domingo, 1 de março de 2015

A INVIOLABILIDADE MATERIAL DO VEREADOR



Para garantir o pleno exercício da vereança, a Constituição Federal no seu artigo 29 inciso VIII, preceitua textualmente que: inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato e na circunscrição do Município; é direito e garantia fundamental do municipalista político brasileiro.
Nos distantes rincões brasileiros, mais das vezes os Vereadores são impedidos do pleno exercício do seu mandato, quando ameaçados por supostas autoridades de prisão e processo, por denunciar publicamente fatos e condutas de agentes políticos (Prefeitos, Vices e Secretários), por atos de corrupção, infrações politico administrativas e falta de decoro e ética, entendendo os ofendidos ou o delegado, juiz e promotor, terem os Vereadores incidido na prática dos crimes contra honra, daqueles que embora agentes públicos, se vêm como senhores da verdade e donos absolutos da razão.
Dessa forma, ficam os Vereadores,  verdadeiros fiscais do povo perante a administração municipal, impedidos de exercerem uma das suas principais funções que é a de fiscalizar os atos dos agentes políticos na administração pública, pois se sentem ameaçados, não denunciando fatos delituosos, mesmo que possuam provas robustas da corrupção , do roubo, do desvio do dinheiro público ou da finalidade na aplicação das rendas do município, por sentirem-se ameaçados de processos e até prisões, por absoluta falta de conhecimento dos ditames da lei.
Para acabar de vez com as dúvidas sobre a inviolabilidade material do Vereador, podendo ele no exercício do mandato e na circunscrição do município, denunciar os fatos graves de que tiver conhecimento, e se tiver provas substanciais usar de adjetivos mais fortes como: corrupto, ladrão, desonesto e outros mais, sem temer que possa vir a sofrer qualquer punição, pois o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário n.600.063-Sp, da relatoria do Ministro Marco Aurélio de Melo, em sessão plenária do dia 26 de fevereiro de 2015, por maioria de votos assim decidiu:
Nos limites da circunscrição do município e havendo pertinência com o exercício do mandato, garante-se a imunidade do vereador”. Esta tese foi assentada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), na sessão desta quarta-feira (25), ao dar provimento ao Recurso Extraordinário (RE) 600063, com repercussão geral reconhecida. Os ministros entenderam que, ainda que ofensivas, as palavras proferidas por vereador no exercício do mandato, dentro da circunscrição do município, estão garantidas pela imunidade parlamentar conferida pela Constituição Federal, que assegura ao próprio Poder Legislativo a aplicação de sanções por eventuais abusos.
Com a repercussão geral desse julgado, cessa de vez a possibilidade do Vereador vir a ser preso ou processado, por denunciar fatos ilícitos da administração pública municipal, responsabilizando os seus autores, sejam eles Prefeito, Vice , Secretários ou Diretores, mesmo que venha usar palavras ofensivas á conduta ou honra dos acusados, pois estarão cobertos pela inviolabilidade material que lhes assegura a Constituição Federal e agora o entendimento da nossa mais alta corte de Justiça, o STF., que estendeu a qualquer caso que venha envolver Vereador por usar termos injuriosos nas denuncias contra os atos ou agentes políticos do município, pois no exercício do mandato, na circunscrição do município, por suas opiniões , palavras e votos, o Vereador não pode nem ser PRESO OU PROCESSADO, por ter garantido o exercício livre do seu mandato, pela Constituição da República e pelo Supremo Tribunal Federal.
Chega de medo, chega de temer ameaças, o Vereador é o mais legítimo representante popular, por estar bem perto do povo, conhecendo suas amarguras e angústias e tentando resolver os problemas do seu eleitorado.

Sem Vereador livre não existe democracia; sem Vereador destemido não se acabará nunca neste país com o sofrimento do povo causado por essa  famigerada e  maldita corrupção.

