terça-feira, 24 de maio de 2016

POLICIA FEDERAL INVESTIGA PROPINA DE 40 MILHÕES DA PETROBRÁS


A investigação da Polícia Federal aponta que os contratos da Petrobras com duas das fornecedoras de tubos suspeitas de pagar propinas à Diretoria de Serviços e Engenharia somam mais de R$ 5 bilhões. Os subornos, pagos entre 2009 e 2013 no Brasil e no exterior segundo os investigadores, totalizam R$ 40 milhões. Desde a madrugada desta terça-feira (24/5), a 30ª fase da Operação Lava-Jato, intitulada “Vício”, mira essas empresas, além da suspeita da participação do ex-ministro José Dirceu e do ex-diretor da Petrobras Renato Duque em esquemas de desvios na estatal.

A ação, com o apoio da Receita Federal, colocou nas ruas aproximadamente 50 policiais e dez servidores do Fisco, para cumprir 28 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão preventiva e nove de condução coercitiva no estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Os crimes apurados são de corrupção, organização criminosa e lavagem de ativos.

A PF descobriu que uma construtora de fachada foi usada para viabilizar pagamento de propina com contratos fictícios. Os dois sócios dessa empreiteira são alvo de prisão preventiva, sem prazo para terminar, ordenada pelo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Fernando Moro. Uma outra fornecedora de tubos também é alvo da ação de hoje por suspeita de ter pago subornos em seus contratos da Diretoria de Serviços e Engenharia, que era comandada por Duque. “Há fortes indicativos da participação do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e do ex-diretor de Engenharia da Petrobras, Renato Duque, nos ilícitos”, diz o Ministério Público Federal no Paraná.

Os outros alvos são um escritório de advocacia, acusado ser usado para “repasse de dinheiro”, dois funcionários da Diretoria de Engenharia da Petrobras, que serão conduzidos coercitivamente por serem suspeitos de envolvimento no caso, e operadores financeiros

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POLÍTICOS PEDEM PUNIÇÃO PARA ROMERO JUCÁ


O presidente em exercício, Michel Temer, chegou no Senado Federal para entregar ao presidente da Casa, Renan Calheiros, o projeto que altera meta fiscal de 2016, e foi recebido aos gritos de "golpista" e "traidor do povo brasileiro" por um grupo de parlamentares do PT da câmara. 

A deputada Moema Gramacho (PT-BA) teve um cartaz rasgado pelos seguranças do Senado enquanto pedia a prisão do ministro do Planejamento Romero Jucá. "Jucá tem que se preso como Delcídio foi. Delcídio foi entregue pelo Senado de bandeja pelo STF e só depois teve direito a própria defesa pelo intermédio de uma delação." Para Moema, o golpe foi desenhado por Jucá. "Eles queria tirar a presidente Dilma e depois estancar a sangria da Lava-Jato", atacou a parlamentar.

Temer estava acompanhado pelo próprio Jucá, pelo ministro da secretaria do governo Geddel Viera lima, pelo Chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha e pelo ministro da fazenda Henrique Meirelles. A situação de Jucá continua delicada. 

Afastamento do ministro
O senador Telmário Mota (PDT-RR) informou que entrará com um pedido de representação pela cassação do mandato de Jucá no Conselho de Ética. A senadora Gleisi Hoffmann(PT-PR) disse que o partido questionará essa gravação, inclusive judicialmente, e defende a suspensão do processo de impeachment até que a situação seja esclarecida.

MICHEL TEMER ANUNCIA NOVAS MEDIDAS ECONÔMICAS

Em entrevista coletiva, o presidente em exercício, Michel Temer, falou, nesta manhã de terça-feira (24/5) sobre as medidas econômicas que serão tomadas para tentar controlar a dívida pública. Ao dizer que "está governando junto" com os parlamentares, o líder do Executivo ressaltou como essencial a votação no Congresso da ampliação da meta fiscal. "Esse será um primeiro teste" do governo e do Legislativo.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

HOJE ADVERSÁRIOS, JUCÁ E MACHADO JÁ FORAM COLEGAS NO PSDB

Reportagem da Folha de S.Paulo, publicada nesta segunda-feira (23), traz trechos de conversa entre o ministro do Planejamento,Romero Jucá, e o ex-presidente da Transpetro Sergio Machadosobre os desdobramentos da Lava Jato e o "perigo" do prolongamento da investigação para ambos. A intimidade demonstrada na conversa é fruto de um relacionamento bem antigo. Jucá e Machado foram contemporâneos no Senado entre 1995 e 2002. Os dois pertenceram aos quadros do PSDB. Machado se filiou ao PMDB ainda em 2001. Jucá, um pouco mais tarde. Com a mudança para o PMDB, Machado conseguiu, já no governo Lula, ser alçado à condição de presidente da maior estatal vinculada à Petrobras.
EXPRESSO mostrou, em abril do ano passado, a preocupação de Machado com a Lava Jato. Procurava seu principal padrinho, o presidente do Senado, Renan Calheiros, em Brasília, em busca de ajuda.
Sérgio Machado, presidente da Transpetro - topo (Foto: Renata Mello/AG Petrobras )

GOVERNADOR MINEIRO DESCONFIA DO SEU VICE

Fernando Pimentel,Governador do Estado de Minas Gerais (Foto: Vanessa Carvalho/NewsFree/LaltinContent/Getty Images))
Assim como Dilma dizia que Temer conspirava contra ela, chegou a vez de o governador mineiro, Fernando Pimentel, pensar o mesmo de Antônio Andrade, seu vice. Andrade sabe que a Acrônimo deve minar Pimentel. Brincando, colegas sugerem que o vice vaze seus planos para Minas Gerais pelo WhatsApp.

GOVERNO SUSPENDE VAGAS DO FIES E PRONATEC

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Uma das vitrines da área social da gestão petista, programas de incentivo à educação e à profissionalização - como Pronatec, ProUni e Fies - não devem abrir novas vagas neste ano. São efeitos imediatos das medidas de contingenciamento previstas para o Ministério da Educação na gestão do presidente em exercício Michel Temer. A revisão é parte do que no novo governo se chama de "herança maldita" da administração da presidente afastada Dilma Rousseff.

Apesar de em alguns períodos da era petista ser comandada por ministros de outros partidos, o Ministério da Educação sempre foi controlado pelo PT. Dentre os titulares que estiveram à frente da área estão os petistas Tarso Genro, Aloizio Mercadante e o atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Interlocutores do novo ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), disseram ao jornal O Estado de S. Paulo que ele pretende honrar até o fim as vagas que já foram contratadas, mas a perspectiva de abrir novas inscrições é apenas para o ano que vem - com otimismo, para os últimos meses de 2016. O novo governo assumiu o compromisso de dar continuidade aos programas educativos iniciados ou fortalecidos na Era PT, mas considera que tem um desafio ao que afirma ser um dos legados deixados por seus antecessores: o orçamento do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) já estaria zerado para este ano, a mais de sete meses do fim.

A decisão de abrir ou não novas vagas - e, se sim, quantas - para Pronatec, Fies e ProUni depende exclusivamente de um balanço financeiro que deverá ser realizado pelo ministro. Novos gestores do MEC têm afirmado que a pasta tem "musculatura" para administrar grandes projetos, mas esse potencial estaria sendo mal aproveitado