sexta-feira, 26 de abril de 2019

CARLOS BOLSONARO PARTE PARA O ATAQUE A MOURÃO.

O filho do presidente, Carlos Bolsonaro, que já ajudou a derrubar um ministro, agora parte para cima do vice-presidente.
Se ainda tinha algum freio, o vereador pelo Rio de Janeiro e filho do presidente Carlos Bolsonaro parece ter perdido todo o controle . 
Ele deixou para trás qualquer eufemismo e as indiretas para atacar de forma dura o vice do pai, o general Hamilton Mourão, nas redes sociais.
Em seu tuíte mais recente, nesta noite, Carlos se referiu ao vice-presidente como “o tal de Mourão” e “queridinho da imprensa” e destacou uma fala do general de 11 de setembro, em que ele disse para “acabar com a vitimização” em torno do atentado a Jair Bolsonaro, ocorrido 5 dias antes. 
“Naquele fatídico dia em que meu pai foi esfaqueado por ex-integrante do PSOL e o tal de Mourão em uma de suas falas disse que aquilo tudo era vitimização. Enquanto um homem lutava pela vida e tentava impedir que o Brasil caísse nas garras do PT, queridinhos da imprensa opinavam”, escreveu Carlos.

O BRASIL É GOVERNADO POR MALUCOS.

 - O ex-presidente Lula afirmou nesta sexta (26), em entrevista exclusiva concedida à Folha de S.Paulo e ao jornal El País, que o Brasil está sendo governado por "um bando de maluco".
Depois de uma batalha judicial em que a entrevista chegou a ser censurada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), decisão revista na semana passada, o petista enfim recebeu os dois veículos, em uma sala preparada pela Polícia Federal na sede do órgão em Curitiba, onde está preso. Os agentes explicaram aos jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas presentes que ele seria colocado em uma mesa a uma distância de 4 metros de todos. Ninguém poderia se aproximar. Segundo a PF, eles estavam cumprindo um protocolo de segurança comum a todos os presos.
Em duas horas e dez minutos de conversa, o ex-presidente falou da vida na prisão, da morte do neto, do governo de Jair Bolsonaro, das acusações de corrupção que sofre e da possibilidade de nunca mais sair da prisão. "Não tem problema", afirmou ele quando questionado sobre a possibilidade. "Eu tenho certeza de que durmo todo dia com a minha consciência tranquila. E tenho certeza de que o Dallagnol não dorme, que o [ministro da Justiça e ex-juiz Sergio] Moro não dorme." Reservou ao ex-magistrado, o primeiro que o condenou pelo caso do triplex do Guarujá, algumas de suas principais ironias. "Sempre riram de mim porque eu falava 'menas'. Agora, o Moro falar 'conje' é uma vergonha", afirmou.
Lula disse também acreditar que "Moro não sobrevive na política". Já sobre o presidente Jair Bolsonaro, não foi tão taxativo. Apesar de várias críticas, afirmou que "ou ele constrói um partido sólido, ou não perdura". Lula disse que a elite brasileira deveria fazer uma autocrítica depois da eleição de Bolsonaro. "Vamos fazer uma autocrítica geral nesse país. O que não pode é esse país estar governado por esse bando de maluco que governa o país. O país não merece isso e sobretudo o povo não merece isso", afirma. E comparou o tratamento que a imprensa dá a ele com o que reserva ao atual presidente da República. "Imagine se os milicianos do Bolsonaro fossem amigos da minha família?", questionou, referindo-se ao fato de o filho do presidente, Flávio Bolsonaro, ter empregado familiares de um miliciano foragido da Justiça em seu gabinete quando era deputado estadual pelo Rio. O ex-presidente chorou quando falou da morte do neto Artur, de 7 anos, vítima de uma bactéria, há um mês: "Eu às vezes penso que seria tão mais fácil que eu tivesse morrido. Eu já vivi 73 anos, poderia morrer e deixar o meu neto viver".
Lula disse ainda que, se sair da prisão, quer "conversar com os militares" para entender "por que esse ódio ao PT" já que seu governo teria recuperado o orçamento das Forças Armadas. Disse que acompanha a briga de Bolsonaro com o vice-presidente, Hamilton Mourão. Mas afirmou que era "grato" ao general "pelo que ele fez na morte do meu neto [defender que ele fosse ao velório], ao contrário do filho do Bolsonaro [Eduardo]", que afirmou no Twitter que Lula queria se vitimar com a morte do menino. Afirmou que o país tem hoje "o mais baixo nível de política externa que já vi na vida". E disse, em tom de brincadeira, que o ex-chanceler de seu governo, Celso Amorim, tem uma dívida por ter deixado o atual chanceler, Ernesto Araújo, seguir carreira no Itamaraty

terça-feira, 23 de abril de 2019

CORREA DO NORTE QUER APROXIMAÇÃO COM A RÚSSIA.

