terça-feira, 1 de outubro de 2013

DILMA DEFENDE A VOLTA DO PARAGUAI AO MERCO SUL

Horacio Cartes disse que o Paraguai 'não quer favores', mas espaço nas negociações. Presidente se recusou a formalizar a volta ao Mercosul

Dilma e Horácio Cartes, presidente do Paraguai, em Brasília
Dilma e o presidente paraguaio, Horacio Cartes, em Brasília (Reuters)
Depois de um encontro com o presidente Horacio Cartes, nesta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff defendeu o retorno do Paraguai ao Mercosul. O país foi suspenso do bloco depois do impeachment de Fernando Lugo, em junho do ano passado: um golpe dos governos do Brasil e da Argentina para colocar a Venezuela no Mercosul – o Senado paraguaio rejeitou a entrada de Caracas. A suspensão perdeu a validade depois que Cartes assumiu a Presidência do Paraguai, em agosto deste ano. Mas ele se recusou a voltar, no momento em que Nicolás Maduro, o sucessor de Hugo Chávez, ocupa temporariamente a presidência do bloco. 
“O Paraguai está em um processo de volta ao Mercosul, tem o tempo deles.O Brasil tem todo interesse nessa volta”, afirmou Dilma Rousseff em declaração no Palácio do Planalto. A presidente também afirmou que a relação entre os dois países “está intacta”. “Nossa relação bilateral, como vocês podem ver, nós mantemos intacta. Não houve consequência nenhuma”. 
Em sua primeira visita oficial ao Brasil, Cartes não fez referência direta ao Mercosul, mas reivindicou um espaço maior do Paraguai nas negociações com seus parceiros. “O Paraguai não quer pedir esmolas nem favores, mas sentar-se à mesa grande”, disse, segundo o jornal paraguaio Hoy, destacando a necessidade de negociar de “igual para igual” para que "as coisas sejam úteis para todos". Ele acrescentou que o Paraguai “tem hoje maior crédito do que tinha anteriormente”.
Apesar da vontade paraguaia de ter mais voz nas negociações, Dilma deixou clara sua defesa da participação da Venezuela no país no bloco – que é cada vez mais um palanque político e menos uma união aduaneira. “Consideramos que a participação do Paraguai no Mercosul tem um significado muito importante nesse momento e consideramos também que nós sermos capazes de integrar da Patagônia ao Caribe – portanto, estou me referindo à Venezuela – dá à nossa região um tecido multilateral muito mais forte”. 
A agenda de Cartes no Brasil inclui ainda visitas ao Congresso, onde será recebido por parlamentares, e ao Supremo Tribunal Federal, para reunião com o ministro Joaquim Barbosa

NUMERO DE PARTIDOS É PÉSSIMO PARA O PAÍS.

Na semana seguinte à aprovação de dois novos partidos políticos pela Justiça Eleitoral, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, disse que o número de siglas no Brasil é "péssimo para a estabilidade do sistema político" e que, "mais cedo ou mais tarde", o país terá de adotar uma cláusula de barreira.
"Nenhum sistema político funciona bem com 10, 12, 15, muito menos com 30 partidos", afirmou Barbosa.
Na terça-feira da semana passada, a Justiça autorizou a criação do Pros e do Solidariedade, o que elevou o número de siglas no país a 32.
Nesta semana, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deve decidir sobre a criação da Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva. Sem ter cumprido todos os requisitos legais, o grupo sinaliza que pode recorrer ao Supremo se tiver o registro negado.
Para Barbosa, "o caminho" para reduzir o número de partidos é a cláusula de barreira: "Só sobrevivem aqueles partidos que continuam a ter representatividade no Congresso", afirmou. "É algo que existe em muitos outros países. Nós tínhamos a cláusula, mas o Supremo declarou inconstitucional."
Prevista na Lei dos Partidos Políticos, de 1995, a norma que restringiria o funcionamento de siglas que não tivessem recebido ao menos 5% dos votos nas eleições para deputado federal foi derrubada em 2006, antes de começar a valer plenamente.
Barbosa deu as declarações após participar de um seminário a empresários promovido pela revista "Exame", em São Paulo.
No debate, disse que não existe sistema Judiciário mais confuso que o brasileiro e que a Justiça precisa ser mais "célere" e "eficiente".
"Não há sistema judiciário mais confuso que o nosso. O sistema legal brasileiro precisa desesperadamente de simplicidade, eficiência e eficácia", declarou o ministro.
No palco, Barbosa foi questionado sobre mecanismos de combate à corrupção dentro do Judiciário e, como resposta, criticou o sistema de escolha de magistrados para as cortes superiores. Segundo ele, juízes federais estão expostos a influências políticas, um dos "fenômenos mais perniciosos" do Judiciário.
"Só não aplica a lei o juiz que é medroso, comprometido ou politicamente engajado. Todo juiz federal tem a expectativa de subir ao tribunal superior, a Constituição prevê, mas não há mecanismos que criem automatismos permitindo que ele progrida, sem sair com o pires na mão para conseguir essa sua promoção, [...] sem que políticos tenham que se intrometer."

