segunda-feira, 27 de novembro de 2017

PROTESTO EM FRENTE AO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO

PMDF/Divulgação
Servidores públicos bloqueiam os acessos ao Ministério do Planejamento, na área central de Brasília, na manhã desta segunda-feira (27/11) para pedir uma reunião com o ministro do Planejamento Dyogo Oliveira. De acordo com a Polícia Militar, havia cerca de 300 pessoas no local. A organização falava em 500. Segundo a PM, a manifestação segue pacífica e não há bloqueio de vias.

Segundo a diretora da Coordenação das Estaduais e Municipais, Angela Maria Targino Silva, os servidores conseguiram uma audiência com o ministro logo no início da manhã, mas ainda não há informações sobre o horário em que a reunião vai acontecer.  “Estamos defendendo os nossos direitos que eles estão arrancando. A reforma trabalhista atrapalhou não só o serviço público, mas é prejudicial a todos os trabalhadores”, defende. “Estamos lutando por tudo o que a gente já tem, para que os servidores não percam nenhum direito que adquirimos com muita luta. Querem tirar o nosso plano de carreira e a qualificação e capacitação que a gente trabalhou por muitos anos para conseguir”, finaliza

SENADO FEDERAL É UM ANTRO DE GAZETEIROS

Natalia Lambert/CB/D.A Press

Além da tradicional batalha entre oposição e governo, o Senado tem enfrentado — principalmente no segundo semestre — outra dificuldade: a falta de quórum. Mesmo com o rigor do presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), criticado por colegas por atuar como um “bedel”, a média de senadores em plenário nas sessões deliberativas não passa dos 70, número considerado piso para deliberar matérias polêmicas. O índice foi identificado em levantamento feito pelo Correio com dados disponibilizados em edições do Diário do Senado Federal. Nas sessões deliberativas extraordinárias, a situação é pior: média de 60.

Mesmo diante de um tema de interesse eleitoral, Eunício teve de insistir pela participação dos colegas em plenário na semana passada para a votação nominal dos projetos de lei que instituíram o voto distrital misto para deputados e vereadores. Amanhã, está na pauta a urgência para aprovar a Medida Provisória (MP) 791/2017, que cria a Agência Nacional de Mineração (ANM). O texto expira nesta terça-feira e perderá a eficácia caso não seja apreciado. Outra proposta da semana fixa alíquota máxima para cobrança do ICMS incidente nas operações internas com querosene de aviação — a matéria foi adiada quatro vezes. Autor do projeto, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) destaca o potencial para baratear passagens e ampliar a malha aérea. “Estamos tentando votá-lo desde agosto, mas o plenário vem só diminuindo. O Eunício está tendo de adiar até aprovação de autoridade. Imagina no ano que vem, quando dois terços da Casa terão de buscar a reeleição”, projeta Randolfe.

LUCIANO HUCK DESISTE DA CANDIDATURA À PRESIDENCIA

João Miguel Jr./TV Globo
 
Luciano Huck descartou oficialmente as possibilidades de se candidatar à presidência da república nas eleições de 2018. Em texto publicado no jornal Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (2711), o apresentador do Caldeirão disse acreditar que pode fazer mais ocupando outras posições no "front nacional" e que seus familiares são unânimes ao afirmar que "é fundamental o movimento de sair da proteção e do conforto das selfies no Instagram para somar forças na necessária renovação política brasileira". 

"Vendo meu nome apontado, é muito importante frisar sempre, sem ter levantado a mão ou me oferecido para concorrer ao cargo mais importante na governança do país, minha reação natural foi tentar entender melhor do que se tratava. Gosto de aprender, de saber o que não sei e penso que cultivo um bom hábito desde muito cedo: tentar descobrir e encontrar quem sabe", escreveu ele. 

"Acho também que sou meio obsessivo por fazer as coisas direito. Por isso, saí buscando e principalmente ouvindo dezenas de pessoas que admiro, que considero inteligentes, sensíveis, maduras e capacitadas, para que elas compartilhassem comigo suas visões. Foram meses que produziram em mim uma pequena revolução, um aprendizado enorme", completou o global, que apoiou Aécio Neves (PSDB) nas eleições de 2014 e foi favorável ao impeachment de Dilma Rousseff (PT) no ano passado

domingo, 26 de novembro de 2017

AUDIÊNCIAS PÚBLICAS PARA AS LEIS FINANCEIRAS (PPA-LDO-LOA)


