segunda-feira, 6 de junho de 2016

MINISTRO DO TURISMO FOI BENEFICIADO PELO PETROLÃO


Presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves
Ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves(Pedro França/Agência Senado/VEJA)
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou, em despacho ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB), atuou para receber dinheiro do esquema de corrupção da Petrobras para abastecer a sua campanha ao governo do Rio Grande do Norte, em 2014, na qual saiu derrotado. A informação, revelada pelo jornal Folha de S. Paulo nesta segunda-feira, consta do pedido de inquérito enviado por Janot ao STF para investigar, além de Alves, o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ex-presidente da OAS.
"Houve, inclusive, atuação do próprio Henrique Eduardo Alves para que houvesse essa destinação de recursos, vinculada à contraprestação de serviços que ditos políticos realizavam em benefício da OAS", disse Janot, no despacho. "Tais montantes, por outro lado, adviriam do esquema criminoso montado na Petrobras e que é objeto do caso Lava Jato", acrescenta.
A investigação, baseada em mensagens apreendidas no celular de Pinheiro, aponta que Alves pode ter recebido dinheiro de propina "disfarçado" de doações oficiais e que os pedidos teriam partido de Eduardo Cunha. A PGR identificou ao menos oito solicitações de recursos para Alves, feitos por Cunha a Pinheiro. O ministro declarou que recebeu 650.000 reais da OAS na prestação de contas da campanha ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo a procuradoria, Alves teria se comprometido com a OAS de atuar junto ao Tribunal de Contas da União e ao Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte, onde a empresa tinha pendências.
Em declarações anteriores, Alves, que foi ministro do Turismo de Dilma e assumiu a mesma pasta no governo Temer, negou todas as acusações, dizendo que todas as doações de campanha foram registradas no TSE.

EX MINISTRO É INVESTIGADO POR SÉRGIO MORO

Gilberto Carvalho (Foto: Abr)
O Ministério Público Federal pediu a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico do ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli nas investigações da Lava Jato sobre contratos com a construtora Schahin. O juiz Sergio Moro entendeu que o pedido devia ser feito em separado e “melhor estruturado”. No entanto, Moro atendeu aos pedidos dos procuradores para quebrar os sigilos telefônicos do ex-ministro da Casa Civil Gilberto Carvalho e do operador Marcos Valério.

PRESOS COORDENADOR DA RECEITA FEDERAL NO RIO DE JANEIRO


Os dois presos preventivamente na Operação Esfinge, deflagrada na manhã desta sexta-feira (3/6), são o ex-coordenador-geral de Fiscalização da Receita Federal Marcelo Fisch e a mulher dele, Mariangela Menezes, indiciados e denunciados por crimes de corrupção passiva e ativa. As prisões ocorreram em Brasília e o casal deve ser conduzido ao sistema prisional do Rio de Janeiro. A PF também cumpriu seis mandados de busca e apreensão em endereços dos integrantes do grupo criminoso em São Paulo e Brasília. 

Fraudes de mais de R$ 6 bilhões em contratos de licitações são investigadas na operação. Estima-se que, em propinas, o grupo movimentou mais de R$ 70 milhões. Os mandados foram expedidos pela 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Cerca de 30 policiais federais e doze servidores da Corregedoria Geral do Ministério da Fazenda participaram da ação, em conjunto com o Ministério da Fazenda e o Ministério Público Federal (MPF).

JAQUES WAGNER RECEBEU PROPINA DA PETROBRÁS

José Cruz/Agência Brasil - 30/9/2015

O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró afirmou em delação premiada que a campanha de governador da Bahia em 2006 do ex-ministro Jaques Wagner (PT) recebeu recursos da comercialização de petróleos e derivados no mercado internacional por intermédio do ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli.

