Segundo a diretora da Coordenação das Estaduais e Municipais, Angela Maria Targino Silva, os servidores conseguiram uma audiência com o ministro logo no início da manhã, mas ainda não há informações sobre o horário em que a reunião vai acontecer. “Estamos defendendo os nossos direitos que eles estão arrancando. A reforma trabalhista atrapalhou não só o serviço público, mas é prejudicial a todos os trabalhadores”, defende. “Estamos lutando por tudo o que a gente já tem, para que os servidores não percam nenhum direito que adquirimos com muita luta. Querem tirar o nosso plano de carreira e a qualificação e capacitação que a gente trabalhou por muitos anos para conseguir”, finaliza
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
PROTESTO EM FRENTE AO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO
SENADO FEDERAL É UM ANTRO DE GAZETEIROS
Além da tradicional batalha entre oposição e governo, o Senado tem enfrentado — principalmente no segundo semestre — outra dificuldade: a falta de quórum. Mesmo com o rigor do presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), criticado por colegas por atuar como um “bedel”, a média de senadores em plenário nas sessões deliberativas não passa dos 70, número considerado piso para deliberar matérias polêmicas. O índice foi identificado em levantamento feito pelo Correio com dados disponibilizados em edições do Diário do Senado Federal. Nas sessões deliberativas extraordinárias, a situação é pior: média de 60.
Mesmo diante de um tema de interesse eleitoral, Eunício teve de insistir pela participação dos colegas em plenário na semana passada para a votação nominal dos projetos de lei que instituíram o voto distrital misto para deputados e vereadores. Amanhã, está na pauta a urgência para aprovar a Medida Provisória (MP) 791/2017, que cria a Agência Nacional de Mineração (ANM). O texto expira nesta terça-feira e perderá a eficácia caso não seja apreciado. Outra proposta da semana fixa alíquota máxima para cobrança do ICMS incidente nas operações internas com querosene de aviação — a matéria foi adiada quatro vezes. Autor do projeto, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) destaca o potencial para baratear passagens e ampliar a malha aérea. “Estamos tentando votá-lo desde agosto, mas o plenário vem só diminuindo. O Eunício está tendo de adiar até aprovação de autoridade. Imagina no ano que vem, quando dois terços da Casa terão de buscar a reeleição”, projeta Randolfe.
LUCIANO HUCK DESISTE DA CANDIDATURA À PRESIDENCIA
Luciano Huck descartou oficialmente as possibilidades de se candidatar à presidência da república nas eleições de 2018. Em texto publicado no jornal Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (2711), o apresentador do Caldeirão disse acreditar que pode fazer mais ocupando outras posições no "front nacional" e que seus familiares são unânimes ao afirmar que "é fundamental o movimento de sair da proteção e do conforto das selfies no Instagram para somar forças na necessária renovação política brasileira".
"Vendo meu nome apontado, é muito importante frisar sempre, sem ter levantado a mão ou me oferecido para concorrer ao cargo mais importante na governança do país, minha reação natural foi tentar entender melhor do que se tratava. Gosto de aprender, de saber o que não sei e penso que cultivo um bom hábito desde muito cedo: tentar descobrir e encontrar quem sabe", escreveu ele.
"Acho também que sou meio obsessivo por fazer as coisas direito. Por isso, saí buscando e principalmente ouvindo dezenas de pessoas que admiro, que considero inteligentes, sensíveis, maduras e capacitadas, para que elas compartilhassem comigo suas visões. Foram meses que produziram em mim uma pequena revolução, um aprendizado enorme", completou o global, que apoiou Aécio Neves (PSDB) nas eleições de 2014 e foi favorável ao impeachment de Dilma Rousseff (PT) no ano passado
domingo, 26 de novembro de 2017
AUDIÊNCIAS PÚBLICAS PARA AS LEIS FINANCEIRAS (PPA-LDO-LOA)
A Lei de Responsabilidade
Fiscal,( LC.101/2000) estabelece no seu artigo 48 o seguinte:
“ Art. 48. São instrumentos de transparência da gestão
fiscal, aos quais será dada ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de
acesso público: os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as
prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da
Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões
simplificadas desses documentos”.
