quarta-feira, 2 de outubro de 2013

EIKE BAATISTA ESTÁ COM AS EMPRESAS FALINDO.

Empresário Eike Batista
Eike Batista: após calote da OGX, pedido de recuperação judicial (Fred Prouser/Reuters)
Após protagonizar um calote já aguardado pelo mercado, o empresário Eike Batista se prepara para a nova fase de seu grupo: terá de arquitetar o plano de recuperação judicial da petrolífera caloteira, a OGX, para garantir o pagamento de, pelo menos, parte de seus credores. Sem fontes de receita, porque seus poços são comprovadamente pouco viáveis, e sem credibilidade para captar no mercado, a OGX tentará escapar da falência.
A fase que se configura neste próximo mês, período que analistas estimam que Eike levará para montar o plano de recuperação judicial, é chamado no jargão empresarial de "calvário". Ou seja, o empresário carregará o peso de ser considerado inadimplente em relação a investidores nacionais e estrangeiros — e, assim mesmo, terá de percorrer uma verdadeira "via crucis" para tentar convencer credores de que conseguirá honrar ao menos parte de seus compromissos. Isso ocorre porque, de acordo com a legislação que protege as empresas em recuperação judicial, Eike só conseguirá aprovar o plano se seus credores concordarem com ele.
É a expectativa dessa alternativa legal que fez com que as ações da petroleira subissem 14,29% no pregão desta terça-feira, cotadas a míseros 24 centavos. Isso não significa que o mercado acredite na valorização do papel. O que desejam é conter as perdas já acumuladas. Ocorre que muitos investidores fizeram operações apostando na queda ainda maior das ações da OGX - chamadas de "venda a descoberto". Contudo, caso a empresa entre em recuperação judicial, essas operações seriam automaticamente anuladas porque a empresa sairia do Ibovespa e da própria bolsa. Com isso, os investidores perderiam o valor total aplicado nesse tipo de operação, que funciona no mercado de derivativos. Ao comprar os papéis nesta terça, garantiram a cotação do dia para evitar mais perdas. "Se eles (os investidores) estivessem apostando na falência, manteriam-se 'vendidos' nos papeis (esperando uma queda ainda maior), porque assim lucrariam mais", afirma Luiz Morato, da TOV Corretora.
O desempenho das ações também mostra duas coisas: que seus credores ainda não estão dispostos a pedir sua falência e que o mercado ainda acredita que a empresa cumprirá algumas de suas promessas. Uma delas é a de que renegociará suas dívidas a todo custo. Eike contratou duas assessorias financeiras externas e com credibilidade no mercado - Lazard e Blackstone - para coordenar as discussões com diversos investidores, dentre eles, os detentores dos bônus cujos juros venceram nesta terça e os próprios minoritários, que já tentaram, até mesmo, bloquear os bens do empresário. "Dificilmente os credores vão pedir a falência da empresa por um motivo muito simples: eles não levariam nada da massa falida", disse ao site de VEJA Aurélio Valporto, acionista minoritário da empresa.
Segundo o investidor, o fato de grande parte dos ativos da empresa incluir apenas concessões de exploração de petróleo, caso haja falência, nenhum credor será ressarcido. "Se pedirem falência da OGX, o ativo se evapora. Não haverá quase nada na massa falida, além da participação na OGX Maranhão." O grupo de Valporto contratou o escritório de advocacia Jorge Lobo para representá-los contra a OGX, Eike Batista, a Comissão de Valores Mobiliário (CVM) e até mesmo a BM&F Bovespa em um processo judicial a ser protocolado nos próximos dias. 
Petróleo é para poucos - Segundo o especialista Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), a situação vivenciada pela OGX mostra que o setor de petróleo é restrito a poucos — e experientes — empreendedores. "A lição que fica é de que o petróleo é um setor de alto risco, poucas certezas, o capital investido é expressivo e se trabalha com muitas probabilidades", afirma.


O pedido de recuperação judicial é aguardado para outubro, antes que vença o prazo de 30 dias aos quais a empresa tem direito para acertar suas contas com os credores cujos juros venceram nesta terça. Especialistas acreditam que a empresa fará o pedido neste intervalo porque assim conseguirá incluir o calote desta terça no valor a ser renegociado no plano de reestruturação da dívida. Ao todo, a OGX soma uma dívida de aproximadamente 3,6 bilhões de dólares em bônus emitidos no exterior, sendo 1,06 bilhão de dólares que vencem em 2022 e outros 2,6 bilhões com vencimento em 2018.

