sábado, 1 de dezembro de 2018

NÃO SALVAREMOS O BRASIL MATANDO OS IDOSOS.

Não podemos salvar o Brasil matando idoso, diz Bolsonaro sobre Previdência
 - O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou nesta sexta (30), durante visita a um centro católico no interior de São Paulo, que a reforma da Previdência nos moldes propostos atualmente seria matar idoso.
"Essa que está aí não está sendo justa no meu entender. Não podemos querer salvar o Brasil matando idoso", disse à imprensa.
Questionado sobre qual seria sua proposta de mudança, Bolsonaro afirmou que o evento acabaria muito tarde se ele fosse detalhá-la.
Bolsonaro visitou a Comunidade Canção Nova, católica, em Cachoeira Paulista, a 200 km da capital. Antes disso, esteve em uma formatura de sargentos da Aeronáutica em Guaratinguetá (SP), cidade vizinha, e visitou o Santuário Nacional Aparecida, também na região do Vale do Paraíba.
Ao lado do fundador da comunidade, Monsenhor Jonas Abib, e do fundador da TV Século 21, padre Eduardo Dougherty, Bolsonaro se emocionou ao agradecer à Deus por ter sobrevivido ao atendido a faça em Juiz de Fora (MG) durante a campanha.
"Sou sobrevivente. Aqui só estou por interferência de Deus", afirmou. Bolsonaro disse ter pedido para que a filha de oito anos não ficasse órfã.
Sobre a indicação do Almirante Bento Costa Lima Leite como ministro de Minas e Energia, Bolsonaro observou que o futuro ministro é físico nuclear e, portanto, retomar a usina de Angra 3 é uma prioridade.
Bolsonaro comentou ainda sobre a relação com o Congresso. "Parlamento é responsável e, se nós dermos errado, todo mundo perde", disse.
"Não vamos ter outra oportunidade. Todos os parlamentares sabem a situação difícil em que o Brasil se encontra, estamos mergulhados em crise ética, moral e econômica e devemos sair dessa crise juntos."

FUTURO MINSITRO DA ECONOMIA É INVESTIGADO PELA P.F.

Paulo Guedes
(- A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, por supostas fraudes em negócios com fundos de pensão patrocinados por estatais.
A investigação decorre de pedido feito em outubro pelo Ministério Público Federal em Brasília, que também abriu procedimento preliminar a respeito, com base em irregularidades apontadas pela Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar).
O caso foi antecipado pela Folha de S.Paulo.
A PF vai apurar se Guedes cometeu os crimes de gestão fraudulenta ou temerária ao captar, por meio de um fundo de investimentos, recursos de sete entidades de previdência complementar de empregados de empresas públicas.
Também será averiguada a hipótese de emissão e negociação de títulos sem lastros ou garantias suficientes.
Procurada pela reportagem, a defesa de Guedes disse que "reafirma a lisura de todas as operações do fundo que, diga-se de passagem, deu lucro aos cotistas, incluindo os fundos de pensão".
"Espera também que a investigação -agora corretamente conduzida no âmbito da Polícia Federal- apure as incoerências do relatório irregular produzido na Previc", afirmou.
Além do futuro ministro de Jair Bolsonaro, são alvo da apuração os administradores das entidades de previdência complementar.
Em seis anos, Guedes captou R$ 1 bilhão de fundos de pensão geridos por apadrinhados do PT e do PMDB. Entre eles, estão Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa) e Postalis (Correios), além do BNDESPar --braço de investimentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
A PF já requisitou relatórios da Previc que embasam as suspeitas. O inquérito foi remetido à Justiça Federal em Brasília, com pedido para que tramite em sigilo. Guedes deve ser intimado a depor.

EX DIRETOR DO DNIT SERÁ O MINISTRO DA INFRAESTRUTURA.

O ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) Tarcísio Gomes Freitas, que será ministro de Infraestrutura de Bolsonaro.
Como tem feito no anúncio de todos os futuros ministros, o presidente eleito Jair Bolsonaro usou sua conta no Twitter para confirmar a indicação de Tarcísio Gomes de Freitas para o Ministério da Infraestrutura. A nova pasta vai abranger os setores de transporte aéreo, terrestre e aquaviário.
Tarcísio Gomes de Freitas foi nomeado diretor executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura Transporte (DNIT) em meados de 2011, após a "faxina ética" determinada pela então presidente Dilma Rousseff no órgão, que passava por uma crise provocada por denúncias de corrupção.
Gomes de Freitas iniciou a carreira no Exército, mas acabou ingressando, por concurso, no quadro de auditores da Controladoria-Geral da União (CGU). É formado em Engenharia Civil pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e atuou como engenheiro da Companhia de Engenharia Brasileira na Missão de Paz no Haiti.
Ele entrou no DNIT como braço-direito do então diretor-geral Jorge Ernesto Pinto Fraxe, general do Exército, formado engenheiro na Academia Militar de Agulhas Negras.
O general ocupou diversos postos na área de engenharia, em várias regiões do país, sempre como comandante de destacamentos de engenharia de construção. Gomes de Freitas substituiu o general em setembro de 2011, depois que ele voluntariamente se demitiu

SUPREMO JULGARÁ H.C. DE LULA EM DEZEMBRO.

Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde o dia 7 de abril.
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar em dezembro mais um pedido de liberdade feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O processo foi liberado para julgamento nesta terça-feira (27) pelo relator, ministro Edson Fachin. A data de julgamento será definida pelo presidente da turma, Ricardo Lewandowski, responsável pela pauta de julgamentos do colegiado.
No habeas corpus, a defesa de Lula argumenta que a ida do juiz Sergio Moro para o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro demonstra parcialidade do magistrado e também que ele agiu "politicamente". Moro irá assumir o Ministério da Justiça em janeiro.
Os advogados de Lula querem que seja reconhecida a suspeição de Moro para julgar processos contra o ex-presidente e que sejam considerados nulos todos os atos processuais que resultaram na condenação no caso do triplex do Guarujá (SP).
Lula está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, após ter sua condenação no caso confirmada pelo Tribunal Regional Federal 4ª Região (TRF4), que impôs pena de 12 anos e um mês de prisão ao ex-presidente, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Responsável pelos processos da Lava Jato na 13ª Vara Criminal de Curitiba, Moro nega qualquer irregularidade em sua conduta e a decisão de ingressar no governo eleito ocorreu depois de medidas tomadas por ele, como o julgamento do ex-presidente Lula

FUTURO MINISTRO ANUNCIA DIRETOR DO COAFI.

Moro anuncia auditor da Receita Federal para comando do Coaf
 - O futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, anunciou nesta sexta-feira (30) mais dois nomes para a sua equipe de governo.
Para o comando do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), ele anunciou o nome de Roberto Leonel, auditor e chefe da área de inteligência da Receita Federal.
Moro lembrou que a ideia é transferir o Coaf da Fazenda para a Justiça, o que ainda depende da aprovação do Poder Legislativo. "Eu considero que a mudança para o Ministério da Justiça é oportuna", disse.
Em entrevista, Moro também informou que a Senad (Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas) será conduzida pelo procurador da Fazenda Nacional Luiz Roberto Beggiora.
O futuro ministro também avalia contar em sua equipe com Marcio Anselmo, que veio da Lava Jato e trabalhou com o ex-juiz federal durante o início da operação, tendo sido peça fundamental.
Desde que aceitou o convite para assumir o Ministério da Justiça, Moro cercou-se de delegados da Polícia Federal para os cargos estratégicos e definiu as principais linhas de atuação para a pasta.
Para cinco dos principais postos do próximo ministério, os indicados são todos da Polícia Federal: Maurício Valeixo, que será diretor-geral do órgão, Luiz Pontel de Souza, secretário-executivo, Rosalvo Ferreira, secretário de Operações Policiais Integradas, Fabiano Bordigon, chefe do Depen (Departamento Penitenciário Nacional) e Erika Marena, chefe do DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação).
Diariamente presente no gabinete de transição do governo, em Brasília, o ex-juiz federal vem demonstrando que tratará como prioridade duas das principais bandeiras de campanha do presidente eleito: o combate à corrupção e a redução dos números de violência.
Os discursos e as nomeações até agora foram nesse sentido, tendo como modelo declarado o da Operação Lava Jato, carro-chefe de sua carreira na Justiça Federal.
A estrutura anunciada por Moro tem o objetivo central de mirar o combate à lavagem de dinheiro, tanto para crimes de corrupção como para tráfico de drogas, e, de outro lado, trabalhar em cima da integração entre policiais de todo o país. Serão esses os principais pilares da próxima gestão.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, a estratégia do novo ministério será de asfixiar o crime organizado, atacando o patrimônio dos envolvidos

LULA DIZ QUE SÉRGIO MORO SAIU DO ARMÁRIO.

EFE
Em carta enviada ao Diretório Nacional do PT nesta sexta-feira (30), em Brasília, Lula disse que o superministério dirigido por Moro vai aprofundar a perseguição ao PT e aos movimentos sociais, valendo-se de "métodos arbitrários e ilegais da Operação Lava Jato".
"Se alguém tinha dúvidas sobre o engajamento político de Sergio Moro contra mim e contra nosso partido, ele as dissipou ao aceitar ser ministro da Justiça de um governo que ajudou a eleger com sua atuação parcial. Moro não se transformou no político que dizia não ser. Simplesmente saiu do armário em que escondia sua verdadeira natureza", disse o ex-presidente no texto lido por Luiz Dulci, diretor do Instituto Lula.
"[...] Bolsonaro tem um único propósito em mente, que é continuar atacando o PT. Ele não desceu do palanque e não pretende descer. Temos de nos preparar para novos ataques, que já começaram, como vimos nas novas ações, operações e denúncias arranjadas que vieram neste primeiro mês depois das eleições", completou.
Preso desde abril em Curitiba, Lula agradeceu à militância por ter sustentado sua candidatura ao Planalto "até as últimas consequências" --o petista foi barrado pela Justiça Eleitoral em setembro, com base na Lei da Ficha Limpa, e teve seu nome substituído pelo de Fernando Haddad- e afirmou que a sigla precisa se reconectar com o povo.
"Temos de voltar às ruas, às fábricas, aos bairros e favelas, falar a linguagem do povo, nos reconectar com as bases, como disse o Mano Brown", escreveu o ex-presidente.
Durante o segundo turno da eleição presidencial, o rapper fez duras críticas ao PT durante um comício em apoio a Haddad no Rio e afirmou que o partido merecia perder por "não conseguir falar a língua do povo"