sábado, 4 de novembro de 2017

LUISLINDA É A MINISTRA QUE MENOS GANHA NO GOVERNO

Wilson Dias/Agência Brasil

"Eu sou a ministra que trabalho, tenho o mesmo título dos demais ministros, mas sou ministro dos que ganham menos", disse Luislinda Valois, a ministra dos Direitos Humanos que requereu acúmulo de contracheques para atingir valor mensal de R$ 61,4 mil - soma dos proventos de desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça da Bahia (R$ 30.471.10) com os R$ 31 mil que o Tesouro paga para os ministros.


Na entrevista à Rádio Gaúcha na quinta-feira, 2, Luislinda insistiu na tese de que tem direito a ganhar os dois salários. Alegou, entre outros pontos, que trabalhar em Brasília sem uma remuneração à altura seria como trabalho escravo.

O teto salarial do funcionalismo tem como baliza o holerite dos ministros do Supremo Tribunal Federal, R$ 33,7 mil. Os valores acima desse patamar ficam retidos pelo 'abate teto'. Por isso, na ponta do lápis, Luislinda recebe R$ 2,7 mil por mês como ministra - afora, os mais de R$ 30 mil dos cofres públicos como aposentada do TJ/Bahia.

Depois da entrevista à Rádio Gaúcha, Luislinda anunciou desistência do pedido de aumento.

LISTA DO TRABALHO ESCRAVO AJUDOU A ELEGER CONGRESSISTAS

A lista suja do trabalho escravo publicada pelo Ministério do Trabalho, no fim do mês passado, exibe o nome de 131 pessoas físicas e empresas acusadas de terem submetido ao menos um empregado a condições análogas à escravidão desde 2005. Quatro empresas e uma pessoa física listadas doaram valores nas eleições de 2014, ajudando a eleger ao menos três deputados estaduais, oito deputados federais, a senadora pelo Tocantins Kátia Abreu (PMDB) e a ex-presidente Dilma Rousseff.

O valor investido pelas empresas, que passa de R$ 7,7 milhões, foi analisado pelo Correio com base nos dados de doações eleitorais disponibilizados pelo Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Do valor, R$ 5,1 milhões ajudaram a eleger políticos, enquanto outros R$ 2,6 milhões foram para candidatos que não alcançaram votos suficientes para conquistar uma vaga.

Duas empresas responderam por 98,5% do total doado: a JBS Aves, braço do grupo J&F, e a Cutrale, gigante do ramo de suco de laranjas. A soma de R$ 7,63 milhões ajudou a eleger deputados estaduais e federais do Rio Grande do Sul ao Piauí, passando pela senadora Kátia Abreu, que recebeu duas doações de R$ 250 mil da Cutrale, e a ex-presidente Dilma Rousseff, que recebeu R$ 3 milhões da mesma empresa.

MEIRELLES É UM BOM NOME PARA AS ELEIÇÕES DE 2018

AFP / ANDRESSA ANHOLETE

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), teceu uma série de elogios ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que teria se colocado como presidenciável para o ano que vem durante uma entrevista à revista Veja. Sobre os projetos em discussão na Casa, o deputado ainda disse que trabalha para que a reforma da Previdência seja aprovada ainda neste ano e acredita que o teto salarial para todos os servidores do Executivo Federal pode ser votado em novembro

EX GOVERNADOR INDUZIU IGREJA A ASSINAR DOAÇÃO

Reprodução/Internet

A defesa dos religiosos da Igreja Batista do Méier, que aparecem como doadores da cinemateca da prisão do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), disse que eles foram induzidos pelo próprio a assinar o documento que autorizava a instalação. Segundo o advogado Heckel Garcez, o pedido foi feito por Cabral, após a realização de um culto. O documento autoriza a doação de itens eletrônicos em nome da Igreja Batista do Méier e da Comunidade Cristã Novo Dia, representadas pelo pastor Carlos Serejo, que é capelão prisional, pela missionária Clotilde de Moraes, e o pastor Cesar Dias de Carvalho.

De acordo com o advogado, eles foram chamados por Cabral à biblioteca da penitenciária, na tarde do último dia 27. Após chegarem ao local, o ex-governador teria exposto a necessidade de que um representante de instituição religiosa ou filantrópica assinasse documento de doação de alguns equipamentos eletrônicos. Os itens, uma TV de LED smart de 65 polegadas com wifi, um Blu-ray Player 3D e um aparelho de som receiver de 5.1 canais, já estariam até no local, segundo o governador teria contato ao pastor.

Cabral também teria dito que o diretor da entidade prisional teria alegado que o uso de todos os equipamentos só poderia ser oficializado caso houvesse o documento de doação. Segundo o advogado, o ex-governador argumentou que os aparelhos seriam de uso coletivo "como é de costume em alguns presídios, que utilizam televisão e DVD para fins educativos"

PROCURADORA GERAL PEDE INVESTIGAÇÃO SOBRE VENDA DE SENTENÇAS

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, encaminhou nesta sexta-feira (3/11) um pedido para que o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconsidere sua decisão de arquivar uma investigação prévia sobre a suposta compra de sentenças judiciais por executivos da JBS.

A investigação foi solicitada em outubro pela PGR após a revista Veja revelar uma série de mensagens de celular trocadas pelo diretor jurídico do Grupo J&F Francisco de Assis e Silva e uma advogada. Nem juízes nem ministros participam das conversas, mas os advogados citam supostas tentativas de compra de decisões favoráveis. Em uma das mensagens são citados processos que tramitam no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

AUTORIDADES DO RIO INTERPELAM MINISTRO DA JUSTIÇA

Minervino Junior/CB/D.A Press

O ministro Luiz Edson Fachin foi sorteado relator da interpelação judicial do Estado do Rio contra o ministro da Justiça Torquato Jardim. O documento, assinado pelo procurador-geral do Estado, Leonardo Espíndola, questiona o chefe da pasta se ele tem provas de que políticos e comandantes de batalhão se associaram ao crime organizado.

Torquato afirmou que o governador Luiz Fernando Pezão e o secretário de Segurança Pública, Roberto Sá, não têm controle sobre a Polícia Militar. Ambos rebateram a declaração. "Todo mundo sabe que o comando da PM no Rio é acertado com deputado estadual e o crime organizado", afirmou o ministro.

Em resposta, o governo entrou com interpelação junto ao Supremo Tribunal Federal pedindo para que o ministro esclareça as acusações.

O procurador-geral do Estado, Leonardo Espíndola, diz estar claro que "o interpelado verbalizou acusações sobre o cometimento de crimes por parte de agentes públicos estaduais a partir de informações oficiais de inteligência do Ministério da Justiça e que, por força desta interpelação, merecem ser esclarecidas e comprovadas".

"Em resumo, o Interpelado, de modo incomum afirma que o Governador do Rio de Janeiro, o Secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, o Chefe de Polícia, Comandantes da Polícia Militar e deputados estaduais cometem crimes ou são lenientes com o seu cometimento. Isto é por demais grave e reclama providências, sendo esta interpelação uma delas", afirma