M.P. FACILITA O REGISTRO DO "MAIS MÉDICOS"

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, posa para foto junto com médicos estrangeiros do programa "Mais Médicos"
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, posa para foto junto com médicos estrangeiros do programa "Mais Médicos" (Ueslei Marcelino/Reuters)
A comissão especial destinada a analisar a medida provisória 621 (MP dos Médicos) aprovou, nesta terça-feira, o relatório final da matéria deixando de fora as principais reivindicações da categoria médica — como a revalidação do diploma e direitos trabalhistas para os médicos brasileiros. O texto, agora, segue para votação da Câmara dos Deputados e do Senado e deve ser votado até o dia 5 de novembro para não perder a validade.
Além de não acatar as principais sugestões de parlamentares contrários à MP, o colegiado aprovou a inclusão de uma medida que facilita o processo de liberação dos registros aos médicos formados fora do Brasil. O relator, deputado Rogério Carvalho (PT-SE), incluiu no parecer que o Ministério da Saúde será responsável por emitir os registros provisórios de profissionais estrangeiros ou brasileiros formados no exterior. Atualmente, essa é uma prerrogativa dos conselhos regionais de medicina, que agora ficarão apenas com a responsabilidade de fiscalizar a atuação do médico intercambista.
Registros provisórios — Na prática, a medida é uma forma de garantir a atuação desses profissionais sem ter de passar pelo crivo dos conselhos regionais, que têm imposto barreiras para a liberação dos registros. A Advocacia-Geral da União (AGU) chegou a emitir um parecer no qual determinou que as entidades teriam de exigir apenas a documentação prevista na medida provisória — que acaba com a obrigatoriedade do Revalida, exame necessário para estrangeiros atuarem no País — e também recorreu à Procuradoria-Geral da União (PGR) para que fosse apurada qualquer irregularidade no processo de concessão dos registros.
“É sim uma manobra para garantir a emissão dos registros. O governo vem gastando dinheiro, a população está desassistida por uma questão de obstrução à lei. A MP 621 já está valendo”, disse o relator Rogério Carvalho. O deputado, porém, nega que a medida seja uma forma de esvaziar a função dos conselhos. “Os órgãos fiscalizam o exercício da profissão. Apenas a emissão, o ato cartorial, não fica mais com eles. E isso é só para médicos que vierem trabalhar no programa”, explicou.
Já para o presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Geraldo Ferreira, a medida é uma “distorção gravíssima do método de registro dos profissionais médicos”. “O que muda é exatamente a facilitação e a entrada de profissionais seguindo regras que podem comprometer a saúde pública e a segurança da população. É claro que essa é uma aberração jurídica e que permite que esses profissionais não tenham a devida averiguação de sua situação e nem a revalidação de seus diplomas para poder exercer a profissão”, disse.
O presidente da Fenam acrescentou que o programa Mais Médicos, ao não acatar as principais sugestões das entidades médicas, será “apenas um programa circunstancial e temporário”. Entre os pontos defendidos pelas entidades estavam o concurso público para médicos, a criação de carreira de estado para os profissionais, a revalidação de médicos estrangeiros e exames que comprovam a fluência em língua portuguesa. Todos foram negados pelo colegiado.
Novidades — Uma pequena mudança a respeito da revalidação do diploma foi aprovada. Pelo texto, o médico intercambista estará habilitado a exercer a profissão sem o teste de capacitação nos três primeiros anos de participação. Passado esse período, se o profissional quiser prorrogar sua permanência no Mais Médicos, ele terá de passar pelo exame.
Também está prevista a criação do Fórum Nacional de Ordenação de Recursos Humanos na Saúde. O grupo visa elencar propostas referentes ao setor, como diretrizes relacionadas à competência das profissões e critérios para a certificação profissional. De caráter consultivo e propositivo, o fórum será formado por representantes do Ministério da Saúde, da Educação, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), além de entidades ligadas à saúde

MORRE O ATOR GIULIANO GEMMA.

O ator italiano Giuliano Gemma, conhecido por seu papel de "Ringo" nos "western spaghetti", morreu na noite desta terça-feira (1º), aos 75 anos, em um acidente rodoviário na região de Roma, anunciou a imprensa.
Nascido em setembro de 1938 em Roma, Giuliano Gemma iniciou sua carreira cinematográfica aos 18 anos como dublê.
Depois de alguns papéis menores, ele se tornou protagonista em vários filmes e nos gêneros mais diversos.

