sábado, 28 de setembro de 2013

IRMÃOS GOMES DEIXAM O P.S.B. NO CEARÁ.

Irmãos Gomes deixam PSB e levam junto 338 filiados com mandato no Ceará
Ao deixarem o PSB, os irmãos Ciro e Cid Gomes levaram com eles 340 membros da legenda no Ceará. A carta de desfiliação foi entregue nesta sexta-feira (27) pelo presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, José Albuquerque (ex-PSB), ao governador de Pernambuco Eduardo Campos, presidente nacional da legenda. Segundo a Folha de S. Paulo, a conversa entre os dois, na sede provisória do governo pernambucano, durou aproximadamente 40 minutos. Ambos não falaram com a imprensa, após o diálogo. Além do governador do Ceará, saíram do PSB quatro deputados federais, nove deputados estaduais, 38 prefeitos – inclusive o de Fortaleza, Roberto Cláudio – e 287 vereadores. Segundo o presidente da Assembleia cearense, o grupo dissidente recebeu convites do PDT, PCdoB, PSD, PP e do recém-criado Pros. Uma nova comissão provisória deverá ser nomeada “em breve” para assumir o diretório cearense do PSB, de acordo com Campos

FILMA MOSTRA DOSSIÊ SOBRE A MORTE DE JANGO.

Dossiê Jango na tela
Foto: DIV
    Depois de Maio, de Olivier Assayas, França, 2012; Foi o grande vencedor como melhor roteiro original no festival de Veneza em 2012 e isso de fato não acontece por acaso.

    Em 1971, aos arredores de Paris e na própria capital a efervescência política é latente. Temos como protagonista Gilles (Clément Métayer), estudante do ensino médio que vive um dilema em ser ativista político ou artista. Como ativista o pré-adulto deveria obrigatoriamente se relacionar com o mundo, lutando por este, mas como artista ele não precisava fazer nada disso: seria mais solitário que um paulistano ( parafraseando o grande Zeca Balero ), teria apenas a obrigação de auto conhecer-te e mergulhar em seus pensamentos e percepções de vida para produzir seus trabalhos como desenhista e pintor.

    Além do protagonista o elenco era ainda encabeçado por Christine (Lola Créton), Alain (Felix Armand) e Jean-Pierre (Hugo Conzelmann) – que militam num grupo que defendia idéias revolucionárias, porém depois que uma “ação” dá em merda, todos eles são obrigados a ciganear durante outros países da Europa até a poeira baixar na França.

    Gilles , apesar de engajado politicamente, estava mais interessado em adquirir conhecimento para levar adiante sua arte – sua intenção é fazer cinema como seu pai, apesar de só saber pintar e desenhar. Particularmente duas nuances são importantes a serem destacadas no filme, que são: as idéias e ideais revolucionários dos jovens franceses da época de 1970 que depois viria a ser exemplo de luta por igualdade em outros países, e não diferentemente importante as experiências que esses mesmos jovens revolucionários tiveram durante esse período conhecendo drogas ilícitas como o LSD, heroína, maconha e raxixe, mas antes de tudo conhecendo a si próprios e o que seria melhor para eles, e isso não porque a “massa” dizia o que era bom ou ruim, ou seja, ter o discernimento para escolhas, ter opinião formada e não que deixem que a formem como meros “cidadãos –marionetes” estuprados pelos governos e seus sistemas escrotos.

    Um filme que aborda com sensibilidade o tema das revoluções, e pelo momento histórico que vivemos no Brasil com os nossos protestos nas ruas que poucas mudanças concretas  tiveram, se torna absolutamente necessário de assistir para então aprender a protestar com conhecimento de causas e o mais importante: com mudanças reais

ESCÂNDALO NA ASSEMBLÉIA DA BAHIA.