"Em 2006 Jacques Wagner era o azarão, o terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto para o governo da Bahia. O apoio financeiro dado por Gabrielli foi o que permitiu Jacques Wagner vencer a eleição, contra os prognósticos iniciais", afirmou Cerveró, em seu termo de colaboração , fechado com a Procuradoria Geral da República e tornado público nesta quinta-feira (2/6), por ordem do ministro Teori Zavascki - relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ex-diretor da área Internacional de 2005 a 2008 e executivo da BR Distribuidora de 2009 a 2014, Cerveró afirmou que Wagner "teve participação decisiva na indicação de Gabrielli para a presidência da Petrobras".

"Ambos integravam a chamada 'República dos Caranguejos, ao lado de Marcelo Déda (governador de Sergipe, morto em 2013) e Humberto Costa (senador de Pernambuco)", disse. Todos os citados são membros do PT.

Cerveró afirma que o termo veio da disputa pela presidência da Petrobras, em 2005, com a saída de Eduardo Dutra. "Houve uma disputa grande para o cargo. O nome de Gabrielli foi apoiado pela 'República dos Caranguejos", contou o delator. Ele disputava com Rodolfo Landim, então presidente da BR, que teria sido apoiado pela presidente afastada Dilma Rousseff e por Aloizio Mercadante (PT-SP)

MULHER DE EDUARDO CUNHA RECEBEU INDENIZAÇÃO MILIONÁRIA


 Edy Amaro/Esp. CB/D.A Press - 20/06/2015

A jornalista Cláudia Cruz, mulher do deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), presidente afastado da Câmara, afirmou à força-tarefa da Operação Lava-Jato que recebeu uma indenização de R$ 5 milhões da Justiça do Trabalho.

De acordo com Cláudia, "esses recursos foram usados para aquisição do patrimônio pessoal da declarante". Mas a jornalista não esclareceu detalhes da origem desse dinheiro.
 

Cláudia Cruz depôs no dia 28 de abril. Na ocasião, os investigadores a questionaram sobre a fortuna gasta no exterior com cartões de crédito - US$ 525,15 mil entre os dias 3 de janeiro de 2013 e 2 de abril de 2015.

VOTO DE TIA ERON PODE DECIDIR O DESTINO DE EDUARDO CUNHA


Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados

A votação do relatório que pede a cassação do mandato do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), marcada para a quarta-feira, pode alterar de vez a correlação de forças na Casa com reflexos na base governista do presidente interino Michel Temer. A imprevisibilidade do resultado — o destino de Cunha está nas mãos da deputada Tia Eron (PRB-BA) — também mergulha o cenário legislativo na incerteza, em um momento em que o Planalto comemora a rearticulação dos aliados, após duas vitórias expressivas na Câmara: a alteração do limite da meta fiscal e a prorrogação da Desvinculação dos Recursos da União (DRU).

Tia Eron tem dito, em entrevistas e conversas com aliados, que a pressão exercida pelos eleitores será maior do que a promovida pelos seus pares. E que votará de acordo com a própria consciência, levando em conta as provas que constam na investigação sobre a existência de contas em nome de Cunha no exterior, objeto do pedido de cassação do peemedebista em análise no Conselho de Ética. Se ela ficar favorável a Cunha, decide a disputa por 11 a 9. Se votar pela cassação, o placar apontará 10 a 10 e o voto de minerva caberá ao presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA) — desafeto declarado do presidente da Casa.

Caso seja aprovada a cassação no Conselho, o relatório será analisado no plenário. Com votação aberta, em pleno ano eleitoral, as chances de Cunha de escapar da cassação diminuem, mas ele ainda conta com uma tropa de choque fiel e alinhada. Próximo a ele, o líder do governo na Casa, André Moura (PSC-SE), tem procurado se distanciar do padrinho e aproximar-se do núcleo palaciano desde que foi nomeado para o posto.

Temer terá outro imbróglio para resolver nesta segunda-feira. Ele deve reunir-se com o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Fábio Medina Osório, hoje, com Padilha. Medina balança no posto, ameaçado pelas reviravoltas na demissão de Ricardo Melo na Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e por uma suposta carteirada para embarcar em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) para Curitiba