A urgência eleitoral fez Michel Temer ficar menos resiliente com os desgastes em seu governo, segundo seus auxiliares sobre a decisão do ministro Raul Jungmann, titular da pasta extraordinária da Segurança Pública, de trocar o comando da Polícia Federal, demitindo o delegado Fernando Segovia nesta terça-feira (27)
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018
TEMPO DE INTERVENÇÃO NO RIO DE JANEIRO É INSUFICIENTE
- O comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, disse nesta terça-feira (27) que o tempo previsto para a intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro, de nove meses, é "insuficiente" para atingir as causas da violência no Rio. O general falou a jornalistas após a solenidade de posse do novo ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann.
"Esse tempo [nove meses] é insuficiente para que se possa atingir com profundidade as causas que levaram a esse estado de coisas. É um trabalho que certamente necessitará de prosseguimento e e agora, com a criação do Ministério da Segurança, creio que estão sendo promovidas condições estruturais para que isso aconteça." O comandante disse que o novo ministério era necessário "porque todo o combate à criminalidade no Brasil carece de um mínimo de integração e de parâmetros".
Em resposta a uma jornalista que indagou se poderia haver uma "carnificina" no Rio gerada por confrontos entre militares e organizações criminosas com armas pesadas, o general respondeu: "Esse risco sempre existe, por isso são tomadas medidas muito estreitas no que a gente estabelece e chama de regras de engajamento. Cada militar sabe exatamente como deve se portar em situações eventuais para evitar exatamente atingir a população."
Para Villas Bôas, a intervenção federal na segurança pública terá duas grandes áreas de interesse como objetivo dos militares. "Nós temos dois centros de gravidade a atingir: primeiro é melhorar a percepção de segurança da população, população está até acuada. E para isso é necessária a presença da polícia na rua. O segundo centro de gravidade é o do crime organizado. Para isso vamos precisar inteligência, resposta imediata, comando e controle, mobilidade e o apoio, como eu disse, dos órgãos do Judiciário."
SUPREMO CONDENA SENADOR POR CRIME FINANCEIRO
Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (27) condenar o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) pela prática de crime contra o sistema financeiro nacional. A pena ficou estabelecida em 4 anos e 6 meses de prisão em regime semiaberto. Ainda cabe recurso.
Gurgacz foi considerado culpado por desviar recursos de um financiamento obtido junto ao Banco da Amazônia, entre os anos de 2003 e 2004, quando o senador era diretor da empresa de viação Eucatur.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Pública Federal (MPF), Gurgacz obteve, mediante fraude de documentos e dispensa indevida de garantias, um empréstimo de R$ 1,5 milhão para a renovação da frota de ônibus da empresa.
O dinheiro, porém, não foi utilizado na aquisição de veículos novos, conforme previsto no contrato, mas somente em parte na compra de veículos velhos reformados, com mais de 11 anos de uso, diz a denúncia. Cerca de R$ 510 mil teriam sido embolsados pelo próprio senador, sendo apresentadas notas fiscais falsas para acobertar o desvio.
O senador foi enquadrado no Artigo 20 da Lei de Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (Lei 7.492/1986), pois os recursos desviados tiveram como origem um fundo público para o desenvolvimento da Amazônia.
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, considerou que o Ministério Público Federal (MPF) comprovou o envolvimento direto de Gurgacz no desvio. Os ministros Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux acompanharam o relator para condenar o senador.
Gurgacz acabou absolvido de outras duas acusações, uma de estelionato e outra pelo Artigo 19 da mesma Lei de Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Alexandre de Moraes, presidente da Primeira Turma do STF, determinou que a presidência do Senado seja notificada para que leve ao plenário da Casa a análise sobre se Gurgacz deve ser afastado ou não do mandato
JUSTIÇA AMERICANA VAI JULGAR TRAFICANTE BRASILEIRO
O brasileiro Frederik Barbieri foi apresentado formalmente nesta terça-feira (27) perante um tribunal do sul da Flórida, onde lhe acusaram de tentar contrabandear armas pesadas para seu país, razão pela qual foi preso na sexta-feira.