Giuliano Gemma

Giuliano Gemma em foto de 2005
Ele também atuou em mais de cem produções no cinema e na televisão, que iam de comédias a filmes de aventura e históricos.
Giuliano Gemma trabalhou ao lado dos maiores atores do cinema em clássicos como "Ben Hur", com Charlton Heston, de 1959, e "O Leopardo", com Burt Lancaster, de 1962.
Em 1965, ele rodou "Uma Pistola para Ringo", que o consagrou como estrela do "western spaghetti" e o tornou famoso no exterior. Ele atuou em dez filmes dessa série, todos de grande sucesso.
Giuliano Gemma trabalhou durante sua carreira com atores como Kirk Douglas, Rita Hayworth, Henry Fonda, Florinda Bolkan, Liv Ullman, Philippe Noiret e Catherine Deneuve.
Em 2012, ele fez uma participação em "Para Roma Com Amor", de Woody Allen, que acabou sendo seu último filme

REI DA CACHAÇA QUER DISTRIBUIR SEU DINHEIRO PELO MUNDO.

Conhecido como Toni, o mineiro é o maior produtor de cachaça artesanal do Brasil
O reinado de Toni, como de fato é conhecido, impressiona. Dono das marcas Seleta, Saliboa e Boazinha, ele começou a trabalhar no ramo aos 27 anos, por influência do sogro, dono de uma fábrica da bebida. A produção própria só começou em sua fazenda depois de dez anos. O motivo para entrar no ramo era simples: "Eu sempre gostei de ganhar dinheiro".
Hoje, Toni produz cerca de 1,3 milhão de litros por ano e exporta para países como EUA e China. Mas o que realmente chama atenção é sua figura.
Toni recebeu a Serafina vestido de branco da cabeça (chapéu) aos pés (sapatos). "Quando estou de branco, a alma fica limpa e o espírito aberto", diz. "Por isso, gosto de usar branco às segundas, quartas e sextas-feiras, começo, meio e fim da semana", explica o cachaceiro, que encontrou a reportagem em uma terça-feira.
Sua marca registrada é uma longa barba branca, que acaba de completar 15 anos de idade. A grande e grisalha cabeleira, que a acompanha invariavelmente, escorre por debaixo de algum dos chapéus que compõem sua vasta coleção. Toni tem três guarda-roupas e três sapateiras. "Uso uma roupa por no máximo três horas e tomo de seis a oito banhos por dia", diz.
Por baixo do chapéu Marcatto, de R$ 77 --ele não tira as etiquetas das roupas--, Toni leva um galho de arruda atrás da orelha. Orgulhoso proprietário de 500 pés da planta, garante que não usa a erva para espantar o mau-olhado. "Eu finjo ser supersticioso", conta. "Faço isso para chamar a atenção." Mas não gosta de maldizer a sorte. "É melhor ter sorte que ser filho de pai rico", diz. "E eu tenho."
Toni não gosta de dirigir --conseguiu atolar o carro e estourar um encanamento subterrâneo em sua fazenda nos poucos minutos em que levou a reportagem para um passeio. Seu meio de locomoção favorito é a mula. Sempre que pode, ele lança a sela em uma de suas 36, de preferência na que é seu xodó, Pirraça. Mas tem algumas de nomes mais sugestivos, como Sua Mãe e Seu Cuzinho.
Fascinado por animais, ele diz ter adestrado pessoalmente todas as mulas e os 84 cachorros que moram em suas duas fazendas.
Em sua casa na cidade, conta com a companhia de uma simpática cabra, de nome Arapuca, e o visitante ainda pode tomar um susto com Catarina, uma jiboia de seis metros que rasteja placidamente pelos aposentos. A cabra e a cobra, garante Toni, são amigas.
FAVOR NÃO BATER NO PORTÃO
Surpreendentemente simples para o dono de uma empresa que fatura "bem mais de 10 milhões por ano" (a política da companhia é não divulgar números), a casa de Toni não recebe estranhos de portas abertas.
Em cima de um muro amarelo, uma coleção de carrancas sugere uma recepção pouco calorosa. Na porta, um aviso afixado passa o recado mais diretamente: "Patrocínio já era, doações também. Favor não bater no portão".
Dentro do imóvel, fotos ampliadas dos seus seis filhos e cinco netos dividem as paredes com frases de autoajuda e piadas, impressas em folhas de papel sulfite e coladas com fita adesiva.
"Pai alho, mãe cebola, o filho não tem como cheirar bem", prega uma. "Cachaça só faz duas coisas com seu coração partido: ou arregaça estraçalhando tudo de vez, ou remenda", diz outra, para deleite do mineiro banguela, que ri alto, exibindo um buraco recente (fruto de um acidente gastronômico que lhe vitimou um pivô) e 25 dentes de ouro. "Tenho uma boca rica", brinca.
E, se depender dele, ela tem tudo para ficar mais rica ainda. "Não ganhei dinheiro o suficiente", resmunga o cachaceiro. "Mas estou mexendo com um segundo negócio muito promissor, que é uma lavra de pedras preciosas, de turmalina rosa", conta.
"Dentro de cinco anos, vou ganhar R$ 500 bilhões", prospecta, muito otimista (o quilate da pedra, em sua variedade mais valiosa, vale R$ 617. Para efeito de comparação, o preço do quilate de esmeralda mais valioso é 20 vezes maior).
E mantém a humildade para ajudar o repórter. "São 16 números, se você precisar escrever depois." Embora prestativo, o mineiro embaralha as contas, talvez inebriado pelo efeito da cachaça com Gatorade que beberica ao longo da entrevista. Quinhentos bilhões se escrevem com 12 números (14, se contar os dois zeros depois da vírgula).
Esse detalhe não incomoda o empreendedor, que possui questões mais prementes a tratar. Toni tem planos para sua empresa até 2048, ano em que completará seu centenário. Até lá, pretende formar um sucessor. "Quem sabe algum neto ou bisneto."
Gastar toda a bolada que sonha ganhar com a turmalina rosa não será problema. "Vou ficar só com 1% e doarei 99%, o que dá R$ 495 bilhões, para 13.500 pessoas que eu escolherei", diz. É bom correr. Você só tem mais 36 anos para cair nas graças de Toni Rodrigues

