Responsável no Brasil pelo mais abrangente e eficaz ato da Justiça contra a corrupção, o juiz federal Sérgio Moro, que conduz em Curitiba os processos da Operação Lava Jato, foi eleito “uma das cem personalidades mais influentes do mundo” pela revista americana “Time” – Moro aparece na publicação na mesma categoria de líderes internacionais como o presidente dos EUA, Barack Obama, e a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel. “Essa seleção honra muito a magistratura brasileira”, disse ele à imprensa em jantar de gala na terça-feira 26, em Nova York, ao qual compareceu com a esposa, a advogada Rosangela Wolff Moro. Indagado se a Lava Jato dera uma esfriada, ele respondeu: “A Operação não é seriado de tevê que tem de ter capítulo novo toda semana”. Uma das publicações mais conceituadas do mundo, “Time” afirmou que Moro lidera um “processo envolvendo um escândalo de corrupção tão grande que é capaz de derrubar a presidente”. Ele é o único brasileiro a constar da atual lista da “Time”
segunda-feira, 2 de maio de 2016
MICHEL TEMER MIRA NOS MOVIMENTOS SOCIAIS
O futuro governo de Michel Temer terá uma relação conturbada com os movimentos sociais, mas deverá manter a maior parte dos programas sociais administrados pelo PT ao longo dos últimos 14 anos. A primeira sinalização nesse sentido vem com a informação de que o economista Ricardo Paes de Barros, professor titular da Cátedra Instituto Ayrton Senna no Insper e coordenador do Núcleo de Pesquisa em Ciências para Educação do Centro de Políticas Públicas — CPP, trabalha em um programa social junto com o presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Wellington Moreira Franco.
Ao longo da semana que passou, a Fundação Ulysses Guimarães, presidida por Moreira Franco, apresentou detalhes do programa, que promete dar especial atenção aos 5% mais pobres do país, com uma política de proteção social mais intensa.
“Alguém tem coragem de acabar com os programas sociais? Claro que não”, afirmou o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE). Para o diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, um reajuste nos vencimentos do Bolsa-Família, além de agradar a parcela mais carente da população, não impacta no orçamento geral da União. “Eles vão aproveitar muitas das políticas que estão sendo feitas pelo PT para legitimar o seu governo”, aposta ToninhoAo longo da semana que passou, a Fundação Ulysses Guimarães, presidida por Moreira Franco, apresentou detalhes do programa, que promete dar especial atenção aos 5% mais pobres do país, com uma política de proteção social mais intensa.
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PRECISAMOS DE TODOS PARA UNIR O PAÍS
A decisão oficial do PSDB será tomada terça, 3, em reunião da Executiva Nacional, mas FHC adiantou que o partido deverá optar pelo apoio ao peemedebista com a participação no futuro governo. "(O PSDB) deverá participar (da nova gestão) e dar apoio", disse Indagado se o seu partido não poderia se prejudicar com essa participação, em razão das eleições gerais de 2018, quando deverá lançar candidato à Presidência da República, Fernando Henrique disse: "Temos de correr o risco, política é assim. O Brasil está em primeiro lugar, o partido vem depois.
MINISTRO DO STF SUSPENDE GASTOS COM PUBLICIDADE DO GOVERNO
O ministro do Supremo Trubunal Federal (STF) Gilmar Mendes suspendeu a liberação de crédito extraordinário de R$ 100 milhões para a comunicação e publicidade da Presidência da República. A decisão atende a uma liminar apresentada na última sexta-feira (29/4), pelo partido Solidariedade.
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LAVA JATO INVESTIGA CONTRATOS DO GOVERNO DILMA
A denúncia da Procuradoria da República contra o marqueteiro do PT, João Santana, e o operador de propinas do grupo Keppel Fels - dono do estaleiro BrasFels -, na semana passada, abriu o pacote de acusações força-tarefa da Operação Lava-Jato no setor bilionário de plataformas e navios-sondas para exploração de petróleo do pré-sal. As primeiras denúncias são pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Numa segunda etapa serão apresentadas à Justiça acusações criminais por cartel e fraude à licitação envolvendo políticos, agentes públicos da Petrobras, dos estaleiros e da empresa Sete Brasil - criada pela estatal petrolífera com bancos e recursos de fundos de pensão para ser a intermediária nas contratações de plataformas.
Essa frente das apurações envolve diretamente o esquema de cartel e corrupção na Petrobras durante o governo Dilma Rousseff, que assumiu em 2011 - a presidente não é alvo da apuração. "No período compreendido entre 2011 e 2014, uma grande organização criminosa estruturou-se com a finalidade de praticar delitos em desfavor da Petrobras, englobando altos funcionários da Estatal, diretores da Sete Brasil, representantes comerciais e operadores de diversos Estaleiros, estruturados em quatro núcleos fundamentais", sustenta a Procuradoria, na denúncia contra o lobista da Keppels Fels, Zwi Skornicki, e João Santana
"Embora o discurso utilizado para a criação da empresa tenha sido o de estimular o mercado nacional, o que se observou, na realidade, foi a implementação e utilização da nova estrutura empresarial como uma forma de expandir o esquema de corrupção estruturado na Petrobrás. O fato de se os cargos de Presidente e Diretor de Operações da Sete Brasil serem de indicação da Petrobrás terminou por permitir que a mesma sistemática de nomeação política implementada para os altos cargos da Petrobrás fosse estendida para a Diretoria da Sete Brasil", diz a denúncia envolvendo pagamentos da Keppels Fels.
CONTAGEM REGRESSIVA PARA O AFASTAMENTO DE DILMA
Começou a contagem regressiva para o afastamento da presidente Dilma Rousseff do cargo, cuja votação no Senado está prevista para o próximo dia 11. Nesta segunda-feira (2/5) avançam os trabalhos da comissão do impeachment no Senado, que deve ouvir três nomes indicados pela oposição para debater o processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff: o procurador do Tribunal de Contas da União (TCU) Júlio Marcelo de Oliveira, o juiz José Maurício Conti e o advogado Fábio Medina Osório.
Enquanto Temer é o centro das articulações políticas do país, com a agenda do Palácio do Jaburu lotada de audiências e reuniões com políticos e empresários, Dilma já amarga a solidão do poder. Ontem, a presidente da República foi ao 1º de Maio da CUT, no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo. O ato não contou com a presença do ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva, que seria a grande estrela do evento. Ao final da tarde, o cerimonial do Palácio do Planalto ainda não sabia a agenda da presidente da República para esta semana, na qual ela pretende anunciar mais um “pacote de bondades” para agradar a opinião pública e desestabilizar o futuro
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