O chanceler Aloysio Nunes usou o Twitter na manhã desta segunda-feira (24) para afirmar que o convite feito a Nicolás Maduro e seus opositores para uma rodada de consultas em Brasília foi iniciativa do Mercosul, e não do Brasil. Na sexta-feira (21), integrantes do bloco convidaram os atores políticos da Venezuela como um último recurso antes que seja tomada uma decisão sobre a saída do país do Mercosul. Nas redes sociais, a decisão foi classificada de amena.
segunda-feira, 24 de julho de 2017
NOVA PROCURADORA GERAL VAI FORTALECER O MP NO INTERIOR
Uma das metas da futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, é fortalecer as unidades do Ministério Público Federal nos municípios do interior. Ela se queixa de que Janot se descuidou delas.
CNJ MANTÉM SALÁRIOS DE 100 MIL REAIS NO JUDICIÁRIO
Diante da crise política que assola o país há, pelo menos, três anos, lideranças se antecipam e colocam a campanha presidencial de 2018 nas ruas. A promessa é, basicamente, a mesma: dar o rumo certo para o equilíbrio das contas públicas. Entretanto, conforme mostra série de reportagens do Correio, as cifras para sustentar os Três Poderes são astronômicas e a solução, normalmente, sai do bolso do contribuinte. No Judiciário, por exemplo, os salários de parte dos magistrados ultrapassam o teto constitucional de R$ 33.763. No ano passado, a Justiça brasileira custou R$ 175 bilhões, quase 270% a mais que em 2015. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o valor é quase todo usado no pagamento de salários.
Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo, por exemplo, chegam a ganhar em apenas um mês quase R$ 100 mil. E mesmo diante de um rombo nas contas públicas — estimado em R$ 185 bilhões em 2017 —, da estagnação da economia e dos 14 milhões de desempregados, há juízes que não estão satisfeitos. As distorções salariais entre a Justiça estadual e a Federal estimulam o nivelamento. No ano passado, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) enviou um requerimento ao CNJ pedindo equiparação das vantagens, com o intuito de uniformizar as mordomias. O CNJ, no entanto, arquivou o processo em maio deste ano, sob o argumento de que o pleito violaria disposições constitucionais e provocaria despesas.
O assunto é sensível. Envolve servidores públicos de alta qualificação que dominam as leis e justificam as benesses com elas. Os megassalários são consequência do extrateto, uma série de penduricalhos legalmente instituídos e trancados a sete chaves. A proteção ao sigilo fere determinações do CNJ sobre as práticas de transparência e à Lei de Acesso à Informação, segundo pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV). Desde 2014, a instituição pediu dados a 40 tribunais. Apenas 25 responderam e, desses, somente cinco explicaram objetivamente os números.
Rafael Velasco, coordenador do programa de transparência pública da FGV, explica que a prática interfere no controle social sobre os gastos públicos. A dificuldade em desvendar benefícios no setor público é comum em todos os Poderes, destaca Velasco, mas é mais evidente no Judiciário. Recentemente, um analista federal identificou que a viúva de um desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (15ª Região), em Campinas, recebeu quase R$ 700 mil de vantagens eventuais em dois anos (2012 e 2013). No período, a beneficiária embolsou quase R$ 1,2 milhão.
Além de benesses pessoais extrassalário, que variam entre R$ 5 mil e R$ 8 mil, desembargadores do TRT15 têm vantagens eventuais. Em abril deste ano, receberam valores entre R$ 18,3 mil aeR$ 52,8 mil. “Teve desembargador com o total de quase R$ 100 mil. Com os descontos, o rendimento líquido beirou os R$ 85 mil”, aponta o analista que prefere não se identificar.