Depois da leitura das acusações, o tribunal agendou uma nova audiência para quinta-feira, 1º de março. Barbieri se apresentou vestindo o uniforme marrom claro do sistema carcerário da Flórida, e com as mãos e os pés algemados.
Na saída da audiência desta terça, o advogado de Barbieri, Leonard Fenn, disse à imprensa que a reunião foi dedicada a "assegurar que (Barbieri) tenha defesa legal, de maneira a estar protegido nas audiências posteriores. Foi o que fizemos hoje".
Fenn acrescentou que a situação era "sumariamente estressante" para Barbieri, e acrescentou que o brasileiro "nunca antes teve um problema legal desta natureza".
Barbieri havia sido preso na sexta-feira em uma casa de Port Saint Lucie, ao norte de Miami, por ter organizado um envio clandestino de 60 fuzis semiautomáticos ao Rio de Janeiro, carregamento que foi interceptado pelas autoridades locais.
Fontes judiciais não identificadas informaram à imprensa de Miami que na casa onde Barbieri foi preso os agentes encontraram outros 40 fuzis que estavam escondidos no jardim e que pretendia enviar ao Brasil.
No sábado, o Ministério brasileiro da Justiça anunciou que pediu a extradição de Barbieri.
"A detenção foi muito importante para acabar com um esquema sofisticado de envio de armas de guerra dos Estados Unidos para o Brasil (...) Barbieri era o maior traficante de fuzis dos Estados Unidos até o Brasil", disse à imprensa Fabrício Oliveira, chefe da Delegacia Especializada em Armas no Rio de Janeiro
LULA DIZ PARA JAQUES WAGNER NÃO DESISTIR.
) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou, nesta segunda-feira (26), para o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, recomendando que o petista não abra mão de seus projetos políticos e "não recue".
O telefonema aconteceu horas depois da ação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal na casa de Wagner, dentro da operação Cartão Vermelho.
Na conversa, o ex-presidente aconselhou Wagner a fazer firme defesa. O gesto foi encarado por petistas como uma demonstração de que Wagner continua a ser o favorito de Lula para a disputa presidencial caso ele próprio seja impedido de concorrer. Mas, no partido, a orientação é aguardar os desdobramentos da operação para avaliar se o ex-governador resistiria até as eleições.
Wagner, por sua vez, tem associado a operação da PF ao surgimento de seu nome como "plano B" do PT para a corrida presidencial. Em recentes conversas, Wagner atribuiu a ação policial a uma perseguição política. Dentro desse raciocínio, o ex-governador disse que já esperava ser alvo de uma tentativa de intimidação após aparição de seu nome como preferido de Lula.
O ex-governador da Bahia afirmou também que seu nome continua à disposição de Lula. Por enquanto, ele é candidato ao Senado pelo Estado da Bahia.
Apesar das manifestações de petistas em apoio a Wagner, dirigentes dos PT começaram a discutir nesta terça-feira (27) alternativas ao Palácio do Planalto. Além do ex-prefeito Fernando Haddad, nomes como os dos ex-ministros Patrus Ananias, Celso Amorim e do governador do Piauí, Welington Dias, são cogitados. A hipótese de apoio à candidatura de Ciro Gomes, pelo PDT, continua descartada
VÍDEO INTIMO DE RODRIGO BOCARDI VAZA NAS REDES SOCIAIS
– Usuário ativo nas redes sociais, Rodrigo Bocardi desapareceu de seus perfis oficiais desde o vazamento de um suposto vídeo íntimo protagonizado por ele. Nesta terça-feira (17), completam-se dez dias do sumiço do apresentador do Bom Dia SP da internet.
Seu último post foi exatamente no mesmo dia que assunto começou a ferver nas redes, em 17 de fevereiro, e se tornar um dos assuntos mais comentados dos chamados trending topics do Twitter por quase 18 horas.
Bocardi é um dos jornalistas da Globo que mais interage com internautas quando está fora do ar. Mesmo no intervalo entre o Bom Dia SP e o Bom Dia Brasil, do qual ele participa para dar as notícias do estado, ele costumava tornar público algum tipo de comentário.