A
Lei Complementar n. 156/2016 alterou a LRF, acrescentando-lhe o seguinte
parágrafo:
I – incentivo à participação popular e realização de
audiências públicas, durante os processos de elaboração e discussão dos planos,
lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos;”
A Lei Complementar n.
131/2009, introduziu várias modificações na LRF, inclusive acrescentando-lhe o
artigo 48-A , obrigando aos Entes Federativos: União , Estados e Municípios, a
disponibilizarem suas informações contábeis, financeiras e orçamentárias, às
pessoas físicas e jurídicas que a requererem, implicando o não cumprimento
destas normas: realização de
Audiências Públicas para a apreciação do PPA,LDO e LOA e a disponibilização dos
registros contábeis , orçamentários e financeiros à população , no
impedimento do município em receber verbas de convênios, emendas parlamentares,
a fundo perdido e quaisquer outros investimentos da União e Estado , caso não cumpra o que determina a LRF.
Isto Posto, é ao nosso
entender, por força do que dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal e suas
alterações feitas pelas LCs-ns. 131/2009 e 156/2016, ser obrigatória a
realização de Audiências Públicas pelo Poder Legislativo, quando da discussão e
votação das Leis do PPA(Plano Plurianual de Investimentos) LDO (Lei das
Diretrizes Orçamentárias) e da LOA (Lei do Orçamento Anual), para assegurar
a participação popular na elaboração e aprovação das leis financeiras do
município, revelando o povo as suas necessidades e onde devem ser aplicados os
recursos oriundos dos impostos recolhidos pela população, dando assim um
caráter participativo aos eleitores representados e cumprindo-se a LRF, o que
evitará a falta de investimentos no município e a penalização dos legisladores,
caso sejam os responsáveis pelo não cumprimento de Lei federal, o que fere
o Decreto 201/67 recepcionado pela Constituição
Federal, o que traria graves consequências ao Poder Legislativo Municipal..
A REFORMA DA PREVIDÊNCIA DEVE FICAR PARA 2018
O relator da reforma da Previdência, Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), vai detalhar as mudanças no texto da proposta em entrevista coletiva nesta noite de quarta-feira, logo após a apresentação que será feita a lideranças políticas em jantar no Palácio do Alvorada, oferecido pelo presidente Michel Temer.
.A nova propaganda do governo sobre o assunto já dá pistas de como estão sendo conduzidas as negociações sobre o texto mais enxuto. A campanha entrega quais pontos devem permanecer, como fixação de uma idade mínima, transição, igualdade de regras para servidores e nova regra de cálculo, que começa em 60% do salário de contribuição e exigirá 40 anos para que o trabalhador tenha 100% da média de salários. A campanha também já deu como certas as exclusões de mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural.
Votação só em 2018
O governo não tem hoje os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência na Câmara, disse nessa terça-feira o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Segundo ele, ainda é preciso ouvir os líderes partidários para saber quantos votos há a favor da reforma da Previdência, mas já dá perceber que não existe número suficiente. “Está longe”, respondeu
CONGRESSO DEVE ESQUECER PROJETO DO FORO PRIVILEGIADO
A interrupção do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode restringir o foro por prerrogativa de função dos deputados federais e senadores, lançou o fim do privilégio a um destino sem data. Na Suprema Corte, mesmo com a determinação do regimento interno de que o prazo de vista de um ministro é de, no máximo, 20 dias, o tempo médio de devolução chega a 346 dias. Na Câmara, apesar de parlamentares defenderem celeridade na tramitação da proposta de emenda à Constituição que acaba com a benesse, nos bastidores, muitos estão preocupados em não ir acabar na cadeia e, para isso, a manutenção do foro é fundamental.
Em evento no Rio de Janeiro na manhã de ontem, o ministro Marco Aurélio Mello criticou a suspensão do julgamento da Ação Penal 937, que já tem maioria para limitar o foro de parlamentares somente para crimes cometidos durante o exercício do mandato que tenham relação com a atividade exercida. “Desde o início, para mim, a matéria estava madura e poderíamos ter concluído o julgamento. Creio que o colega que pediu vista fez para aguardar o Congresso. Será que o que está lá em tramitação frutificará? Será que eles abrirão mão da prerrogativa de foro? Não acredito”, afirmou o ministro.
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