A Lei de Responsabilidade Fiscal,( LC.101/2000) estabelece no seu artigo 48 o seguinte:
  “  Art. 48. São instrumentos de transparência da gestão fiscal, aos quais será dada ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso público: os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas desses documentos”.
A Lei Complementar n. 156/2016 alterou a LRF, acrescentando-lhe o seguinte parágrafo:
“ § 1o   A transparência será assegurada também mediante:            
        I – incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de elaboração e discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos;” 
A Lei Complementar n. 131/2009, introduziu várias modificações na LRF, inclusive acrescentando-lhe o artigo 48-A , obrigando aos Entes Federativos: União , Estados e Municípios, a disponibilizarem suas informações contábeis, financeiras e orçamentárias, às pessoas físicas e jurídicas que a requererem, implicando o não cumprimento destas normas:  realização de Audiências Públicas para a apreciação do PPA,LDO e LOA e a disponibilização dos registros contábeis , orçamentários e financeiros à população , no impedimento do município em receber verbas de convênios, emendas parlamentares, a fundo perdido e quaisquer outros investimentos da União e Estado , caso  não cumpra o que determina a LRF.

Isto Posto, é ao nosso entender, por força do que dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal e suas alterações feitas pelas LCs-ns. 131/2009 e 156/2016, ser obrigatória a realização de Audiências Públicas pelo Poder Legislativo, quando da discussão e votação das Leis do PPA(Plano Plurianual de Investimentos) LDO (Lei das Diretrizes Orçamentárias) e da LOA (Lei do Orçamento Anual), para assegurar a participação popular na elaboração e aprovação das leis financeiras do município, revelando o povo as suas necessidades e onde devem ser aplicados os recursos oriundos dos impostos recolhidos pela população, dando assim um caráter participativo aos eleitores representados e cumprindo-se a LRF, o que evitará a falta de investimentos no município e a penalização dos legisladores, caso sejam os responsáveis pelo não cumprimento de Lei federal, o que fere o  Decreto 201/67 recepcionado pela Constituição Federal, o que traria graves consequências ao Poder Legislativo Municipal..

A REFORMA DA PREVIDÊNCIA DEVE FICAR PARA 2018


EVARISTO SÁ/AFP
 
O relator da reforma da Previdência, Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), vai detalhar as mudanças no texto da proposta em entrevista coletiva nesta noite de quarta-feira, logo após a apresentação que será feita a lideranças políticas em jantar no Palácio do Alvorada, oferecido pelo presidente Michel Temer. 

.A nova propaganda do governo sobre o assunto já dá pistas de como estão sendo conduzidas as negociações sobre o texto mais enxuto. A campanha entrega quais pontos devem permanecer, como fixação de uma idade mínima, transição, igualdade de regras para servidores e nova regra de cálculo, que começa em 60% do salário de contribuição e exigirá 40 anos para que o trabalhador tenha 100% da média de salários. A campanha também já deu como certas as exclusões de mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural.

Votação só em 2018

O governo não tem hoje os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência na Câmara, disse nessa terça-feira o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). 

Segundo ele, ainda é preciso ouvir os líderes partidários para saber quantos votos há a favor da reforma da Previdência, mas já dá perceber que não existe número suficiente. “Está longe”, respondeu

CONGRESSO DEVE ESQUECER PROJETO DO FORO PRIVILEGIADO

Antônio Cruz/Agência Brasil

A interrupção do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode restringir o foro por prerrogativa de função dos deputados federais e senadores, lançou o fim do privilégio a um destino sem data. Na Suprema Corte, mesmo com a determinação do regimento interno de que o prazo de vista de um ministro é de, no máximo, 20 dias, o tempo médio de devolução chega a 346 dias. Na Câmara, apesar de parlamentares defenderem celeridade na tramitação da proposta de emenda à Constituição que acaba com a benesse, nos bastidores, muitos estão preocupados em não ir acabar na cadeia e, para isso, a manutenção do foro é fundamental.


Em evento no Rio de Janeiro na manhã de ontem, o ministro Marco Aurélio Mello criticou a suspensão do julgamento da Ação Penal 937, que já tem maioria para limitar o foro de parlamentares somente para crimes cometidos durante o exercício do mandato que tenham relação com a atividade exercida. “Desde o início, para mim, a matéria estava madura e poderíamos ter concluído o julgamento. Creio que o colega que pediu vista fez para aguardar o Congresso. Será que o que está lá em tramitação frutificará? Será que eles abrirão mão da prerrogativa de foro? Não acredito”, afirmou o ministro.