O presidente russo Vladimir Putin (E) e o líder norte-coreano Kim Jong Un, em fotos, respectivamente, de 3 de abril de 2019 e 7 de outubro de 2018
O líder norte-coreano Kim Jong Un se reunirá na quinta-feira com o presidente russo Vladimir Putin em Vladivostok, no extremo oriente da Rússia, anunciou um conselheiro do Kremlin no momento em que a Coreia do Norte busca apoio internacional na disputa com os Estados Unidos.
"Nosso presidente terá conversações na quinta-feira com o líder norte-coreano Kim Jong Un", afirmou à imprensa Yuri Ushakov.
O encontro, o primeiro entre os dois chefes de Estado, é um "acontecimento chave nas relações bilaterais" entre os países, completou.
De acordo com a agência russa Ria Novosti, o trem de Kim chegará à estação de Vladivostok na quarta-feira às 18H00 locais (5H00 de Brasília).
O líder norte-coreano tem o hábito de viajar para reuniões internacionais em países vizinhos em um trem especial blindado.
A agência oficial norte-coreana KCNA havia anunciado que Kim faria "uma visita em breve à Rússia a convite do presidente Putin".
"A reunião estará concentrada na resolução político-diplomática do problema nuclear na península coreana", disse Ushakov, antes de acrescentar que a "Rússia tem a intenção de respaldar de todas as formas possíveis as tendências positivas" neste âmbito.
As expectativas sobre a reunião não pararam de aumentar desde que o Kremlin anunciou na semana passada que os dois governantes se encontrariam na Rússia "na segunda metade do mês abril".
Em Vladivostok, um importante porto russo às margens do Pacífico, situado a quase 200 quilômetros da fronteira com a Coreia do Norte, bandeiras russas e norte-coreanas foram hasteadas nas ruas.
Será a primeira reunião entre governantes dos dois países desde que Kim Jong Il - pai do atual líder norte-coreano - se reuniu com o então presidente e atual primeiro-ministro Dmitri Medvedev há oito anos.
A Rússia mantém relações amistosas com Pyongyang e fornece ajuda alimentar à Coreia do Norte. Putin já havia manifestado o interesse em uma reunião com o dirigente norte-coreano.
O encontro acontecerá menos de dois meses depois da segunda reunião entre Kim Jong Un e o presidente americano Donald Trump, organizada em Hanói e que terminou sem acordo sobre o destino do arsenal nuclear norte-coreano.
Após um ano de 2018 marcado por uma grande aproximação entre as duas Coreias e de uma primeira e histórica reunião entre Kim Jong Un e Donald Trump, a distensão parece ter desaparecido, sobretudo após o fracasso do encontro em Hanói.
Kim se reuniu quatro vezes com o presidente chinês, Xi Jinping, no período de um ano, mas analistas apontam que ele está buscando um apoio maior e mais diverso ante Washington
Kim Jong Un também se reuniu três vezes com o presidente sul-coreano Moon Jae-in e uma vez com o presidente do Vietnã desde março de 2018.
Moscou defende um diálogo com Pyongyang baseado em um plano definido pela China e a Rússia. O país já pediu o alívio das sanções internacionais contra a Coreia do Norte, enquanto o governo dos Estados Unidos acusa Moscou de tentar ajudar Pyongyang a evitar algumas medidas

GOVERNO AVALIA MINI REFORMA MINISTERIAL.

) - Em uma tentativa de melhorar a articulação política, considerada o principal ponto fraco de seu mandato, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) considera fazer uma minirreforma ministerial com foco no Palácio do Planalto.
Desde a semana passada, o presidente avalia redistribuir secretarias e mudar atribuições relativas a três pastas que despacham na sede administrativa da Presidência da República: Casa Civil, Secretaria de Governo e Secretaria-Geral.
Para auxiliares presidenciais, o desenho ministerial feito durante o governo de transição não foi o mais adequado e não tem sido funcional, deixando algumas das pastas sobrecarregadas e outras, ociosas.
A ideia principal de uma mudança seria retirar atribuições da Casa Civil para que ela priorize a articulação política com o Legislativo. Além da interlocução parlamentar, cabe ao ministro Onyx Lorenzoni a tarefa de coordenar as iniciativas do governo como um todo.
Nesse sentido, está em estudo, por exemplo, o deslocamento da imprensa nacional para a Secretaria-Geral, comandada pelo general Floriano Peixoto. É considerada também a fusão de subchefias da Casa Civil, como a de ação governamental e de articulação e monitoramento, que passariam para os cuidados de Peixoto.
O Palácio do Planalto considera também retirar algumas das tarefas atribuídas à Secretaria de Governo, chefiada pelo general Carlos Alberto dos Santos Cruz. Pelo modelo atual, o ministro se divide em atividades completamente diversas como a interlocução com movimentos sociais, chefia da Secom (Secretaria de Comunicação Social) e articulação com governadores e prefeitos.
Bolsonaro foi aconselhado, então, a concentrar nas mãos de Onyx o trabalho de articulação com Congresso e de coordenação do governo. Santos Cruz permaneceria com a Secom e o diálogo com os entes federados, mas passaria o diálogo com os movimentos sociais para Floriano Peixoto.
Chegou-se a discutir a possibilidade de retirar a Secom da Secretaria de Governo e repassá-la à Secretaria-Geral, mas a ideia foi abandonada. A avaliação é de que não seria adequado fazer uma mudança em meio à reestruturação da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação).
Caso as alterações se confirmem, a Secretaria-Geral, que foi enfraquecida na atual gestão, seria turbinada, voltando a ter papel de destaque como na gestão do ex-presidente Michel Temer. Antes da posse de Bolsonaro, cogitou-se a sua extinção.
O presidente manteve a pasta para acomodar o então braço direito, Gustavo Bebianno, que foi seu advogado e comandou o PSL durante a campanha. Divergências entre Bebianno e um dos filhos de Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), levaram a um esvaziamento da pasta.
As mudanças ocorrem num momento em que o governo tenta firmar as relações com o Congresso e demonstrar que a gestão Bolsonaro tem rumo. Para isso, o presidente foi aconselhado não só a intensificar o diálogo com o Legislativo como deixar claro que há uma coordenação em sua gestão, com projetos prioritários que vão além da reforma da Previdência.
O tema ainda está em estudo entre o presidente e os ministros e a decisão poderá sair ainda esta semana, quando é esperada a votação da reforma da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, primeira etapa de tramitação do projeto na Casa.

OS MINISTROS QUE JULGARÃO LULA NO STJ.


BOLSONARO VAI ESCOLHER MINISTROS DO TSE.