JULGAMENTO DO MENSALÃO FOI UM LINCHAMENTO.

Lula diz que julgamento do mensalão foi 'um linchamento'
O ex-presidente Lula acredita que daqui a meio século, quando puder falar sobre o mensalão sem a pressão da conjuntura, a posteridade vai reescrever o noticiário. “A história não é contada no dia seguinte, a história é contada 50 anos depois”, afirmou. “E eu acho que a história vai mostrar que, mais do que um julgamento, o que nós tivemos foi um linchamento, por uma parte da imprensa brasileira, no julgamento”.  Lula falou sobre o escândalo, porém ainda mede as palavras: “Eu tenho me recusado a falar disso porque sou ex-presidente, indiquei os ministros. Vou falar quando o julgamento terminar.” “Uma coisa eu não posso deixar de criticar. Se pegar o último julgamento agora [dos embargos infringentes], o que a imprensa fez com o Celso de Mello foi uma coisa desrespeitosa à instituição da Suprema Corte, que é o último voto. Ou seja, depois dela, ninguém mais pode falar…”, completou. Além de comentar a atuação da imprensa, o petista atacou também a atuação de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal. “Há quem me pergunte se não me arrependo de ter indicado tais pessoas para a Suprema Corte. Eu não me arrependo de nada. Se eu tivesse que indicar hoje, com as informações que eu tinha na época, indicaria novamente

POLICIAIS SÃO INDICIADOS PELA MORTE DE AMARILDO.

Dez PMs são indiciados pelo sumiço de Amarildo
A Polícia Civil do Rio indiciou na noite desta terça-feira (1º) dez policiais militares pelo desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, de 43 anos, morador da Rocinha, na zona sul do Rio. Eles são acusados de sequestro seguido de morte e ocultação de cadáver. A polícia também pediu a prisão preventiva dos PMs. Amarildo desapareceu na favela em 14 de julho passado, depois de detido por PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) local. O sumiço virou palavra de ordem em passeatas ocorridas em todo o país. Artistas como o cantor Caetano Veloso e o ator Wagner Moura foram a público cobrar do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), esclarecimentos sobre o destino do pedreiro. Manifestantes perguntavam em coro, durante protestos na frente do prédio de Cabral, no Leblon, zona sul: "Cadê Amarildo?". O delegado Rivaldo Barbosa, da Divisão de Homicídios, entregou o relatório do inquérito, com 180 páginas, ao promotor Homero Freitas na noite desta terça. Entre os dez indiciados estão o major Edson Santos, comandante da UPP quando Amarildo sumiu, e os PMs Douglas Roberto Vital Machado, Jorge Luiz Gonçalves Coelho, Marlon Campos Reis e Victor Vinícius Pereira da Silva. Em depoimentos ao longo do inquérito, todos negaram envolvimento no sumiço do pedreiro. Eles afirmaram ter liberado Amarildo após constatar que ele não era procurado pela Justiça. Nem a Polícia Civil nem a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio tinham revelado os nomes de todos os acusados até o final da noite.