Logo após a repercussão do vazamento do vídeo, que não pode ser atribuído ao jornalista, Bocardi passou a receber inúmeras mensagens sobre o assunto. No Instagram, ele fechou o campo dos comentários.
No Twitter, que o âncora utiliza inclusive durante o telejornal matutino da Globo, também foram muitas as mensagens referindo-se ao polêmico vídeo -inclusive com a marcação da hashtag #bdsp, usada pelos telespectadores para comentar alguma notícia do “Bom Dia SP”.
Segundo o colunista Ricardo Feltrin, do UOL, Rodrigo Bocardi identificou o vazador do suposto vídeo íntimo
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
RAUL JUNGMANN SERÁ O NOVO MINISTRO DA SEGURANÇA PÚBLICA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Com dificuldades de encontrar um nome de peso, o presidente Michel Temer optou por uma solução caseira e deslocará o ministro da Defesa, Raul Jungmann, para o comando do novo Ministério da Segurança Pública.
O ministro foi cogitado desde o início, como mostrou a Folha de S.Paulo, mas o emedebista ainda tinha a perspectiva de encontrar uma alternativa de fora, que não o obrigasse a ter de escolher um nome para o Ministério da Defesa, pasta considerada delicada.
Como assumiu protagonismo nas discussões sobre o tema, a expectativa do Palácio do Planalto é que Jungmann seja bem aceito pelos governadores do país e que facilite a aprovação da nova pasta, por meio de medida provisória, pelo Congresso.
O presidente chegou a avaliar os nomes do ex-secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro José Beltrame e do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim para a nova pasta, mas eles teriam demonstrado resistência. Agora, o presidente busca um nome de um civil para assumir definitivamente a Defesa.
Neste momento, Temer deixará à frente do cargo, de maneira interina, o secretário-geral Joaquim Silva e Luna, general do Exército. A ideia é que ele seja trocado no futuro por um nome que não seja ligado diretamente a um dos pilares das Forças Armadas. O receio do presidente, caso mantivesse Luna, seria causar ressentimento junto à Marinha e à Aeronáutica.
Segundo a reportagem apurou, na conversa que teve com Temer para fazer o convite, Jungmann se comprometeu a não deixar o cargo em abril para disputar as eleições deste ano. Ele chegou anteriormente a cogitar a hipótese de se lançar candidato a senador por Pernambuco ou pelo Rio.
Em reunião na noite deste domingo (25), no Palácio do Jaburu, o emedebista decidiu que a nova pasta será criada por meio de uma medida provisória, e não de um decreto. No encontro, o presidente ressaltou que o texto da medida provisória irá vincular à nova pasta o comando da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária, da Força Nacional e do Departamento Penitenciário.
JUIZ SÉRGIO MORO INVESTIGA RELAÇÕES DE LULA COM A ODEBRECH
- O juiz Sergio Moro assinou despacho nesta sexta-feira (23) determinando nova perícia dos sistemas da Odebrecht, já em posse da Polícia Federal. O objetivo é identificar lançamentos e documentos que possam ter relação com a reforma de um sítio em Atibaia (SP), atribuído ao ex-presidente Lula. A análise deve ocorrer em prazo máximo de trinta dias.
A Polícia Federal divulgou na tarde desta sexta a perícia dos sistemas Drousys e MyWebDay, assim como respostas a questionamentos feitos pelo juízo, acusação e defesa sobre referências nos arquivos a um terreno que a Odebrecht teria adquirido para a construção do Instituto Lula, em São Paulo.
Desta vez, Moro pede, em outra ação penal, que a perícia indique possíveis relações entre os arquivos encontrados nos sistemas e reformas de R$ 1,02 milhão no sítio, que teriam sido pagas pelas construtoras Odebrecht e OAS em benefício do ex-presidente.
