quinta-feira, 18 de julho de 2019

IBAMA INICIA MEGA OPERAÇÃO NO GOVERNO BOLSONAROL

*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 29.01.2019 - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. )
- Com direito a presença de ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e a anúncio de madeireiro, o Ibama inicia nesta quarta-feira (17) a sua maior operação desde o início do governo Jair Bolsonaro. Ao todo, serão enviados cerca de 200 homens a Espigão d'Oeste (RO), cujas madeireiras dependem da extração ilegal de madeira de terras indígenas. 
Trata-se uma demonstração de força em resposta à queima de um caminhão-tanque a serviço do Ibama, no último dia 4, em Boa Vista do Pacarana, distrito de Espigão. O veículo estava sendo usado para abastecer três helicópteros que apoiavam uma operação contra o rumo de madeira.
Para os servidores do Ibama, será também o grande momento de definição sobre o rumo que o órgão tomará no governo Bolsonaro. Pressionado por madeireiros e políticos aliados, o Planalto terá de decidir se continua desqualificando as ações da fiscalização ambiental ou se agirá com firmeza contra os madeireiros de Espigão, que dependem do roubo de madeiras em terras indígenas para operar. 
Além de 30 agentes do Ibama, a operação, batizada de Honoris, contará com 60 PMs de Rondônia e 110 homens do Exército. Eles ficarão acampados na cidade por tempo indeterminado. 
Por causa do ataque, o Ibama teve de abortar a operação, que estava sendo realizada na Terra Indígena Zoró. No mesmo dia, embargou todas as 47 madeireiras de Espigão, uma cidade de 32 mil habitantes a 540 km ao sul de Porto Velho. 
A chegada de Salles e da operação nesta quarta foi anunciada pelo presidente do sindicato dos madeireiros, Cássio Barden. Em vídeo que circula pelas redes sociais, ele aparece "convocando a todos para que pegue a bandeira do Brasil, a sua camisa amarela" para recepcionar o ministro. 
"A gente quer mostrar para ele que não está certo essa questão de ter bloqueado as empresas de Espigão d'Oeste por um fato isolado de vândalos", afirma Barden. "A gente está aguardando que todos estejam lá ordeiramente, civilizadamente. Ninguém faça nada de bobagem, para que a gente possa liberar as nossas empresas." 

MORO QUER ENDURECER O SISTEMA PENITENCIÁRIO NO BRASIL.

Endurecer no que já gera centenas de mortes?
Endurecer o quê? É possível tornar mais indigno e desumano o cumprimento de penas no Brasil? As recentes centenas de mortes em motins e rebeliões, em vários estados da federação, têm que servir de alerta, não podendo ser banalizadas, como ensina Nando Reis, na música Rock n Roll, quando escreve:

Em presídios superlotados
Homens trancafiados,
sendo decapitados
Seus corações arrancados
Já não causam mais nenhum estranhamento

Sem falar de que o sistema penal é irracional, alcançando, de forma seletiva, os miseráveis e as minorias, já que ele “programa a criminalização praticamente de toda a sociedade – todas as pessoas – e dispõe de meios para fazê-lo com uma minoria que ele seleciona entre os mais vulneráveis (os que não tem poder de resistir à sua ação)”[1]

DEU BRANCO NO INGLÊS DE CARLOS BOLSONARO.

Vídeo reuniu momentos de deslize no inglês do filho do presidente. (Foto: Paola de Orte/Agência Brasil)
Em um vídeo que circula na internet, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) aparece cometendo gafes durante uma entrevista em inglês . Em um trecho, Eduardo chega a falar um palavrão após um lapso em seu vocabulário. “Caralho, deu branco”, dispara ele.
O vídeo que corre as redes foi publicado pelo canal do deputado federal Rogério Correia (PT). A entrevista foi concedida originalmente pelo American Thought Leaders, do conservador Epoch Times, no dia 19 de março, na ocasião da visita do presidente Jair Bolsonaro à Casa Branca.
O compilado de trechos mostra pequenos deslizes no inglês e na pronúncia do filho do presidente, que tem sido alvo desde que o pai anunciou a intenção de indicar seu nome para assumir a embaixada do Brasil em Washington, nos EUA

quarta-feira, 17 de julho de 2019

FGTS E PIS/PASEP SERÃO LIBERADOS PELO GOVERNO.

Economist Paulo Guedes, who was appointed by Brazil's President-elect Jair Bolsonaro as Economy Minister, attends a Governors-Elect Forum, in Brasilia, Brazil, Wednesday, Nov. 14, 2018. Bolsonaro will be sworn in as Brazil's next president on Jan. 1. (AP Photo/Eraldo Peres)
Ministro afirmou que governo divulgará regras de liberação do FGTS ainda nesta semana. 
O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que o governo prevê liberar R$ 63 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e do PIS (Programa de Integração Social). O valor deverá ser sacado no mês de aniversário dos correntistas.
A medida, que deverá ser anunciada nos próximos 10 dias, faz parte de um pacote de ações para estimular a economia.
A tendência, segundo Guedes afirmou ao jornal, é divulgar na próxima quinta-feira (17) as regras de liberação de recursos do PIS/Pasep e de contas do FGTS. A liberação deverá valer tanto para os trabalhadores com contas ativas ou inativas. Em 2016, a liberação anunciada pelo governo de Michel Temer atingiu somente as contas inativas.
Guedes disse que sua expectativa é liberar R$ 42 bilhões do FGTS. Já para o PIS/Pasep, o ministro prevê que R$ 21 bilhões ficarão disponíveis, mas só R$ 2 bilhões deverão ser efetivamente sacados.
"Agora, com o avanço na tramitação da Previdência, podemos levar essas medidas adiante".

