quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O DEBATE QUE VOCÊ NÃO VIU NA T.V.

Os principais candidatos à sucessão do governo de São Paulo durante o último debate promovido pela Rede Globo, nesta terça-feira (30)
Os principais candidatos à sucessão do governo de São Paulo durante o último debate promovido pela Rede Globo, nesta terça-feira (30) - Ivan Pacheco/VEJA
Mensalão – Alexandre Padilha (PT) e Laércio Benko (PHS) travaram o bate-boca mais quente do debate. Apoiador de Marina Silva, o nanico questionou Padilha sobre os ataques do PT à presidenciável do PSB e disse que muitos petistas mudaram de lado: “Muitos estão por trás das grades”, disse, referindo-se aos condenados no escândalo do mensalão. A ala tucana na plateia caiu em risadas. Padilha cobrou respeito: “Por mais de dez anos passei pelas áreas mais complexas e nunca fui acusado de nada. Marina é quem muda de posição a cada dia."
Sofá de casa – Todos os candidatos ao Palácio dos Bandeirantes levaram a família para assistir ao debate promovido na TV Globo, o último no primeiro turno. O campeão de acompanhantes foi Paulo Skaf (PMDB), que levou quatro filhos. O governador Geraldo Alckmin (PSDB), que concorre à reeleição, levou a esposa, Lu Alckmin, dois filhos e as duas noras. Postaram selfies e fotos no Instagram.
Cegonha – Mulher de Alexandre Padilha, a jornalista Thássia Alves deixou o estúdio duas vezes para ir ao banheiro durante o debate. Thássia está grávida de quatro meses do primeiro filho do casal e diz que fará o pré-natal e o parto pelo SUS.
Não foi desta vez – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), que acompanha o debate no estúdio, reconheceu que a eleição para o governo do Estado de São Paulo está morna. "Eu tenho impressão de que as pessoas começaram a prestar atenção na eleição estadual agora, que estava muito apagada. Os problemas estaduais são muito graves", afirmou. O candidato do partido de Haddad, Padilha, ainda não conseguiu sair da casa dos 9% das intenções de voto. Faltam apenas quatro dias para as eleições.
Meu bem, volto já – Haddad deixou o estúdio da TV Globo no fim do segundo bloco e não foi mais visto. O relógio marcava 23h45.
Asseclas – Tanto petistas quando tucanos reuniram também as principais lideranças dos partidos para o debate. Na plateia, na primeira fila, torcendo por Padilha, estava o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o senador Eduardo Suplicy e presidente estadual do PT, Emídio de Souza. No lado oposto, os apoiadores de Alckmin: o deputado José Aníbal e o presidente estadual dos PSDB, Duarte Nogueira.
Guarda-roupa – O petista Alexandre Padilha e o tucano Geraldo Alckmin sincronizaram a escolha do visual. Ambos vestiram terno escuro, camisa branca e gravata vermelha.
Sincronizados – Apenas um minuto de diferença separou a chegada de Skaf e de Alckmin. O carro blindado do peemedebista cruzou os portões da emissora às 21h36. O de Alckmin, às 21h37.
Repeteco – Na troca de perguntas entre Gilberto Natalini (PV) e Gilberto Maringoni (PSOL), o verde ironizou a formação da dupla, que se repetiu quase em todos os debates anteriores: "Ah, que bom! Vou perguntar para o meu xará".
Bateu no Aerotrem – O nanico Gilberto Maringoni (PSOL) usou parte do tempo de uma resposta sobre Transportes para criticar a fala homofóbica do candidato à Presidência Levy Fidelix (PRTB), durante debate da TV Record no domingo. Visivelmente constrangido e sem saber como abordar o assunto, o verde Gilberto Natalini, a quem caberia a réplica, preferiu não entrar na questão e voltou a discutir a mobilidade urbana.
Futuro – O candidato do PHS, vereador Laércio Benko, perguntou a Skaf sua opinião sobre reeleição. O peemedebista deu a entender que, se reeleito, o governador Geraldo Alckmin não completaria seu mandato, já de olho nas eleições presidenciais de 2018. Mas saiu pela tangente, uma vez que seu partido, o PMDB, apoia a reeleição de Dilma. Na réplica, Benko escorregou e disse: "sou contra a eleição de deputados".
Conectado – O marqueteiro Duda Mendonça, responsável pela campanha de Skaf, acompanhou todo o debate sem tirar os olhos do celular. Ele conversava com várias pessoas ao mesmo tempo pelo WhatsApp.