Moro também solicita que os peritos verifiquem se documentos juntados aos autos deste processo encontram-se nos sistemas, assim como sua autenticidade. Entre eles, um anexo juntado pelo colaborador e engenheiro da Odebrecht, Emyr Diniz Costa Júnior, que sugere pagamentos do grupo para a reforma no sítio, supostamente retratados nos sistemas de contabilidade informal da empreiteira.
O juiz negou parcialmente pedido da defesa de Lula para ter acesso aos sistemas, liberando apenas transações que digam respeito ao sítio. "Franquear-lhe acesso ou cópia como pretendido colocaria em risco o sigilo e a eficácia de investigações em curso sobre outros crimes envolvendo outros agentes públicos supostamente beneficiados", escreveu.
Moro também negou pedido da defesa para ouvir Rodrigo Tacla Duran, ex-advogado da Odebrecht acusado de lavagem de dinheiro. "Se o ex-presidente custeou essas reformas ou se ressarciu das despesas os responsáveis pelas obras, isso pode ser facilmente provado pela defesa, até por documentos, não sendo necessário ouvir foragidos na Espanha para tanto."
No despacho, o juiz argumenta que Tacla Duran não é digno de credibilidade. "É certo que criminosos podem ser ouvidos em juízo (...) Mas, neste caso, normalmente após terem celebrado um acordo de colaboração e assumido o compromisso de dizer a verdade."
MINISTÉRIO DA SEGURANÇA É CRIADO POR MEDIDA PROVISÓRIA
Em reunião na noite deste domingo (25), no Palácio do Jaburu, o emedebista avaliou que um decreto, apesar de evitar uma derrota na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, poderia piorar a relação com o Poder Legislativo, que seria alijado do processo.
No encontro, o presidente ressaltou que o texto da medida provisória irá vincular à nova pasta o comando da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária, Força Nacional e do Departamento Penitenciário.
Segundo relatos de presentes, ele disse ainda que o nome do novo ministro será anunciado depois da criação da pasta, provavelmente na próxima quinta-feira (1º).
Ao todo, além do posto de ministro, serão instituídos mais dez cargos: um secretário-executivo e nove assessores ministeriais. O restante será transferido do Ministério da Justiça.
Com dificuldades de encontrar um nome de peso que aceite assumir a estrutura, o presidente voltou a cogitar uma solução caseira: a nomeação do ministro Raul Jungmann (Defesa) ou do ministro Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), que já têm assumido protagonismo nas discussões sobre o tema.
Como os dois têm apoio junto ao Congresso Nacional, facilitaria a aprovação da pasta. Temer chegou a avaliar os nomes do ex-secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro José Beltrame e do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim, mas o Palácio do Planalto avalia que eles teriam resistência em assumir a nova pasta.
O presidente busca um nome com repercussão nacional, que tenha fácil interlocução com o Congresso Nacional e que seja reconhecido pelos governadores do país, disse o ministro Torquato Jardim (Justiça), que participou do encontro
EX GOVERNADOR DA BAHIA RECEBEU PROPINA DA ODEBRECHT
- O ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) teria recebido R$ 82 milhões das empreiteiras OAS e Odebrecht pelo superfaturamento do contrato de reconstrução e gestão do estádio da Fonte Nova.
As suspeitas fazem parte do inquérito da Polícia Federal, que cumpriu na manhã desta segunda-feira (26) mandados de busca e apreensão em sete endereços em Salvador no âmbito da Operação "Cartão Vermelho".
As buscas foram realizadas em endereços ligados a Jaques Wagner e a dois supostos intermediários da propina -o atual secretário da Casa Civil da Bahia, Bruno Dauster, e o empresário Carlos Daltro. Ambos são ex-funcionários do Grupo OAS.
Wagner, Dauster e Daltro foram indiciados no âmbito do inquérito que investiga o caso. Os três tiveram a prisão pedida pela Polícia Federal, mas negada pelo Tribunal Regional Federal da Bahia. Segundo a PF, a prisão foi pedida dada a impossibilidade de condução coercitiva, vetada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
A delegada Luciana Matutino, responsável pelas investigações, afirma que, além dos depoimentos dos delatores da Odebrecht, há provas materiais de que dinheiro tenha sido entregue para emissários de Jaques Wagner. Dentre as provas, estão mensagens de telefone celular que indicam o pagamento da propina.
