terça-feira, 1 de maio de 2018

MARINA QUER PERÍODO SABÁTICO PARA PSDB E PT.

- A pré-candidata à Presidência da República pela Rede, Marina Silva, avaliou nesta sexta-feira que um "período sabático" de PT e PSDB seria bom para a sociedade brasileira, criando espaço para o surgimento de uma alternativa.
"Acho que fará muito bem à sociedade que eles (PT e PSDB) tenham um período sabático e que a gente possa ter uma outra alternativa, nós não ficamos com essa história de que é direita e esquerda", afirmou Marina a jornalistas após participar de evento da central sindical União Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo.
A presidenciável afirmou que a sua proposta de candidatura segue como uma alternativa à polarização PT-PSDB, partidos que, em sua avaliação, se perderam.
"Eles se perderam e já deram boas contribuições no passado --um com a política econômica, o outro com as políticas sociais--, mas se transformaram em projetos de poder pelo poder", afirmou Marina.
A ex-senadora, que foi candidata também em 2010 e 2014, disse para a plateia de sindicalistas que irá "refundar a República".
"Na República, os políticos não têm tanto poder. Na República, quem tem poder é a Constituição, o Código Civil, o Estatuto da Criança e do Adolescente, é a lei", disse.
Com outros pré-candidatos já falando sobre e sinalizando possíveis alianças, Marina voltou a dizer que tem conversado com os mesmos partidos com quem dialogou em 2014, mas respeitando o fato de que eles tenham seus próprios candidatos.
A coligação presidencial daquele ano, além do PSB, que era o partido ao qual Marina estava filiada, teve também PHS, PRP, PPS, PPL, e PSL.
Dessas legendas, o PSB flerta com a possibilidade de lançar o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, e o PSL tem como pré-candidato o deputado federal Jair Bolsonaro (RJ).
Na pesquisa Datafolha divulgada na semana passada, a pré-candidata da Rede aparece em empate técnico na liderança com o pré-candidato do PSL, deputado Jair Bolsonaro (RJ), em cenários onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não aparece como candidato. A pesquisa coloca-a como vencedora contra Bolsonaro num eventual segundo turno.
Lula lidera todos os cenários em que aparece na pesquisa. O petista está preso desde o início do mês cumprindo pena de 12 anos e 1 mês de prisão no caso sobre o tríplex no Guarujá (SP) e deve ser impedido de disputar a eleição por conta da Lei da Ficha Limpa, que torna inelegíveis condenados por órgãos colegiados do Judiciário

DISPAROS EM ACAMPAMENTO DEIXA DOIS FERIDOS EM CURITIBA

Duas pessoas ficaram feridas na madrugada deste sábado (28) durante um tiroteio contra participantes da vigília a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, detido em Curitiba, no Paraná, denunciou o Partido dos Trabalhadores (PT).
Em nota oficial divulgada pelo partido, integrantes da vigília e de outras organizações repudiaram "o ataque a tiros contra o acampamento Marisa Letícia [...] que resultou em duas pessoas feridas, uma delas de forma grave, com um tiro no pescoço".
O homem ferido, identificado como militante de São Paulo, está na UTI de um hospital em Curitiba, informou o PT, qualificando o incidente como "atentado".
A vigília para Lula, preso desde 7 de abril, conta com a presença de altos quadros do PT e está localizada a 800 metros da sede da Polícia Federal de Curitiba.
"É uma barbaridade", tuitou a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, sábado pela manhã.
"Esperamos providências rigorosas por parte das autoridades de segurança", afirmou.
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, um pedestre realizou vários disparos. Alguns deles atingiram um banheiro químico, provocando estilhaços que feriram levemente o ombro de uma mulher.
O comunicado oficial informou também que foram coletados cartuchos 9 mm no local.
Após o incidente deste sábado, a Prefeitura de Curitiba oficializou na justiça regional um novo pedido para que Lula seja tranferido. O ex-presidente está em uma cela especial de 15 m2 no quatro piso da sede da Polícia Federal

PREFEITURA DE CURITIBA PEDE TRANSFERÊNCIA DE LULA DA CIDADE

Prefeitura de Curitiba reitera pedido de transferência de Lula da PF
Após ataque a tiros ao acampamento de apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na madrugada de hoje (28), em Curitiba, a Procuradoria-Geral do Município reiterou pedido à Justiça Federal do Paraná para que o ex-presidente seja transferido da Superintendência da Polícia Federal. Lula está preso no local desde o dia 7 de abril.
No pedido, a procuradoria cita o tiroteio que deixou dois integrantes do acampamento feridos, fato que motivou uma manifestação com barreira de fogo na Rua Mascarenhas de Morais e interrompeu por horas o trânsito na região.
Em 13 de abril, a Procuradoria-Geral do Município já havia solicitado a transferência. Os motivos alegados foram os transtornos causados aos moradores do Bairro Santa Cândida, onde fica a sede da Polícia Federal, além de problemas de segurança devido a manifestações pró e contra Lula nas ruas próximas ao local, o que tem resultado em reclamações dos moradores da região. 
A prefeitura de Curitiba divulgou nota no início da tarde deste sábado  com uma declaração do prefeito Rafael Greca. Na nota, Greca manifesta preocupação com a presença do ex-presidente Lula em um local de grande movimentação como a superintendência da Polícia Federal. “O local oferece risco, transtorno à população, aos funcionários da própria PF e atrapalha a rotina de prestação de serviços aos brasileiros que precisam da emissão de passaportes”, disse o prefeito

