sábado, 28 de outubro de 2017

TEMER PASSA BEM MAS CONTINUA INTERNADO EM SÃO PAULO

Marcos Correa/PR
 
O presidente da República, Michel Temer, permanece internado no Hospital Sírio Libanês, na capital paulista, neste sábado (28/10), depois de ter realizado um procedimento cirúrgico na sexta-feira (27/10). Segundo a assessoria de imprensa da Presidência, a expectativa é de que um boletim médico atualizado seja divulgado a partir das 10 horas, quando a equipe médica responsável chegará para avaliação. 
 
De acordo com o boletim mais recente, enviado na última noite por volta das 23h30, foi feita uma "desobstrução uretal através de ressecção da próstata". 

O presidente se recupera em uma unidade de terapia semi-intensiva, visto que a cirurgia "ocorreu sem intercorrências". 

Temer está sendo acompanhado pela equipe médica coordenada pelo Dr. Roberto Kalil Filho, Dr. Miguel Srouge e Dr. Felipe A. Barroso Braga

EDUARDO CUNHA PROPÕE ACORDÃO COM OUTROS DELATORES


Luis Nova/Esp. CB/D.A Press

O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o doleiro Lúcio Funaro se encontraram novamente ontem durante uma audiência na 10ª Vara Federal de Brasília. Eles prestaram depoimento na ação penal da Operação Sépsis referente aos desvios que ocorreram no Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS), gerenciados pela Caixa Econômica Federal. O empresário Alexandre Margotto, que é delator do caso, também foi ouvido na mesma audiência, por meio de videoconferência. Na sala de audiências, Funaro detalhou o esquema de corrupção, acusou Cunha de receber dinheiro ilegal e deu detalhes de como repassava propina para políticos.
  
Por conta do encerramento da sessão, o ex-deputado não prestou depoimento. Mas em um intervalo concedido pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, logo após a participação de Fábio Cleto, a reportagem do Correio flagrou o momento em que Cunha indicou para interlocutores que existe uma espécie de acordo com os demais acusados. A conversa dele com outros dois homens ocorreu fora da sala de audiências, em um rápido intervalo concedido pelo magistrado. Bastante irritado com as declarações feitas na audiência, Cunha comentou que foi orientado “a pegar leve” com Alexandre Margotto. “Me falaram para pegar leve com o Margotto, que o Lúcio assumiria a parte dele. F..., eu não vou pegar leve com ninguém. O Lúcio inventou um monte de coisas. Inventou reuniões que eu não tive, dinheiro que eu não recebi”, argumentou

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

EDUARDO CUNHA E LÚCIO FUNARO CARA A CARA EM DELAÇÃO

Eduardo Cunha,ex-deputado (Foto:  ANDRESSA ANHOLETE/AFP)
O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o delator Lúcio Bolonha Funaro estão sentados frente a frente na 10ª Vara Federal de Brasília. Os dois participam de audiência da Operação Sépsis, que apura irregularidades na liberação  de recursos administrados pela Caixa.

MINISTROS BATEM BOCA EM SESSÃO DO SUPREMO TRIBUNAL


Os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), trocaram duras acusações durante a sessão plenária da Suprema Corte nesta quinta-feira (26/10). O que começou com provocações sobre os Estados de origem de ambos terminou com cada um criticando o histórico do outro. O episódio escancarou o antagonismo de ideias entre eles, que frequentemente estão em lados opostos nos julgamentos relacionados aos escândalos de corrupção no país, nos quais a Corte tem se mostrado dividida.
 
Barroso disse que Gilmar "vai mudando a jurisprudência de acordo com o réu" e que promove não o Estado de Direito, mas um "Estado de Compadrio". Também afirmou que o colega tem "leniência em relação à criminalidade de colarinho branco" .

Gilmar Mendes atribuiu ao colega a pecha de fazer "populismo com prisões". Gilmar disse que Barroso soltou José Dirceu no mensalão e ironizou o fato de o ministro ter defendido "bandido internacional" - em referência indireta ao caso do italiano Cesare Battisti, de quem Barroso foi advogado antes de integrar a Corte. 

A discussão entre os ministros se deu em pleno julgamento sobre a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará (TCM-CE), quando um falou mal do Estado de origem do outro.

CONGRESSO GANHA FORÇA NO CENÁRIO POLÍTICO NACIONAL

Minervino Junior/CB/D.A Press
 
A votação que salvou a pele de Michel Temer na Câmara trouxe, novamente, a sensação de protagonismo do poder Legislativo sobre o Executivo. O preço - fiscal e político - para ver a segunda denúncia barrada, enfraquece um Planalto já sem apoio popular e com uma base aliada que recuou nos últimos meses. Assim, crescem as chances dos últimos 431 dias do mandato de Temer não terem a influência do cargo que o peemedebista ocupa, deixando à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal o real poder de articulação e decisão sobre a agenda política.
 
A ideia, conhecida como "parlamentarismo branco", não passou despercebida dentro da Câmara nesta quinta-feira, um dia depois de o plenário rejeitar a denúncia contra o presidente por 251 votos a 233. "Esta história de 'parlamentarismo branco' existe há muito tempo, e vai continuar existindo", afirmou ontem um dos líderes da articulação do governo dentro da Casa, Beto Mansur (PRB-SP). O deputado garantiu que  a existência desse acordo entre Senado, Câmara e Planalto, durante o governo Temer, foi essencial para se aprovar as medidas tomadas pelo governo desde o ano passado, como o teto de gastos públicos e a reforma trabalhista.

COMISSÃO VAI ANALISAR PROJETO DO ABUSO DE AUTORIDADE

Minervino Junior/CB/D.A Press
 
Após deixar a proposta parada na Casa por quase seis meses, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criou uma comissão especial para analisar projeto de Lei já aprovado pelo Senado que trata do abuso de autoridade. 

O ato de criação do colegiado foi assinado por Maia nessa quinta-feira (26/10), um dia após deputados rejeitarem a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer por 251 a 233 votos. Pelo despacho, a proposta deverá tramitar com "prioridade", como exige o regimento interno da Câmara em caso de propostas do Senado. 

A comissão deverá ter 34 integrantes titulares e igual número de suplentes. As vagas são distribuídas proporcionalmente ao tamanho das bancadas dos partidos. O ato de criação do colegiado deve ser ligado na próxima sessão plenária