“Na Justiça Federal, ninguém ganha mais do que o permitido e está tudo definido: salário, gratificação, benefício. Não há qualquer dificuldade em encontrar esses dados”, garante o presidente da Ajufe, Roberto Veloso. Ele reconhece, no entanto, que há discrepâncias nos vencimentos de juízes estaduais de São Paulo. “Apresentamos o requerimento para informar que não estamos recebendo, enquanto os juízes do tribunal de São Paulo estão. Que todos recebam, ou ninguém”, afirm
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APÓS AUMENTO DE IMPOSTOS TEMER PEDE APOIO Á FIESP
O aumento de impostos no país trouxe um inconveniente para o presidente da República: o enfraquecimento da relação com empresários brasileiros. Sem o apoio, a governabilidade de Michel Temer, já tumultuada pela denúncia de corrupção passiva do Ministério Público Federal, pode despencar de vez. Por isso, o peemedebista passou o fim de semana em reuniões e encontros fora da agenda, um deles com o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. O convite veio depois de a Fiesp emitir nota na qual afirmou estar “indignada” com o aumento de impostos. Logo após o anúncio da equipe econômica, a federação inflou o famoso pato amarelo em frente à sede em São Paulo. O boneco virou símbolo do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
A meta fiscal para o governo federal é de R$ 139 bilhões. Para não alterá-la, foi dado aumento de PIS-Cofins para as alíquotas máximas sobre gasolina, diesel e álcool. A expectativa é de arrecadar R$ 10,4 bilhões a mais com o tributo. Skaf criticou a decisão e chegou a afirmar que a medida não era a mais adequada para o momento. Dois dias depois da declaração, ele foi convidado a encontrar Temer, ontem, em São Paulo. Na mesma ocasião, estavam presentes o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o economista e ex-ministro Delfim Netto e o advogado Antônio Cláudio Mariz, à frente do caso em análise na Câmara dos Deputados contra o presidente. O grupo traçou estratégias para evitar maiores desgastes depois do peso a mais na carga tributária
BLOQUEADOS 10 MILHÕES DA CONTA DE ADRIANA ANSELMO
O Itaú depositou na sexta-feira, 21, os R$ 10 milhões bloqueados pelo juiz federal Sérgio Moro oriundos de contas da ex-primeira dama do Rio Adriana Ancelmo, absolvida da acusação de lavagem de dinheiro. Apesar de livrá-la da imputação, o magistrado mandou bloquear os valores identificados na conta da mulher do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), condenado na Lava Jato. O montante será encaminhado à 7ª Vara Federal, do juiz Marcelo Bretas, onde ela responde pela acusação de lavagem de dinheiro de supostas propinas ao peemedebista. Moro chegou a cobrar que o banco depositasse, com urgência, os valores bloqueados de Adriana.
Ancelmo foi absolvida por Moro em processo no qual o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, foi condenado a 14 anos e 2 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro de propinas de R$ 2,7 milhões no âmbito de contratos do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Na mesma sentença Moro disponibilizou R$ 11 milhões bloqueados nas contas da ex-primeira-dama e de seu escritório de advocacia à Justiça Federal do Rio, onde é ré no âmbito da Operação Calicute, por lavagem de dinheiro e associação criminosa.
quinta-feira, 20 de julho de 2017
AUMENTO DE IMPOSTOS ELEVARÁ O PREÇO DA GASOLINA
A falta de um ajuste fiscal concreto, com corte efetivo de gastos, e o descompasso cada vez maior entre receitas e despesas da União levarão o governo de Michel Temer a aumentar impostos para evitar a mudança da meta fiscal. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vinha dizendo nos últimos dias que, “se necessário”, haveria aumento de tributo, e a hora chegou. “O PIS-Cofins é o candidato mais provável”, disse o ministro ontem à GloboNews.
Fontes do governo contam que várias opções foram analisadas pela equipe econômica, que escolheu elevar as alíquotas de PIS-Cofins sobre os combustíveis porque a cobrança pode ser imediata, sem noventena, sem a necessidade do aval do Congresso e sem rateio com os estados, como ocorreria caso fosse aumentada a Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (Cide), alternativa que está descartada. O percentual de alta ainda não está definido. A expectativa é que o aumento ocorra apenas sobre a gasolina.
A alíquota atual de PIS-Cofins sobre o litro da gasolina é de R$ 0,38 por litro e o teto máximo permitido por lei para esse tributo é de R$ 0,79, de acordo com a Receita Federal. O valor será definido pela equipe econômica hoje pela manhã e o martelo será batido pelo presidente Temer às 12h em uma reunião no Palácio do Planalto. Se o reajuste do tributo não for suficiente, medidas complementares serão anunciadas, inclusive, para permitir a liberação de até R$ 4 bilhões dos R$ 39 bilhões do Orçamento que estão contingenciados, segundo fontes do governo.
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