A polêmica sobre a denúncia de desvios de funções dos policiais militares ainda rende nos corredores da Assembleia Legislativa da Bahia, elevando a tônica e os questionamentos em torno do Poder Legislativo Estadual. Os últimos fatos abriram brechas para mais denúncias envolvendo a Casa, comandada pelo presidente Marcelo Nilo (PDT), pré-candidato ao governo baiano.
Uma gravação expõe que o subtenente Evaldo Silva e o sargento Santos teriam advertido, no mês de agosto, o coronel Yuri, chefe da Casa Militar, sobre os desvios de funções dos servidores da PM. Cerca de 33 estariam atuando fora da segurança, mas como motoristas de deputados e em outros serviços do Parlamento. No áudio obtido pelo site Bahia Notícias, o coronel Yuri é alertado pelos PMs.
Nessa sexta-feira (27/9), foi confirmado que o presidente Marcelo Nilo nomeou o deputado Deraldo Damaceno (PSL) como novo representante do grupo de trabalho que tem a finalidade de promover estudos e apresentar propostas de reestruturação e modernização organizacional da Polícia Militar. Deraldo ocupa o lugar do deputado estadual Capitão Tadeu (PSB), afastado, após a série de denúncias dos policiais que integram a Ong Observatório de Cidadania ao Ministério Público, que tem o deputado socialista como um dos idealizadores.
O dirigente do Legislativo estadual foi incitado a explicar a nomeação do “namorado” de uma de suas filhas, Marcelo Dantas Veiga, 23 anos, como subprocurador-geral do Legislativo, no último dia 31 de agosto, pouco mais de um mês após o jovem receber o diploma de Direito, na Unijorge. Nilo minimizou ao destacar a inexistência de nepotismo na situação. Segundo ele, os critérios que nortearam a escolha do profissional para o cargo foram os da “competência e confiança”.
A Assessoria de Comunicação da Assembleia emitiu nota explicando que a escolha do advogado para o cargo de subprocurador geral da Assembleia Legislativa foi do titular da Procuradoria Geral da Casa, Graciliano Bonfim, também professor de Direito. Conforme a nota, a seleção de “caráter objetivo” seguiu os itens exigidos para a ocupação de qualquer cargo na estrutura do Legislativo.
Veiga seria ex-aluno do procurador-Geral da Assembleia Legislativa na Universidade Católica do Salvador, onde, segundo é informado, “se destacou por suas qualidades técnicas e profissionais”. “Igualmente não possui processo criminal ou administrativo no seu conselho de classe, antecedentes criminais ou mesmo fato público que desabone a sua imagem”. A nota diz que o advogado não é e nem nunca foi casado com alguma das filhas do presidente da Assembleia.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

PARTIDOS OFERECEM DINHEIRO PARA ATRAIR DEPUTADOS



As negociações dos dois novos partidos políticos do Brasil para filiar cerca de 50 deputados federais envolvem a entrega a eles do comando político das siglas nos Estados e a promessa de um generoso rateio do dinheiro do Fundo Partidário, algo entre R$ 3 e R$ 3,80 por voto recebido pelos congressistas.
Solidariedade e Pros (Partido Republicano da Ordem Social), que foram chancelados na terça-feira pela Justiça Eleitoral, vão receber mais de R$ 30 milhões por ano dos cofres públicos em recursos do fundo, que é uma das principais fontes de financiamento das legendas.
"A minha proposta, e isso vai ser resolvido na quarta-feira, é que a direção nacional fique com 40% do fundo e que repasse 60% para as direções estaduais", explica o deputado Ademir Camilo, que está deixando o PSD para assumir o comando do Pros em Minas Gerais.
O valor repassado será proporcional ao número de votos obtidos em 2010 pelos deputados recém-filiados.
"Estou levando 72 mil votos [para o partido], então receberia 60% [do rateio do fundo] desses 72 mil votos. Você sabe que é R$ 3,75 o valor por voto", afirma Camilo. A mudança de sigla, caso o cálculo se confirme, renderia a ele cerca de R$ 270 mil.
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Os parlamentares que negociam com os dois partidos são do chamado "baixo clero", grupo de pouca expressão política nacional. Hoje são apenas mais um nas suas bancadas estaduais, sendo que vários estão rompidos com a direção regional.
Com o ingresso no Solidariedade e no Pros, vão assumir o comando regional da legenda, o que lhes dará o direito de controlar não só o dinheiro do fundo partidário como a propaganda partidária na TV, outro mecanismo essencial à sobrevivência política dos parlamentares.
O fundo partidário é usado para manter a infraestrutura das siglas e para vitaminar campanhas eleitorais.
"Normalmente os partidos põem 40% do fundo para os Estados. Eu estou há dez anos na presidência [estadual] do partido [PDT] e nunca recebi R$ 1. Tinha que fazer vaquinha todo mês. Sei que é muito difícil tocar o partido sem ter dinheiro", diz Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, criador do Solidariedade. Ele se desfiliou ontem do PDT.
Paulinho promete repassar 50% do fundo aos deputados, excetuado as verbas carimbadas para fundações partidárias (20% do total) e ações de promoção da participação das mulheres (5%).
Ele também negociou rateio proporcional ao desempenho nas urnas. "No Acre, onde o cara se elege com 10 mil votos, ele vai levar os 50% do fundo só referente aos 10 mil votos", explica.
A lei diz que os estatutos dos partidos definirão critérios de distribuição do fundo. O PT destina 40% aos Estados, descontadas as verbas carimbadas. O PMDB, 65% do bolo total. O PSD, último partido de porte médio a ser criado, 20%.
O Pros também registrou estatuto com repasse baixo, de 15%. Mas, após negociações para atrair deputados, o índice subiu para 50% e pode chegar a 60%.
"Não sei quanto que é, depende do numero de deputados, isso aí só depois que os deputados entrarem e tiverem fechado direitinho", disse ontem o presidente do Pros, Eurípedes Júnior.
Até ontem, a Folhaidentificou ao menos 58 deputados que negociavam trocar de sigla, principalmente para o Pros e o Solidariedade.
O governo estimula a ida para o Pros, que demonstrou tendência governista -o Solidariedade apoiará a candidatura de Aécio Neves (PSDB)