TIME RESERVA DO P.T. ENTRA EM CAMPO NO CONGRESSO

Deputados Sibá Machado, José Guimarães e Luiz Sérgio
TIMONEIROS – Da esq. para a dir. os deputados Sibá Machado, José Guimarães e Luiz Sérgio (Divulgação)
O Partido dos Trabalhadores é o mais importante do Brasil: comanda a Presidência da República há 12 anos, elegeu a bancada mais numerosa da Câmara dos Deputados e possui o maior número de filiados. Ainda assim, dentre os muitos sinais da decadência recente da sigla estão a falta de renovação de líderes. A cúpula petista na Câmara é o melhor exemplo disso. 
Hoje, os três homens mais influentes do Partido dos Trabalhadores na Casa não são figuras respeitadas por sua experiência nem jovens lideranças em ascensão. A elite do PT é composta por nomes oriundos do banco de reservas. O trio é formado por Sibá Machado (AC), o líder do PT, José Guimarães (CE), líder do governo, e Luiz Sérgio (RJ), o relator da CPI da Petrobras.
Sibá chegou à liderança do PT depois de vencer apenas duas eleições na vida. A primeira foi em 2010, também para a Câmara. Até então, ele havia feito carreira em cargos de confiança do partido em seu Estado. Passou uma temporada no Senado durante o governo Lula porque era suplente de Marina Silva, escolhida como ministra do Meio Ambiente. Dentre seus momentos mais marcantes, está sua renúncia à presidência do Conselho de Ética exatamente quando o colegiado se preparava para julgar o pedido de cassação contra Renan Calheiros (PMDB-AL)

OBRAS DE ARTES SÃO USADAS NA OPERAÇÃO LAVA JATO

Delegado Marcio Anselmo avalia gravura de Salvador Dali
Delegado Marcio Anselmo avalia gravura de Salvador Dali - Divulgação/VEJA
Reproduções e telas do popular Romero Britto não constituem necessariamente uma coleção de arte milionária, digna de despertar desconfianças sobre lavagem de dinheiro. A opinião, consenso entre especialistas do mercado de arte sobre as 48 obras apreendidas há cerca de 20 dias na casa do lobista Zwi Skornicki, investigado na Operação Lava Jato, diverge da avaliação da Polícia Federal, que investiga o uso das obras em esquema de corrupção na Petrobras. Desde a apreensão, as telas foram catalogadas e armazenadas no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (PR), mesmo destino das obras apreendidas com a doleira Nelma Kodama no ano passado. Agora, peritos da PF trabalham para avaliar o valor real e constatar se foram realmente usadas pelo empresário em atos ilícitos.

EXECUTIVOS DA CAMARGO CORRÊA FAZEM DELAÇÃO PREMIADA


Dois executivos da empreiteira Camargo Corrêa fecharam acordo de delação premiada com o Ministério Público na Operação Lava-Jato. A negociação terminou às 4h da madrugada deste sábado (28/2). Eduardo Leite e Dalton Avancini acertaram colaborar com as investigações de corrupção na Petrobras em troca de redução da pena de prisão. Detidos desde 14 de novembro, eles são acusados de pagar propina a funcionários da estatal, políticos e operadores para obter negócios na petroleira. O executivo João Auler não negociou o termo, segundo interlocutores da negociação.

Oacordo prevê a soltura dos réus, que só devem ser liberados após a homologação do termo, o que deve acontecer em cerca de 15 dias.

Após o presidente e o vice da construtora Camargo Corrêa fecharem acordo de delação premiada com o Ministério Público, a empreiteira informou neste sábado que “sanará eventuais irregularidades”. A Procuradoria acusa executivos da empresa de pagarem propina para obterem contratos na Petrobras, assim como outras fornecedores suspeitos de participarem de um carterl.

“Embora não tenha participado do citado acordo, a companhia permanecerá à disposição das autoridades para o que for necessário”, diz nota da assessoria Camargo Corrêa distribuída. O objetivo é seguir “aprimorando a governança administrativa para seguir contribuindo com o desenvolvimento do País”.

A empresa disse que não foi comunicada oficialmente da delação de seus executivos. Apesar disso, voltou a criticar a prisão de seus executivos, detidos desde novembro de 2014 por ordem do juiz da 13ª Vara Federal, Sérgio Moro. “A companhia lamenta as prisões sem julgamento por períodos excessivos, mais de 100 dias para ambos”.
 
Ainda antes de fechar acordo com executivos de empreiteiras, os procuradores da Lava-Jato manifestavam o desejo de obter deles informações sobre outros esquemas de corrupção, não só na Petrobrás, mas em usinas e portos. Isso porque, com milhares de documentos e revelações prestadas por outros 13 delatores, não faria sentido obter praticamente as mesmas informações em mãos da Polícia Federal e do MPF.

Dívida

Eduardo Leite foi identificado nas interceptações telefônicas do doleiro Alberto Youssef, que o chamava de “Leitoso”. Em uma das conversas, o operador diz que Leite é amigo, mas lhe devia 12 paus, o que a Polícia Federal interpretou como R$ 12 milhões. A investigação aponta que – após obter contratos da Petrobras – a Camargo repassava de 1% a 3% dos valores para o doleiro distribuir a políticos e servidores da estatal, por vezes simulando contratos de prestação de serviços com empresas de fachada de Youssef.