INCLUSÃO DE ESTADOS E MUNICÍPIOS NA REFORMA DEPENDE DO SENADO.

***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 13.07.2019 - O presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) durante entrevista à Folha na residência oficial da Câmara, em Brasília (DF). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
- O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu que o Senado dê uma sinalização forte sobre a inclusão de estados e municípios em uma PEC (proposta de emenda à Constituição) paralela, de forma que o tema possa ser avalizado pelos deputados quando voltar para a Casa.
Estados e municípios foram retirados da reforma no relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP). O texto que muda as regras da Previdência foi aprovado na última semana em primeiro turno no plenário, com algumas alterações. A economia projetada é de R$ 900 bilhões em dez anos.
Maia falou na residência oficial da Presidência da Câmara após se reunir com líderes e parlamentares de partidos do centrão, como Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Felipe Rigoni (PSB-ES), Arthur Lira (PP-AL) e Wellington Roberto (PL-PB), entre outros.
O presidente da Câmara se disse favorável desde o início à inclusão de estados e municípios na reforma, como desejava a equipe do ministro Paulo Guedes (Economia). Para aprovar a PEC (proposta de emenda à Constituição), no entanto, o Planalto precisou retirá-los do texto.
"A clareza é que têm governadores que estão defendendo a inclusão de seus estados, mas os seus deputados estão votando contra. Isso gerou o conflito na Câmara, por isso a Câmara retirou", disse.
"Por isso que a gente pede que já no Senado a gente já possa ter uma votação da parte dos estados mais ampla, porque isso já sinaliza que, na Câmara, você vai ter um ambiente de voto podendo chegar inclusive a quase todos os deputados."
Maia pediu o empenho de todos os governadores quando a PEC paralela retornar à Câmara, para que o novo texto conte com o apoio dos partidos.
Alguns líderes, no entanto, avaliam que a possibilidade de inclusão de estados e municípios no Senado é remota. "A Câmara definiu por um texto de não inclusão. Então acho que o recado da Casa foi dado. Cabe ao Senado fazer essa avaliação de inclusão, e aí tudo eu diria que é dinâmica", afirmou o deputado Aguinaldo Ribeiro.
"E aí eu já vi até alguns governadores se manifestando, dizendo que, no momento da promulgação...alguns até já fizeram o dever de casa, a bem da verdade. E outros farão. E aí é uma dinâmica de cada estado, respeitando o pacto federativo que nós temos."
Nesta terça, Maia também disse esperar que a proposta seja encaminhada ao Senado no dia 8. "Agora, precisando trabalhar, não pode errar no quórum, não pode errar nos destaques, porque a gente viu a dificuldade que nós tivemos em alguns destaques, em alguns momentos até pela redução do quórum que acontece em alguns momentos da votação", disse

FUTURO DA EMBAIXADA DO BRASIL NOS EE.UU. PODE DAR CERTO OU ERRADO.

*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 10.07.2019: O deputado Eduardo Bolsonaro durante audiência pública na Comissão Mista de Relações Exteriores e de Direitos Humanos, na Câmara dos Deputados. (Foto: Mateus Bonomi/Agif/Folhapress)
 - O presidente Jair Bolsonaro reconheceu nesta terça-feira (16) que a indicação de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para o cargo de embaixador nos Estados Unidos corre o risco de não ser chancelada pelo Poder Legislativo.
Na saída de reunião ministerial, no Palácio da Alvorada, ele ressaltou, no entanto, que a formalização da indicação já está definida e que, agora, depende apenas de trâmites diplomáticos e tratativas com o Poder Legislativo. 
"É logico que corre o risco. Tudo que você faz corre o risco de dar certo ou dar errado. Nós estamos tentando acertar", disse. "Se a decisão for essa, o Senado vai sabatiná-lo e vai decidir. E ponto final. Se não for aprovado, ele fica na Câmara", ressaltou.
Em entrevista à imprensa, Bolsonaro disse que falou rapidamente sobre o assunto, na segunda-feira (15), com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a quem chamou de "amigo" e "colega de pelada".
Segundo ele, ainda não é possível dizer se a aceitação a Eduardo foi positiva ou negativa na Casa, uma vez que Davi ainda não tratou do assunto com os demais senadores. Na segunda-feira, no entanto, a presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Simone Tebet (MDB-MS), disse foi o "maior erro" do presidente.
"Da minha parte, está definida [a formalização]. Conversei com ele [Eduardo] novamente antes de ontem. Há interesse. Acho que se tiverem argumentos contrários, que não sejam chulos, eu estou pronto, porque não é nepotismo", disse.
O presidente voltou a dizer que seu filho é qualificado para o posto diplomático e que ele não pode ser criticado por ter fritado hambúrguer nos Estados Unidos, argumentado utilizado pelo próprio deputado federal ao ter comentado a indicação.
"Sabe por que ele foi fritar hambúrguer lá? Porque eu, como deputado, não tinha como bancá-lo seis meses sem ele trabalhar. Foi aprender o inglês", disse. "Eu frito hambúrguer acho que melhor que ele. Talvez por isso eu seja presidente", acrescentou.
Para Bolsonaro, Eduardo perderá muito mais indo aos Estados Unidos do que ficando no Brasil, uma vez que terá de deixar o mandato parlamentar. Segundo ele, a intenção em indicá-lo é para justamente aproximar o governo brasileiro da gestão do presidente Donald Trump.
"É diferente o tratamento quando você dá um filho para representar você em outra nação. Alguns falam que é para se dar bem. Se eu fosse um mau-caráter, estaria indicando ele para um ministério desses com bilhões no orçamento", disse.
Ele questionou ainda se os críticos à indicação queriam que ele nomeasse seu filho a uma representação diplomática na Venezuela ou em Cuba.