quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

NEM TODOS OS CORPOS SERÃO RESGATADOS EM BRUMADINHO.

Recuperação_Corpos
Densidade e volume da lama tornam impossível o resgate de todos os corpos, )
O governo Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não será possível resgatar todos os corpos soterrados pela lama em Brumadinho (MG), na Grande Belo Horizonte.
A dificuldade de localização aprofunda a dimensão trágica do rompimento da barragem da Vale, na região conhecida como Córrego do Feijão, na sexta-feira (25). Há até o momento contabilizados 84 mortos —desses, 42 já identificados— e 276 desaparecidos. Familiares e amigos lamentam a falta de informação.
Ministros mencionaram a complicação da operação de resgate dada a densidade e o volume da lama, que, em determinadas regiões, forma um bloco de massa praticamente impenetrável.
A barragem 1, que se rompeu, é uma estrutura de porte médio para a contenção de rejeitos e estava desativada. Seu risco era avaliado como baixo, mas o dano potencial em caso de acidente era alto. Com o incidente, foram liberados cerca de 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro no rio Paraopeba, que passa pela região. A lama se estende por uma área de 3,6 km² e por 10 km.
Chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni disse que a questão foi trazida pelo colega da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na reunião do comitê de crise no Palácio do Planalto nesta terça-feira (29).
“Este é um episódio de muita gravidade. Algumas pessoas triste e lamentavelmente não serão recuperadas. Tem uma questão de respeito e solidariedade a todas as famílias que viverão um luto sem necessariamente o seu ente querido”, afirmou Onyx. “É uma dor de intensidade absurda.”
Na manhã desta terça (29), uma operação do Ministério Público de Minas Gerais, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal prendeu cinco engenheiros —três da Vale, em Minas Gerais e dois prestadores de serviço, em São Paulo— relacionados à segurança da barragem.
Os profissionais da Vale eram os responsáveis diretos pela estrutura que se rompeu, e os dois demais, os que atestaram a segurança da barragem em laudo recente.

GOVERNO NÃO PODE INTERVIR NA VALE.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, desmentiu o general Hamilton Mourão e afirmou que o governo não deve intervir na Vale .
O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, desmentiu o general Hamilton Mourão e afirmou que o governo não deve intervir na Vale depois do rompimento da barragem de rejeitos que aconteceu em Brumadinho na última sexta-feira, 25. Segundo ele, a golden share que o governo possui na Vale não permite nenhuma intervenção na empresa.
“Essa é uma decisão do conselho de administração, e é evidente que nas empresas privadas, em que o governo é apenas um acionista, o papel do acionista é confiar no seu conselho de administração. Não há condição de haver qualquer grau de intervenção [do governo], até porque essa não seria uma sinalização desejável ao mercado”, declarou.
Onyx afirmou que é preciso aguardar as investigações em curso, mas disse que “se a investigação mostrar que há dolo, o governo vai exercer seu direito”. “Não cabe ao governo federal apoiar qualquer empresa ou diretoria que não seja da sua administração, como a Petrobras”, disse.
“Temos que aguardar o andamento das investigações. Não cabe ao governo federal apoiar qualquer empresa ou diretoria que não seja da sua administração, como a Petrobras”, indicou o ministro, ressaltando que “o governo tem que ter humildade para saber que não pode tudo e prudência, especialmente em um setor econômico que é muito relevante para o nosso país. Tem que haver algo muito importante, que é equilíbrio”

EXECUTIVOS DA VALE SERÃO RESPONSABILIZADOS PELO DESASTRE EM BRUMADINHO.

JUSTIÇA NEGA IDA DE LULA AO ENTERRO DO IRMÃO.


TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) negou habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sair da prisão e participar do velório do irmãoGenivaldo Inácio da Silva, o Vavá, morto na terça-feira (29). A decisão leva em conta falta de helicóptero da Polícia Federal, risco de fuga e de manifestações que pudessem ferir o ex-presidente e outros presentes no enterro.
Na manhã desta quarta-feira (30), após a ordem do TRF-4, a defesa de Lula recorreu ao STF. Os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins argumentam que a Lei de Execução Penal prevê o “direito humanitário”.
O pedido do ex-presidente já havia sido rejeitado no início da madrugada pela juíza da Vara de Execuções Penais de Curitiba, Carolina Lebbos. Ela acolheu as alegações do Ministério Público Federal e o ofício da Polícia Federal
A despacho do TRF-4, assinada pelo desembargador Leandro Paulsen, endossa a de Lebbos e ressalta a justificativa da Polícia Federal de que não há helicópteros para fazer o transporte do ex-presente. Os equipamentos estão à disposição do efetivo deslocado para atuar no regaste das vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho (MG).
O desembargador destaca ainda que ponderou a “viabilidade operacional e econômica e dos demais valores tutelados pelo ordenamento”. Para Paulsen, a ordem da juíza não foi ‘arbitrária ou infundada’.
“O indeferimento, portanto, não foi arbitrário ou infundado. Pelo contrário, está adequado à situação concreta. Aliás, conforme já destacou a digna magistrada, inclusive com amparo no parecer do Ministério Público, ‘o indeferimento da autoridade administrativa encontra-se suficiente e adequadamente fundamentado na impossibilidade logística de efetivar-se o deslocamento pretendido em curto espaço de tempo’”.
Além da logística, a juíza fala em “preservação da segurança pública e do próprio preso”.