Além da prisão, os executivos da construtora amargam cobranças milionárias na Justiça. Duas ações judiciais do MPF pedem que milhões de reais sejam pagos por eles a título de reparação de danos, indenização por danos morais coletivos e multas

MINISTÉRIO PÚBLICO SE OPÕE A PROPOSTA DE DILMA DE ISENTAR EMPREITEIRAS

Rodolfo Buhrer/Reuters - 11/12/14
O coordenador da força-tarefa do Ministério Público na Operação Lava-Jato defende que as empreiteiras sejam punidas integralmente pelos ilícitos de corrupção, superfaturamento, formação de cartel, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Petrobras. O procurador Deltan Dallagnol critica uma ideia corrente no governo, encampada até pela presidente Dilma Rousseff, segundo a qual basta “punir as pessoas” porque as “empresas são essenciais para o Brasil”. “A política da ‘maçã podre’ é danosa para o combate e a prevenção à corrupção”, disse ele, em entrevista ao Correio. “A corrupção não decorre só de fatores individuais, mas também organizacionais. Não queremos só medidas em relação aos indivíduos, mas também às empresas, a aparatos organizados que contribuíram para que isso acontecesse.”
No discurso de posse para o segundo mandato e em 27 de janeiro, Dilma disse ser necessário “saber punir” no caso da Petrobras. “Nós temos que saber punir o crime, nós temos de saber fazer isso sem prejudicar a economia e o emprego do país”, afirmou.
Alertado de que o discurso dele ia de encontro às ideias defendidas pela presidente da República, Deltan não aceitou o confronto. “Eu não quero aparecer como ‘o procurador que contesta Dilma’. Minha ideia é apartidária”, disse. “Tenho a lei, a sanção prevista na lei, que é constitucional. Essa sanção vai ao encontro dos ideais de combate à corrupção e de melhorar a qualidade de vida da população, nossas condições sociais. E vou buscar isso. Não vou abordar entendimento de outros órgãos”, ressaltou. Deltan deseja que o Executivo mantenha-se aliado no combate à corrupção, enumerando órgãos parceiros, como a Polícia Federal e a Receita Federal 

PROCURADOR ENTREGARÁ LISTA DE POLÍTICOS CORRUPTOS AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL


Wenderson Araujo/AFP


As últimas peças para completar o quebra-cabeça do maior desvio de recursos públicos da história do Brasil vão ser conhecidas nesta semana. Após o país assistir a prisões de doleiros do esquema bilionário, de ex-diretores da Petrobras e de executivos das maiores empreiteiras brasileiras, a lista com os suspeitos de integrar os núcleos políticos da organização criminosa será encaminhada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF) para abertura de inquérito. Boa parte dos nomes, informados pelo ex-diretor de Abastecimento da petroleira Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef, já é conhecida. Apenas Costa teria mencionado 28 políticos durante depoimentos de delação premiada. As investigações apontam que PT, PMDB e PP lideram o ranking de políticos envolvidos no escândalo (ver quadro). Há ainda documentos com relatórios de pagamentos suspeitos.
Há também citados em partidos que comandam a oposição, a exemplo do PSDB e do DEM. A tal “lista de Janot”, que tem tirado o sono de deputados, senadores, ex-ministros, governadores e ex-governadores, contém 42 procedimentos sigilosos. No entanto, o número de políticos pode ser bem maior. A previsão da força-tarefa encarregada da investigação é de que, na terça-feira, todas as petições estejam na mesa do ministro Teori Zavascki. Janot vai pedir ao STF a retirada do sigilo de todos os autos no âmbito da Lava-Jato, mas a decisão é do magistrado.
Há procedimentos mais adiantados, em que os indícios são mais fortes. Um desses casos em que já existem provas mais contundentes é o do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), sobre quem foram identificados depósitos bancários. Depoimentos de Youssef, operador do esquema, acusam o ex-presidente da República de receber propina de R$ 3 milhões provenientes de contratos da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Collor nega as acusações.
A lista de citados engloba os ex-governadores Sérgio Cabral (PMDB-RJ), Roseana Sarney (PMDB-MA) e Eduardo Campos (PSB-PE), morto em agosto em acidente aéreo. O ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, falecido em março de 2014, foi apontado por Costa por pedir R$ 10 milhões para enterrar a CPI da Petrobras de 2009