"Em razão das delações da Odebrecht e materiais apreendidos na OAS, verificamos que, de fato, o então governador [Jaques Wagner] recebeu uma boa parte do valor do superfaturamento para o pagamento de campanhas eleitorais e de propina", diz a delegada.
Além de propina e recursos para caixa 2, também houve doações eleitorais de R$ 3,5 milhões declaradas feitas pelo Grupo Petrópolis, a pedido da Odebrecht, que beneficiaram a campanha do hoje governador da Bahia Rui Costa (PT).
Procuradas, as assessorias de Jaques Wagner, do governador Rui Costa, do secretário Bruno Dauster e da Fonte Nova Participações ainda não se posicionaram sobre a operação da PF. O empresário Carlos Daltro não foi localizado pela reportagem.
A Fonte Nova Negócios e Participações informou que "aguarda informações oficiais sobre a Operação Cartão Vermelho", mas "se coloca à disposição das autoridades para colaborar no que for preciso"
QUEBRADO O SIGILO FISCAL E BANCÁRIO DOS ENVOLVIDOS NO INQUÉRITO DE TEMER
- O ministro Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou pedido feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e determinou ainda em dezembro a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de vários investigados, entre pessoas físicas e jurídicas no chamado inquérito dos portos, que investiga o presidente Michel Temer.
A informação foi revelada na noite de sábado pela assessoria de imprensa da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A assessoria de imprensa da PGR, contudo, não divulga nomes dos alvos das medidas restritivas porque os pedidos estão sob segredo de Justiça.
Sem praxe de comentar investigações em curso, a instituição decidiu prestar esclarecimentos após terem se tornado públicos na última semana comentários do delegado da PF Cleyber Malta Lopes, responsável pelo caso, de que desde dezembro estaria pendente manifestação do MPF sobre a apuração.
Os pedidos foram apresentados por Dodge ainda no dia 12 de dezembro e aceitos integralmente por Barroso três dias depois, antes, portanto, do recesso do Judiciário.
No recesso, a PGR se manifestou a favor de pedido de extensão de quebra de sigilo de informações de uma empresa, cujo nome não foi revelado, que havia sido indicada pela PF. O pedido ainda está sob avaliação do relator do STF.
Após o recesso, segundo a PGR, a polícia apresentou novo pedido de quebras de sigilo bancário e fiscal, e o Ministério Público Federal verificou que o pleito já estava contido no pedido apresentado em dezembro pela instituição.
Nesse pedido, segundo reportagem do Jornal Nacional de sábado, constam pedidos da PF de quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico de Temer
PROCURADORA GERAL QUER SILÊNCIO DO DIRETOR DA P.F.
- Em manifestação ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda (26), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, censurou as declarações do diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, sobre o inquérito que investiga o presidente Michel Temer.
Ela pediu ao relator, ministro Luís Roberto Barroso, que expeça uma ordem para que Segovia se abstenha de "qualquer ato de ingerência sobre a persecução penal em curso", inclusive de manifestações públicas a respeito das investigações, sob pena de afastamento do cargo.
"Quaisquer manifestações a respeito de apurações em curso contrariam os princípios que norteiam a Administração Pública, em especial o da impessoalidade e da moralidade", afirmou Dodge. Para ela, o cargo ocupado por Segovia tem natureza administrativa, de forma que o seu titular não tem atribuição para conduzir investigações.
Em função da atribuição do Ministério Público de exercer o controle externo da atividade policial, Dodge remeteu cópia de representação ao Ministério Público Federal no Distrito Federal para adotar medidas cabíveis sobre o episódio.
A procuradora-geral também endossou o pedido da PF, feito na semana passada, para prorrogar o prazo para a conclusão das investigações por mais 60 dias.