FORÇAS ARMADAS PAGARÃO OPERAÇÃO DE BOLSONARO.

Segundo porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, despesas serão custeadas por convênio com Hospital das Forças Armadas.
Os custos da cirurgia que retirou a bolsa de colostomia e reconstruiu o canal intestinal do presidente Jair Bolsonaro, realizada nesta segunda-feira no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, serão pagos pelo Hospital das Forças Armadas. A confirmação foi feita pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio Santana do Rêgo Barros, nesta terça-feira. As informações são do jornal O Globo.
Bolsonaro passou por fisioterapia e apresentou “bom desempenho” após a cirurgia, conforme afirmou o porta-voz. Segundo Rêgo Barros, o pagamento das despesas deve ser feito através de um convênio existente entre o Hospital das Forças Armadas e a Presidência. O porta-voz não deu detalhes que forma será feito o pagamento, em que prazo bem como uma estimativa do valor total da despesa pela internação.
Ele passou por uma cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal na segunda, num processo que durou 7 horas.
Esta foi a terceira operação à qual ele foi submetido desde que foi alvo de uma facada, em setembro de 2018, durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). O procedimento consistiu no religamento do intestino após a retirada de uma bolsa de colostomia, colocada há quase cinco meses.
A grande quantidade de aderências (partes do intestino que ficam coladas) levou a equipe médica a executar um procedimento mais complexo e demorado do que se esperava. A opção mais simples era religar as duas pontas do intestino grosso, que estavam separadas, para que o trânsito intestinal voltasse ao normal.
A outra, que teve de ser adotada, exigia a união de uma alça do grosso com o delgado. Para que isso acontecesse, a parte do intestino grosso que estava conectada à bolsa de colostomia foi removida. Essa intervenção seria adotada se os médicos constatassem que havia muitas aderências e lesões em razão da facada e das duas cirurgias a que ele foi submetido anteriormente

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

SÉRGIO MORO REBATE JEAN WILLYS E NEGA OMISSÃO.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro .
O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou nota no último sábado (26) lamentando a decisão do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) de desistir de seu mandato e deixar o país por causa de ameaças. A pasta, chefiada pelo ex-juiz Sergio Moro, rebateu a acusação do parlamentar sobre omissão das autoridades.
A nota informa que Marcelo Valle Siqueira Mello, membro do grupo autointitulado “Homens Sanctos”, foi preso em 2018 por fazer ameaças contra Wyllys e que, portanto, a acusação sobre omissão “não corresponde à realidade”.
Em carta a seus companheiros de partido, Jean Wyllys afirmou que as ameaças de morte a ele e familiares se intensificaram no último ano e que a Polícia Federal e o Estado Brasileiro se calaram diante das denúncias.
Ainda segundo o ministério, a PF instaurou vários inquéritos para apurar as ofensas e ameaças entre 2017 e 2018. As investigações, ainda em andamento, identificaram Siqueira Mello, que usava a identidade de Emerson Setim para ofender o parlamentar.
A nota da pasta de Moro repudia também a conduta dos que se valem do anonimato da internet para ameaçar qualquer pessoa, “em especial por preconceitos odiosos”. Jean Wyllys foi o primeiro parlamentar assumidamente gay a defender a causa LGBT no Congresso.
O deputado, um dos principais opositores do presidente Jair Bolsonaro, anunciou na última quinta-feira (24), que não vai assumir seu terceiro mandato e deixará o país por temer por sua própria vida. Em março do ano passado, a vereadora Marielle Franco, do mesmo partido de Jean Wyllys, foi executada a tiros no centro do Rio de Janeiro. As investigações sobre o crime ainda estão em andamento.
Com a decisão de Jean Wyllys, quem deve assumir a cadeira de deputado federal no próximo dia 1º é o jornalista e vereador David Michael Miranda (PSOL), de 33 anos. Ele é o primeiro suplente do partido no Rio de Janeiro.
Gay e ativista do movimento LGBT, Miranda exerce mandato na Câmara Municipal do Rio desde 2016