O DEMOLIDOR DE PRESIDENTES: CARLOS LACERDA


Divulgação
Marina Gusmão Mendonça narra a trajetória de um controvertido líder político
"O Demolidor de Presidentes" narra a trajetória de um polêmico líder
Em "O Demolidor de Presidentes", a historiadora Marina Gusmão de Mendonça relata a trajetória do jornalista Carlos Lacerda (1914-77).
De família comunista --seu nome, Carlos Frederico, é uma homenagem a Karl Marx e Friedrich Engels--, Lacerda foi militante de esquerda e lutou contra o governo de Getúlio Vargas.
Em 1939, deixou o movimento comunista, considerando a ditadura do proletariado uma possibilidade mais nociva do que qualquer outro regime. Assim, passou a ser visto como a voz da direita conservadora daquele período.
Unido aos militares e à UDN (União Democrática Nacional), tentou impedir a posse do presidente Juscelino Kubitschek e de João Goulart, seu vice-presidente. Com renúncia de Jânio Quadros e deposição de Jango, o Brasil entra em uma nova ditadura.
Em quase 40 anos de atividade política, Lacerda foi um dos líderes políticos mais polêmicos do Brasil no século 20. Ele acabou cassado pelo golpe que ajudou a articular.
Gusmão de Mendonça, que também assina "Formação Econômica do Brasil", procura compreender o papel de Lacerda na história recente do país

MINISTRA DO S.T.J. PODE SER CANDIDATA AO SENADO

Eliana Calmon estuda se filiar ao DEM ou PSDB para concorrer ao Senado, diz colunista
Depois de afirmar que pensava em se candidatar no ano que vem, com a garantia de que não havia possibilidade de concorrer para governadora do Distrito Federal ou da Bahia, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon, caminha para disputar uma cadeira no Senado. De acordo com o colunista Lauro Jardim, da Veja, a baiana e ex-corregedora nacional de Justiça está em negociação com dois partidos ditos de direita. Eliana Calmon mantém conversas para se filiar ao DEM ou PSDB. Após isso a magistrada também terá de decidir se será candidata ao Legislativo pela Bahia ou Brasília. A definição deve sair ainda esta semana, já que o prazo para se filiar a um partido e se candidatar em 2014 termina no próximo sábado (5)

EX MULHER DE SENADOR POSA NUA PARA REVISTA.


Foto: Fotos Luis Crispino/Playboy
A ex-companheira do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), Meyrielle Abrantes, 30 anos, vai posar nua para a Playboy. O assunto é destaque, nesta segunda-feira (30) nos blogs de colunistas sociais pernambucanos. Ela viaja nesta quinta-feira (3) para posar para o fotógrafo JR Duran, no fim de semana, em São Paulo. Em 2009 Meyrielle havia feito um ensaio sensual para a revista, mas sem nu frontal, pois estava casada com o senador que teria se oposto à ideia. Separados oficialmente há dois meses depois de 10 anos juntos, ela aceitou o convite da revista. Ao colunista João Alberto, do Diário de Pernambuco, Meyrielle disse que vai "realizar um sonho". A assessoria do senador informou que nada tem a comentar sobre o assunto.

SENADOR PINHEIRO QUER DEFINIÇÃO DA SUCESSÃO NA BAHIA.

Paciência não parece estar entre as virtudes praticadas pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA) nos últimos dias. Aos poucos, o pré-candidato ao governo da Bahia com maior expressão nas urnas nas eleições de 2010 deu sinais claros de desgaste na disputa interna do PT e fez um pedido à própria legenda. “Se não for de maneira tranquila (o processo de escolha), até logo, eu vou embora e continuo cuidando  da minha vida, continuo cuidando das minhas tarefas”, alertou Pinheiro.
Na avaliação do senador, é preciso compartilhar a esfera de decisão sobre a sucessão do governador Jaques Wagner com os partidos que compõem a atual coalizão. “Eu acho que a gente tem que ter uma estrutura que divulgue o trabalho, até porque o PT não está sozinho nisso. Nós não construímos nada disso sozinhos”, ressaltou Pinheiro. Para ele, “isso que o PT tenha a possibilidade de escolher o nome para a sucessão do governador Jaques Wagner é lícito”. “Mas os partidos devem participar e, mais que os partidos, o povo. Porque quem vai escolher o governador é o povo. Nós estamos esquecendo do povo”, reclamou o petista durante entrevista à rádio Tudo FM.
Apontado nos bastidores como o pré-candidato com menor simpatia por setores do PT próximos ao Palácio de Ondina, Pinheiro admite que a antecipação não foi adequada.  “Quero chamar a atenção para o fato de a gente trazer esse processo eleitoral. Ou melhor, levar esse processo eleitoral para dentro do governo. É um erro. Por isso que dizem: ‘ah, você não é candidato’, ‘não quer ser candidato’. Nós temos uma tarefa a cumprir até 2014, e até 31 de dezembro de 2013 tem um conjunto de obras que precisam iniciar, tanto no governo estadual como no governo federal”, criticou. Indiretamente, ele alfineta dois dos adversários petistas na corrida, os secretários da Casa Civil, Rui Costa, e do Planejamento, José Sérgio Gabrielli.
 “Eu não quero ser o candidato da discórdia. Não estou afim. Vai ser prejuízo para qualquer um candidato que saia de um processo arranhado, de disputa. Tem que ter um processo maduro. A conversa não é só pra dentro do PT, tem que ser para os aliados, para fora, com a sociedade”, afirmou Pinheiro.
O senador, no entanto, defendeu o legado do governador. “O governo Jaques Wagner é um grande governo, ampliou diversas rotas na Bahia, desconcentrou a economia, atuou firmemente no processo de desenvolvimento, enxergando o estado como um todo. O que nós queremos é isso. O que você pode fazer daqui para frente para discutir com a população isso”, ponderou. Mas, em seguida, voltou a protestar. “Agora, se alguém precisa o tempo todo usar a máquina do governo para tentar aparecer enquanto nome é porque está faltando alguma coisa. Está errado isso”, atacou. “Eu tenho um mandato que vai até janeiro de 2019. O que eu vou fazer em outubro de 2018, eu também não sei. O que estou discutindo é se a gente tiver condição de costurar. Se não tiver, eu peço muito ao meu partido que me avise. Se não me quer, me avise logo”, avisou Pinheiro