dilma. Estou disposto. Se ela não puder ir para o comício num determinado dia, eu vou no lugar dela. Se ela for para o Sul, eu vou para o Norte. Se ela for para o Nordeste, eu vou para o Sudeste. Isso quem vai determinar é ela", disse na entrevista.
O ex-presidente também respondeu sobre a atuação dele depois que deixou a Presidência da República. Uma reportagem da Folha mostrou que quase metade das viagens internacionais feitas por Lula foi bancada por grandes empreiteiras.
"Mas veja a malandragem. Todas as empresas, inclusive as de jornais e de televisão, têm lobistas em Brasília. Mas são chamados de diretor corporativo ou institucional. Agora, se alguém faz pelo pais, é lobista. Faz parte da pequenez brasileira."
Na entrevista, o ex-presidente Lula disse ainda que, se o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, tivesse aumentado as tarifas de ônibus em janeiro, não teriam ocorrido manifestações no meio do ano.
Sobre destituição do serviço público de Rosemary Noronha, a ex-chefe do gabinete da Presidência em São Paulo, Lula disse que "o servidor que comete algum ilícito tem de ser exonerado".O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista ao "Correio Braziliense", que se fosse indicar hoje um ministro para o STF (Supremo Tribunal Federal) teria "mais critério".
Apesar de dizer que indicaria hoje os mesmos nomes à Suprema Corte se tivesse que decidir com as informações que tinha no passado, Lula admite que, ciente das informações que tem agora, faria opções diferentes. "Eu teria mais critério. Um presidente recebe listas e mais listas com nomes", explica.
Dos atuais 11 ministros, Lula foi o responsável pela indicação de quatro ao STF: o presidente Joaquim Barbosa, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.
Barbosa foi o relator do mensalão e acatou a maior parte das acusações contra os réus, entre eles José Dirceu, ex-ministro de Lula.
Entre os auxiliares que ajudavam Lula na escolha de ministros estavam o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e o próprio Toffoli, que trabalhava na Casa Civil.
O ex-presidente evitou dar opiniões sobre o que achou da ação, mas falou que "a história vai mostrar que, mais do que um julgamento, o que nós tivemos foi um linchamento por uma parte da imprensa brasileira".
Ricardo Stuckert-27.jul.13/Instituto Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (centro) entre sua mulher Marisa Letícia (esq.) e a presidente da República Dilma Rousseff
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (centro) entre sua mulher Marisa Letícia (esq.) e a presidente Dilma
Lula também falou dos cenários para 2014. Sobre a recente saída do PSB do governo, disse que "todo mundo errou" e em 2014 quer fazer comícios em nome da presidente Dilma Rousseff.
"Eu não quero estar na coordenação, eu quero ser a metamorfose ambulante da Dilma. Estou disposto. Se ela não puder ir para o comício num determinado dia, eu vou no lugar dela. Se ela for para o Sul, eu vou para o Norte. Se ela for para o Nordeste, eu vou para o Sudeste. Isso quem vai determinar é ela", disse na entrevista.
O ex-presidente também respondeu sobre a atuação dele depois que deixou a Presidência da República. Uma reportagem da Folha mostrou que quase metade das viagens internacionais feitas por Lula foi bancada por grandes empreiteiras.
"Mas veja a malandragem. Todas as empresas, inclusive as de jornais e de televisão, têm lobistas em Brasília. Mas são chamados de diretor corporativo ou institucional. Agora, se alguém faz pelo pais, é lobista. Faz parte da pequenez brasileira."
Na entrevista, o ex-presidente Lula disse ainda que, se o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, tivesse aumentado as tarifas de ônibus em janeiro, não teriam ocorrido manifestações no meio do ano.
Sobre destituição do serviço público de Rosemary Noronha, a ex-chefe do gabinete da Presidência em São Paulo, Lula disse que "o servidor que comete algum ilícito tem de ser exonerado".O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista ao "Correio Braziliense", que se fosse indicar hoje um ministro para o STF (Supremo Tribunal Federal) teria "mais critério".
Apesar de dizer que indicaria hoje os mesmos nomes à Suprema Corte se tivesse que decidir com as informações que tinha no passado, Lula admite que, ciente das informações que tem agora, faria opções diferentes. "Eu teria mais critério. Um presidente recebe listas e mais listas com nomes", explica.
Dos atuais 11 ministros, Lula foi o responsável pela indicação de quatro ao STF: o presidente Joaquim Barbosa, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.
Barbosa foi o relator do mensalão e acatou a maior parte das acusações contra os réus, entre eles José Dirceu, ex-ministro de Lula.
Entre os auxiliares que ajudavam Lula na escolha de ministros estavam o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e o próprio Toffoli, que trabalhava na Casa Civil.
O ex-presidente evitou dar opiniões sobre o que achou da ação, mas falou que "a história vai mostrar que, mais do que um julgamento, o que nós tivemos foi um linchamento por uma parte da imprensa brasileira".

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (centro) entre sua mulher Marisa Letícia (esq.) e a presidente da República Dilma Rousseff
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (centro) entre sua mulher Marisa Letícia (esq.) e a presidente Dilma
Lula também falou dos cenários para 2014. Sobre a recente saída do PSB do governo, disse que "todo mundo errou" e em 2014 quer fazer comícios em nome da presidente Dilma Rousseff.
"Eu não quero estar na coordenação, eu quero ser a metamorfose ambulante da Dilma. Estou disposto. Se ela não puder ir para o comício num determinado dia, eu vou no lugar dela. Se ela for para o Sul, eu vou para o Norte. Se ela for para o Nordeste, eu vou para o Sudeste. Isso quem vai determinar é ela", disse na entrevista.
O ex-presidente também respondeu sobre a atuação dele depois que deixou a Presidência da República. Uma reportagem da Folha mostrou que quase metade das viagens internacionais feitas por Lula foi bancada por grandes empreiteiras.
"Mas veja a malandragem. Todas as empresas, inclusive as de jornais e de televisão, têm lobistas em Brasília. Mas são chamados de diretor corporativo ou institucional. Agora, se alguém faz pelo pais, é lobista. Faz parte da pequenez brasileira."
Na entrevista, o ex-presidente Lula disse ainda que, se o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, tivesse aumentado as tarifas de ônibus em janeiro, não teriam ocorrido manifestações no meio do ano.
Sobre destituição do serviço público de Rosemary Noronha, a ex-chefe do gabinete da Presidência em São Paulo, Lula disse que "o servidor que comete algum ilícito tem de ser exonerado".