S.T.F. INVESTIGA SENADOR QUE COBRA COMISSÃO SOBRE EMENDAS

SUSPEITA – O candidato do PT ao governo de Mato Grosso de Sul, Delcídio do Amaral, em campanha ao lado do ex-presidente Lula: Supremo investiga denúncia de que ele cobraria comissão sobre suas emendas parlamentares e teria tentado vender a vaga de suplente em sua chapa na disputa de 2010 pelo Senado
SUSPEITA – O candidato do PT ao governo de Mato Grosso de Sul, Delcídio do Amaral, em campanha ao lado do ex-presidente Lula: Supremo investiga denúncia de que ele cobraria comissão sobre suas emendas parlamentares e teria tentado vender a vaga de suplente em sua chapa na disputa de 2010 pelo Senado (Ricardo Stuckert/Divulgação)
O senador Delcídio Amaral (PT) pode ser eleito governador de Mato Grosso do Sul já no próximo domingo. Segundo as pesquisas, ele tem uma boa vantagem sobre os adversários e chances reais de liquidar a disputa no primeiro turno. O parlamentar petista é respeitado até mesmo pela oposição: foi ele quem conduziu a CPI dos Correios, que investigou o escândalo do mensalão em 2005. Mas um escândalo ronda a campanha do senador. Corre em segredo de Justiça, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), um inquérito que apura se Delcídio pôs à venda, por 5 milhões de reais, o posto de suplente em sua chapa ao Senado nas eleições de 2010 – e se, já eleito senador, ele cobrava comissão de empresas pelas emendas que conseguia aprovar (as emendas destinam dinheiro do governo federal para obras nos estados).
O nome de Delcídio surgiu na Operação Uragano, da Polícia Federal, que desmontou, em 2010, a máfia instalada na prefeitura de Dourados (MS). O senador não era alvo daquelas investigações. Mas, diante das menções ao seu nome em escutas feitas pela PF, o material foi enviado à Procuradoria Geral da República, uma vez que Delcídio tem direito a foro privilegiado. O procurador-geral, Rodrigo Janot, considerou que havia indícios suficientes para o início de uma investigação e encaminhou o caso ao STF, em setembro do ano passado. No mês seguinte, o ministro Luís Roberto Barroso concordou com os argumentos e determinou a instalação do inquérito. "Presentes os elementos indiciários mínimos da ocorrência do fato e de eventual autoria por pessoa com foro por prerrogativa de função perante esta Corte, determino o prosseguimento do inquérito", afirmou ele em sua decisão.
Procurada pela reportagem de VEJA.com, a assessoria de Delcídio afirmou que, durante a Operação Uragano, todos os depoentes inocentaram o senador quando interrogados. Sua campanha credita a acusação à articulação de adversários políticos.

DEPUTADO DO P.T. DIZ QUE CORREIOS AJUDARAM DILMA


A presidente Dilma Rousseff em campanha com Fernando Pimentel em Belo Horizonte (MG) - 29/09/2014
A presidente Dilma Rousseff em campanha com Fernando Pimentel em Belo Horizonte (MG) - 29/09/2014 (Ichiro Guerra/Divulgação/VEJA)
Numa reunião com dirigentes dos Correios em Minas Gerais, incluindo o presidente da empresa pública, Wagner Pinheiro, o deputado estadual mineiro Durval Ângelo (PT) afirmou que a presidente-candidata Dilma Rousseff só chegou a 40% das intenções de votos no Estado, porque "tem dedo forte dos petistas dos Correios". Ângelo é integrante do Diretório Nacional do PT, e Pinheiro, filiado ao diretório petista do Rio de Janeiro.
Em declaração gravada em vídeo, o parlamentar petista diz: "Se hoje nós temos a capilaridade da campanha do [Fernando] Pimentel [candidato do PT ao governo de Minas] e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios". Na gravação, o deputado afirma, ainda, que "a prestação de contas dos petistas dos Correios será com a vitória do Fernando Pimentel a governador e com a vitória da Dilma".
Todo discurso foi acompanhado pelo presidente dos Correios. Wagner Pinheiro estava sentado à mesa ao lado do deputado estadual petista e não o interrompeu em nenhum momento em que ele se pronunciou. Durval Ângelo chegou a fazer um apelo a Pinheiro para que a coordenação da campanha de Dilma reconheça a "grande contribuição dos Correios".  "(...) A Dilma tinha em Minas Gerais, em alguns momentos, menos de 30%. Se hoje nós estamos com 40% em Minas Gerais, tem dedo forte dos petistas dos Correios. Então, queremos que você leve à direção nacional do PT, que eu também faço parte do Diretório, mas também à direção nacional da campanha da Dilma a grande contribuição que os Correios estão fazendo

PREFEITO DE VIÇOSA MORRE VITIMA DE INFARTO.

Morreu de infarto na madrugada desta segunda-feira (29/9), por volta de 1h, Celito Francisco Sari (PR), 65 anos, prefeito de Viçosa, na Zona da Mata. Celito era médico e estava de plantão no Hospital São Sebastião na noite dessa segunda-feira. Segundo relatos de colegas, por volta das 23h30, ele comunicou que iria em casa fazer um intervalo. Lá, ele teve os primeiros sintomas do infarto. O prefeito chegou a ser socorrido no hospital onde trabalhava.

