domingo, 26 de novembro de 2017

EX GOVERNADOR DO RIO É TRANSFERIDO PARA BANGU

AFP / YASUYOSHI CHIBA
 
O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, foi transferido para o Complexo Penitenciário de Bangu, após denunciar ter sido agredido, em sua cela na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, no Rio de Janeiro.
 
A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) afirmou que não houve registro de imagens da suposta agressão e alegou que Garotinho se auto lesionou, o que foi rebatido em nota divulgada pelos advogados de defesa do ex-governador.

“A família do ex-governador Anthony Garotinho repudia veementemente as insinuações da Seap de que Garotinho teria se auto lesionado, usando isso, inclusive, como pretexto para lhe impor punições. A Seap alega que as imagens do circuito interno de TV não detectaram ninguém entrando na cela para agredir o ex-governador, mas essas mesmas câmeras também não flagraram inúmeras irregularidades que beneficiaram o grupo de Sérgio Cabral”, destacou a nota.

TEMER CONTINUA INTERNADO NO HOSPITAL EM SÃO PAULO

AFP / EVARISTO SA

O presidente Michel Temer reagiu bem ao procedimento cirúrgico a que foi submetido na noite de sexta-feira (24/11), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Temer passou pelo processo de desobstrução de três artérias do coração, seguido da implantação de stents em duas delas, informou hoje (25/11) o cardiologista Roberto Kalil Filho, que atende ao presidente.
 
Segundo o médico, a avaliação das três artérias revelou que elas tinham obstruções relevantes. Foram realizadas angioplastias nas três, que é o processo de desobstrução. Em duas delas, houve a necessidade de implantar stents, pequenos mecanismos semelhantes a bobes de cabelo que mantêm as artérias abertas e permitem que o sangue passe normalmente. 
 
O procedimento não é considerado invasivo, sem cortes nem incisões. Todo ele é feito por meio de uma pequena sonda, que, no caso de Temer, foi introduzida pela artéria femural, na altura da virilha.

O FANTASMA DO CAIXA DOIS VAI ASSOMBRAR AS ELEIÇÕES DE 2018


Nas eleições municipais de 2016, quando o financiamento privado de campanha já estava proibido por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), R$ 184 milhões em doações eleitorais apresentaram indícios de irregularidades. É o que mostra levantamento do Correio a partir de relatórios do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal de Contas da União (TCU). As principais suspeitas são de que o dinheiro doado tenha origem em desvios do setor público. Os dados revelam ainda que os artifícios para burlar a fiscalização sofreram uma profunda transformação. As doações individuais, repassadas oficialmente, estão no centro das denúncias de fraude. O estado mais afetado é Mato Grosso, onde R$ 56 milhões em doações do último pleito são alvos de processos na Justiça.

As novas regras eleitorais criadas pela reforma política entraram em vigor em outubro deste ano na esteira da Operação Lava-Jato. No entanto, o financiamento de campanhas políticas por parte de empresas está proibido desde setembro de 2015, quando o plenário do Supremo  entendeu que “os limites fixados pela legislação brasileira para doação de empresas a campanhas eleitorais são insuficientes para coibir a captura do político pelo poder econômico”. As fraudes encontradas no pleito de 2016 acendem o alerta sobre o que as autoridades podem enfrentar em uma eleição mais abrangente, com disputas que custarão até R$ 70 milhões. Nas investigações que estão em curso, o que mais chama atenção é o caso de pessoas de baixa renda que doam altas quantias para políticos. Entre os investigados, há o caso de um homem que está incluído no Cadastro Único (CadÚnico), do governo federal. Ele declarou viver com uma renda mensal de R$ 200, mas doou R$ 67 mil para um candidato a prefeito

sábado, 25 de novembro de 2017

DEPUTADO PRESIDIÁRIO FINGE FAZER CURSO DE LICITAÇÕES

O deputado presidiário Celso Jacob (PMDB-RJ)  (Foto: PMDB Nacional/Flickr)
A Vara de Execuções Penais do Distrito Federal solicitou à administração da penitenciária da Papuda, nesta quinta-feira (23), informações sobre a frequência do deputado presidiário Celso Jacob(PMDB-RJ) no curso licitações e contratos nos meses de agosto e setembro. Estudos valem para fins de remição de pena.
O trabalho na Câmara também conta a favor do parlamentar. Ele foi autorizado a cumprir expediente no Congresso Nacional, mas, a pedido do Ministério Público, a 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do DF revogou o benefício por não haver uma supervisão sobre as atividades realizadas por ele

OS SALÁRIOS ASTRONÔMICOS DA ELETROBRÁS EM RORAIMA

O engenheiro Antonio Valente,no aniversário de uma amiga (Foto:  Reprodução)
O engenheiro Antonio Valente ostenta, placa na mão e um franco sorriso, que é “a cara da riqueza”. Na foto que postou no Instagram, no aniversário de uma amiga, Valente está satisfeito com sua prosperidade. Por trás de seu regozijo está um contracheque bem fornido por benefícios, adicionais de periculosidade típicos de seu setor, horas extras... Valente vive numa ilha da fantasia onde a regra são os supersalários – ilha que está na dimensão das empresas estatais, é claro. Esse mundo colorido fica a 20 quilômetros de Boa Vista, encravado em meio ao lavrado, vegetação de savana típica de Roraima. Chama-se Subestação Boa Vista, estrutura da Eletronorte, subsidiária da Eletrobras, que recebe energia da Venezuela.

AS DIVERGÊNCIAS ENTRE OS MINISTROS DO SUPREMO TRIBUNAL


Já tem um tempo que o cabelo emplastrado e a barba grisalha conferem ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, um ar mais judicioso e prudente. No meio da tarde da última quinta-feira, Toffoli pousou o queixo numa caneta vermelha para ponderar, catedrático, sobre como “a sociedade, a imprensa, os meios de comunicação social e as chamadas redes sociais” reproduzem “o folclore e a falsa ideia” de que o Supremo é lento em julgar ações. Naquela perna do U que forma o plenário do Supremo, o decano Celso de Mello, à esquerda de Toffoli, preocupava-se em organizar sua bancada, amassar e descartar um pedaço de papel. Gilmar Mendes estava ausente. Pela direita, Rosa Weber fitava hipnotizada a tela de seu computador. Edson Fachin assistia à palestra de Toffoli atentamente. Toffoli abre os braços, mãos espalmadas em indignação, e começa a fazer um balanço de sua produtividade. “Tomei posse aqui no dia 23 de outubro de 2009. Nesse período, passaram pelo meu gabinete 35 ações penais. Vinte e seis foram solucionadas. Apenas nove estão constando ainda do meu acervo. Sem citar o nome dos réus, vou mencionar uma por uma e em qual fase ela está.” Toffoli checa a reação dos colegas. Não há nenhuma. O ministro esforçava-se para estender sua preleção. Por quase uma hora, interrompido algumas vezes por apartes de colegas, Toffoli tentou justificar por que faria o que todos sabiam que ele faria em seguida. Desculpou-se por ter de deixar o plenário para cumprir um “compromisso médico no posto”. E pediu vista do processo que discutia a restrição do foro privilegiado para políticos