GOVERNO MELHORA E CRESCE A POPULARIDADE DE DILMA.


O governo da presidente Dilma Rousseff recuperou parte de sua popularidade perdida em junho e julho deste ano, em consequência da onda de manifestações que ocorreram em grande parte do país a partir de junho.
A avaliação positiva do governo Dilma subiu de 31% em julho para 37% em setembro deste ano, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira (27).
O índice ainda está longe de alcançar a avaliação positiva de Dilma em junho, antes dos protestos, quando o governo da presidente foi considerado como ótimo ou bom por 55% da população. Em março, a popularidade do governo da presidente chegou a 63%, melhor índice deste ano, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada na época.
A avaliação negativa do governo, que chegou a 31% em julho, caiu quase dez pontos percentuais e está em 22%. A maioria dos entrevistados, no total de 39%, considerou o governo Dilma Rousseff como regular. Em julho, esse percentual era de 37%.
Editoria de Arte/Folhapress
Os números também são mais favoráveis à Dilma em relação à confiança na presidente, que subiu de 45%, em julho, para 52% na pesquisa divulgada hoje. Do total de entrevistados, 43% não confiam na petista --mas 52% acreditam em sua gestão.
Em relação à aprovação da maneira de governar da presidente, Dilma teve o apoio de 54% dos entrevistados. Em julho, esse percentual era de 45%. Outros 40% responderam que desaprovam a forma de gestão da presidente.
A recuperação da imagem de Dilma também é percebida em relação à expectativa da população para o restante do seu mandato, que termina em 2014 --quando deve disputar a reeleição. Dos entrevistados, 39% consideram que o final de seu governo será a ótimo ou bom, contra 33% que acham que será regular. Outros 23% o julgam como ruim ou péssimo.
A pesquisa mostra que, entre os brasileiros, os protestos de junho e julho perderam força. Do total de entrevistados, apenas 14% mencionaram as manifestações ao serem
questionados sobre as mais recentes notícias do país. Em julho, o índice chegou a 63%.
O tema com maior percepção popular é a espionagem norte-americana realizada contra o Brasil, lembrado por 21% dos entrevistados, seguido pelas políticas e programas sociais, mencionadas por 19% dos entrevistados.
O tema "corrupção", não ligada diretamente ao governo federal, foi lembrado por 8% dos entrevistados mesmo após a nova etapa do julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal.
MAIS MÉDICOS
Apesar da implantação do programa Mais Médicos no mês passado, a pesquisa mostra que a área de saúde é a que tem a maior rejeição da população brasileira: 77% dos entrevistados desaprovam as políticas e ações do governo no setor. Apenas 21% dizem aprovar a atuação do governo nessa área.
Mesmo com a chegada de médicos estrangeiros ao país, além da seleção de médicos brasileiros para serem deslocados para cidades em que não há atendimento, a pesquisa mostra que o programa ainda não trouxe resultados visíveis para a população.
Para Renato da Fonseca, responsável pela sondagem, o programa pode ter impacto positivo na imagem da presidente, mas não diretamente no setor.
"O fato de ser um programa novo dificilmente muda a avaliação porque isso ainda não tem impacto positivo. O governo sinalizou que está preocupado com uma das questões que foram mais demandadas pela população, mas vai ter que esperar para ver o resultado lá na frente", afirmou.
A segurança pública é a segunda área com a maior desaprovação dos brasileiros, com a rejeição de 74% dos entrevistados e aprovação de 24%. Em terceiro lugar, aparecem com maior rejeição a política tributária do governo (impostos) e as taxas de juros, que tiveram desaprovação de 73% e 71% dos entrevistados, respectivamente.
LULA
Em comparação ao governo Lula, 44% dos entrevistados consideram semelhantes as gestões de Dilma e de seu antecessor. Em julho, em meio às manifestações, a maioria dos entrevistados (46%) considerou o governo Dilma pior que o de Lula. Agora, o índice caiu para 42%.
Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, na prática a comparação entre os dois governos do PT ainda é favorável para Lula.
A pouco mais de um ano das eleições, em que Dilma deve ser candidata à reeleição, apenas 13% dos entrevistados acham que o governo Dilma é melhor que o de Lula. Em julho, o índice de apoio à sua gestão na comparação com o seu antecessor era de 10%.
Pesquisas CNI/Ibope realizadas nos governos Lula e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), no terceiro ano de mandato, mostram que o recorde de popularidade foi do ex-presidente petista. Em 2009, o governo Lula atingiu 69% de avaliações positivas em setembro, contra os atuais 37% de Dilma.
No primeiro mandato de Lula, em contrapartida, o índice era de 29%.O governo do ex-presidente tucano, em seu terceiro ano de mandato, foi quem teve o menor índice de apoio da população no mês de setembro: 24% o consideraram como ótimo ou bom.
A pesquisa CNI/Ibope foi realizada entre os dias 14 a 17 de setembro. Foram realizadas 2002 entrevistas em 142 municípios. A sondagem colhe opiniões de eleitores com mais de 16 anos. A margem de erro é de dois pontos percentuaisv