O corpo Celito Francisco está sendo velado, na manhã desta terça-feira (30/9), na Estação Cultural “Hervê Cordovil”, na Praça Marechal Deodoro, antiga Estação Ferroviária do Centro da Cidade. Às 15h, será realizada missa de corpo presente, no Santuário de Santa Rita de Cássia. O enterro está previsto para 16h, no Cemitério Colina da Saudade.

A morte de Celito Francisco Sari aconteceu no mesmo dia que Viçosa completa o 143º aniversário de emancipação político-administrativa. Toda a programação foi suspensa. Celito cumpria o segundo mandato de prefeito, reeleito em 2012. Em julho de 2010, ele assumiu a prefeitura no lugar do prefeito e do vice-prefeito, Raimundo Nonato Cardoso (PSDC) e Lúcia Duque (PT), respectivamente, cassados pela Justiça Eleitoral.

Celito assumiu a vaga de prefeito porque, em 2008, ficou em segundo lugar na disputa eleitoral. Em 2012, 18.766 eleitores o reelegeram, que representam 46,79% dos votos válidos. No lugar de Celito, assume o vice Ângelo Chequer (PSDB). A cerimônia de posse ainda não foi marcada. O presidente da Câmara Municipal de Viçosa, Luiz Eduardo Figueiredo Salgado (PDT), decretou luto oficial de 30 dias na cidade.

OAB-DF CONTESTA REGISTRO DE JOAQUIM BARBOSA COMO ADVOGADO


Polêmica ocorre após críticas do então ministro à categoria profissional dos advogados (Breno Fortes/CB/D.A Press)
Polêmica ocorre após críticas do então ministro à categoria profissional dos advogados


Por supostamente não possuir “idoneidade moral”, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa teve seu pedido de registro de advogado contestado pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal, Ibaneis Rocha Barro Júnior. A entidade informou ao Correio, na tarde desta terça-feira (30/9), que os motivos incluem críticas do então ministro à categoria profissional dos advogados.

A impugnação foi feita pelo presidente da OAB-DF na sexta-feira passada (26/9). Joaquim Barbosa ainda pode tornar-se advogado. Segundo a assessoria da OAB informou ao jornal, às 15h45, que a Comissão de Seleção da OAB local vai julgar se concede ou não o registro ao ex-ministro até o final da semana que vem, considerando o pedido feito por Barbosa e a contestação de Ibaneis.

A relação de Barbosa com os advogados é tensa há muito tempo. Foram vários episódios em que a OAB se indispôs com o ex-ministro. A decisão de Ibaneis começca com uma declaração feita uma sessão de desagravo contra ele em 10 de junho passado.  “O desapreço do Excelentíssimo Sr. Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal pela advocacia já foi externado diversas vezes e é de conhecimento público e notório”, afirmou o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, no texto reproduzido na decisão.

Ao final, Ibaneis cita a lei que criou o Estatuto da Advocacia como motivo para negar registro a Joaquim Barbosa. Segundo ele, é necessário rejeitar o pedido de inscrição do ex-presidente do STF porque ele “não atende aos ditames do art. 8º da Lei nº 8.906/94 (Estatuto da Advocacia e OAB), notadamente a seu inciso VI”. O texto citado diz que, “para inscrição como advogado, é necessário (...) idoneidade moral”, entre outros requisitos

PESQUISA MOSTRA SUBIDA DE AÉCIO E DILMA , MARINA EM QUEDA




Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (30/9) confirma a tendência de crescimento do presidenciável tucano, Aécio Neves, a estagnação da presidente Dilma Rousseff (PT) e a queda de Marina Silva (PSB) verificada em sondagens de outros institutos. 

A petista se manteve com 40% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Aécio chegou a 20% (crescimento de dois pontos percentuais) e Marina oscilou dois pontos, caindo para 25%. 

É a quarta oscilação positiva do tucano e negativa da socialista. No início do mês, Marina tinha 20 pontos percentuais a mais do que Aécio. Agora, a distância caiu para cinco pontos. 

Quando se considerada a disputa no primeiro turno apenas com os votos válidos (em que se exclui os brancos e nulos), Dilma fica 45%, Marina com 28%, e Aécio com 22%.

No segundo turno, Dilma ampliou a vantagem em relação a Marina. A presidente teria 49%, e a ex-ministra do Meio Ambiente, 41%. Considerando os votos válidos, os percentuais seriam, respectivamente, 54% e 46% a favor da petista.

A pesquisa anterior mostrava empate técnico entre as duas, com os índices de 47% para a petista e 43% para a pessebista. 

Se fosse com Aécio, Dilma teria 50% das intenções de voto contra 41% do tucano. Nos votos válidos, a petista teria 55% e o tucano, 45%.

A margem de erro do Datafolha é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O número de registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-00905/2014.

O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram ouvidos 7.520 eleitores na segunda e terça-feira.