PEZÃO NEGA RECEBIMENTO DE MESADA DE EMPREITEIRAS

PGR DENUNCIA LULA GLEISI E PALOCCI POR CORRUPÇÃO PASSIVA

 - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou nesta segunda-feira denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR) e os ex-ministros de gestões petistas Antonio Palocci e Paulo Bernardo sob a acusação de terem cometido atos de corrupção e lavagem de dinheiro para beneficiar a Odebrecht em linhas de crédito no BNDES e outros favores politico-administrativos.
Essa é a primeira acusação criminal feita por Dodge, na chefia do Ministério Público Federal desde setembro, contra Lula no âmbito da operação Lava Jato. O ex-presidente é líder nas pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto, mas está preso desde 7 de abril cumprindo pena por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá (SP).
Também foi denunciado Leones Dall Adnol, chefe de gabinete da senadora e o empresário Marcelo Odebrecht --esse último fez delação premiada e deverá ser beneficiado pelos prêmios da colaboração.
A denúncia, narra que, em 2010, começaram os atos criminosos quando a construtora prometeu ao então presidente Lula a doação de 40 milhões de dólares em troca de decisões políticas que beneficiassem o grupo econômico. As investigações revelaram que a soma --avaliada na época do acerto em 64 milhões de reais-- ficou à disposição do PT, tendo sido utilizada na disputa ao governo do Paraná, em 2014, que teve Gleisi como candidata. 
A denúncia baseia-se, segundo Dodge, em delação premiada e também em outras apurações feitas. "A investigação feita pela autoridade policial coligiu muitos documentos, apreendidos por ordem judicial de busca e apreensão (como planilhas, e-mails), inclusive mediante quebra de sigilo telefônico, requeridas pelo Ministério Público Federal", disse a peça encaminhada ao ministro Edson Fachin, relator do caso no STF.
A procuradora-geral afirmou que, como contrapartida, houve um aumento de linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social a Angola.
Na condição de exportadora de serviços, a Odebrecht recebeu do governo angolano parte dos valores conseguidos com financiamentos liberados pelo banco estatal brasileiro. O país africano teve o limite de crédito ampliado para 1 bilhão de reais, graças à interferência dos envolvidos, segundo a assessoria de imprensa da PGR.
Dodge detalha, na denúncia, como parte do dinheiro repassado pela construtora chegou à atual presidente da legenda. Com base nas provas reunidas durante a tramitação do inquérito, a PGR afirma que, em 2014, Gleisi e Bernardo aceitaram receber, via caixa 2, a doação de 5 milhões de reais, destinados à campanha eleitoral

PRÉDIO DESABA EM SÃO PAULO NO LARGO DO PAISSANDÚ

Willian Moreira/Futura Press
- Um incêndio de grandes proporções atingiu dois edifícios no largo do Paissandu, no centro de São Paulo, próximos à avenida Rio Branco. O fogo começou por volta da 1h30 e às 2h50 um dos prédios, de 22 andares, que desabou. Há ao menos um morto no incidente e bombeiros buscam por desaparecidos com auxílio de cães farejadores em meio aos escombros.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo no segundo prédio já foi controlado e não existe risco de desabamento. Os esforços para apagar alguns focos de incêndio na área continuam.
A Igreja Martin Luther, vizinha do edifício que desabou, também teve sua estrutura danificada. O templo é a primeira paróquia evangélica luterana da capital, inaugurada em 1908.
Moradores do prédio afirmam que o incêndio começou após uma explosão no quinto andar. Eles desconfiam que se trate de um botijão de gás. Após a explosão, houve fogo e fumaça pelo prédio.
A costureira Iraci Alves diz que estava no prédio quando o fogo começou. "Foi uma explosão muito forte. Saí só com a minha roupa", diz. Ela afirmou que parte interna do prédio era de madeira e, por isso, o fogo se alastrou muito rápido.
Iraci dava uma entrevista para uma emissora de TV quando gerou indignação nos demais moradores ao falar que a ocupação pedia apenas uma taxa opcional. "É mentira. Estão falando invasão, mas todo mundo pagava aluguel. Eu pagava R$ 200", disse o estudante Leandro Bueno, 16. Segundo ele, as condições de segurança do local eram péssimas.
A peruana Gredy Yune, 50, disse que os organizadores da ocupação chegaram a pagar juros. Ela mostrou à reportagem um carnê que marcava as mensalidades.
A responsável pela ocupação, dizem os moradores, é uma mulher conhecida como Nil. Segundo eles, a mulher desapareceu após o incêndio.
A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros dizem que somente a perícia poderá confirmar as causas do incêndio. Há ao menos um morto, três feridos, e bombeiros buscam por desaparecidos, moradores dizem que havia pessoas no topo do prédio no começo do incêndio.
Foram enviados 160 agentes e 57 carros do Corpo de Bombeiros para a ocorrência, além de unidades da Polícia Militar, SAMU, CET e Defesa Civil.
De acordo com a área de comunicação da Prefeitura de São Paulo, a Defesa Civil está no local para verificar possíveis danos nos prédios vizinhos e a CET está organizando bloqueios na região. A SMADS (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social) está providenciando abrigamento para as famílias