CRESCE A RENDA DOS RICOS NO PAÍS E AUMENTA A DESIGUALDADE.



Numa tendência inversa a dos últimos anos, a desigualdade no Brasil ficou estagnada e o motivo é que o rendimento das faixas de renda mais alta cresceu num ritmo mais acelerado do que as de renda menor, especialmente no extrato do 1% mais rico da população. Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2012, que investiga informações do mercado de trabalho, acesso a serviços públicos e bens duráveis, educação, entre outros.
O dado que sinaliza a concentração maior de renda indica que o rendimento dos que estão no topo da pirâmide (1% mais ricos) cresceu 10,8%, numa velocidade superior à média e ao das faixas de menor remuneração. A renda dos 10% mais pobres cresceu 6,6%.
Esses dados consideram apenas o rendimento do trabalho, cujo crescimento médio foi de 5,8% de 2011 para 2012 --ritmo que provavelmente não se repetirá neste ano, segundo analistas, diante do crescimento menor da economia e do menor reajuste do salário mínimo em 2013. Com isso, a faixa dos 1% mais ricos aumentou sua participação no total de rendimento de 12% para 12,5% de 2011 para 2012. Já na base da pirâmide, a fatia se manteve em 1,4%.
Como consequência da disparidade do aumento da remuneração de ricos e pobres, o Índice de Gini (medida de distribuição de renda) dos rendimentos do trabalho reduziu sua velocidade de queda e ficou em 0,498 em 2012 --quando mais perto de zero, menor é a desigualdade. Em 2011, havia sido de 0,501 --uma diferença de apenas 0,03 ponto percentual. Houve uma piora da distribuição de renda no Nordeste, única região com aumento do índice.
Para Sônia Rocha, economista do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Rendimento), a "pior notícia e a maior novidade" dos dados da Pnad é o crescimento da renda dos mais ricos, o que pode ter acontecido pela restrição da oferta de profissionais qualificados.
Editoria de arte/Folhapress
Rocha avalia que a renda média teve um bom desempenho, mas ressalta que a expansão não deve ser tão vigorosa neste ano como mostram os dados do IBGE para as principais regiões metropolitanas. Um boa notícia é que os maiores aumentos da renda ocorreram nas faixas próximas ao salário mínimo. Outro dado positivo foi a redução da taxa de desemprego --de 6,7% para 6,1% entre 2011 e 2012.
TODAS AS FONTES DE RENDA
Considerando a renda de todas as fontes (salários, alugueis, aposentadorias, transferências de renda e aplicações), a distância entre os mais ricos e os mais pobres foi ainda maior. Na faixa dos 10% com rendimentos mais baixos, houve alta de 5,1% --abaixo da média de 5,6%. Já para os 5% mais ricos, subiu 6,8%. No topo da distribuição dos rendimentos (1% maiores), a alta foi de 12,8%.
Com esse cenário, índice de Gini da renda de todas as fontes ficou estagnado em 0,507 em 2012, número igual ao de 2011. A concentração de renda subiu no Nordeste principalmente, mas teve também uma leve alta no Sudeste. O indicador é importante porque inclui as parcelas da sociedade que dependem de programas sociais