A investigação foi aberta no ano passado na esteira da delação da JBS. O decreto de Temer sob apuração, editado em maio de 2017, ampliou de 25 para 35 anos os prazos dos contratos de concessão e arrendamento de empresas que atuam em portos e permitiu que eles possam ser prorrogados até o limite de 70 anos
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
MESMO CONDENADO LULA PROMETE VOLTAR AO PODER
"O problema não é o Lula, são os milhões de Lulas", declarou nesta quarta-feira o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao reafirmar em um comício sua intenção de concorrer nas eleições de outubro próximo, apesar de seus graves problemas judiciais.
"Eles estão lidando com um ser humano diferente. Porque eu não sou eu, eu sou a encarnação de um pedacinho de célula de cada um de vocês", disse Lula para milhares de partidários reunidos no centro de exposições Expominas, em Belo Horizonte.
"Não sei o que vai acontecer na Justiça. O que sei é que não respeito essa decisão. Porque do contrário quando minha bisneta crescer ela não vai me respeitar. Por isso quero dizer: estou candidato. Eu vou voltar para garantir a esse povo o direito de viver melhor"!
Lula, condenado a doze anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, apresentou uma série de recursos para evitar ser preso e ter sua candidatura invalidada.
Segundo a sentença, Lula recebeu um apartamento oferecido pela construtora OAS em troca de contratos da construtora com a Petrobras.
"Toda vez que eles tentam destruir o PT nós nos reerguemos", declarou Lula, 72 anos, que lidera as pesquisas.
INQUÉRITO CONTRA RODRIGO MAIA NO STF É PRORROGADO
O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu prorrogar por 60 dias um inquérito que investiga o presidente da Câmara e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o pai dele, o vereador do Rio de Janeiro César Maia (DEM), por corrupção e lavagem de dinheiro sob suspeita de terem recebido pagamentos irregulares da Odebrecht.
Fachin atendeu manifestação da Procuradora-Geral da República, favorável à concessão de novo prazo, e determinou a remessa dos autos à Polícia Federal para que execute as diligências em aberto e outras que sejam úteis à conclusão das investigações.
O inquérito contra os dois foi aberto pelo ministro do STF em abril, após pedido feito pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Em entrevistas quando da abertura da investigação, os políticos negaram quaisquer irregularidades.
Conforme parecer da atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a PF avaliou como indispensável tomar o depoimento de Maia, do pai dele e do ex-assessor João Marcos Cavalcanti.
A investigação teve como base declarações de delatores da Odebrecht que citavam três repasses feitos supostamente de forma irregular pela empresa entre os anos de 2008 e 2014 por meio do setor de propina do grupo.
Em um dos casos, em 2008, segundo a apuração, Rodrigo Maia solicitou e recebeu 350 mil reais da empresa a pretexto de ajuda para a campanha eleitoral, apesar de o presidente da Câmara e seu pai não terem concorrido naquela ocasião a qualquer cargo eletivo.
Outro caso relatado refere-se a supostos pagamentos para a aprovação de uma medida provisória de interesse do grupo e para a campanha de 2014
POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA OBRAS DA FONTE NOVA
A Operação Cartão Vermelho, ação da Polícia Federal que investiga irregularidades relativas a gestão da Arena Fonte Nova, fez mais uma vítima nesta segunda-feira. Jaques Wagner, secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia e ex-governador do estado, teve seu apartamento, localizado no Corredor da Vitória, bairro nobre de Salvador, investigado.
A Polícia Federal fez uma busca em seu apartamento nesta manhã, por volta das 08h25 e deixaram o condomínio Victória Tower com uma mochila e um malote. Pablo Domingues, advogado de Wagner, estava no local e disse, à reportagem da TV Bahia, que ficou surpreendido com a operação e que está apurando a situação. A PF já cumpriu sete mandados de busca e apreensão.A obra do estádio, de acordo com laudo da Polícia Federal, teve mais de R$ 450 milhões superfaturados. A maior parte desse dinheiro foi desviado para pagamento de propinas e financiamento de campanhas eleitorais. Em 2016, o Pleno de Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA) já havia considerado ilegal o contrato estabelecido para a reconstrução do estádio, alegando gastos excedentes nos custos das obras.A Operação Cartão Vermelho investiga irregularidades na contratação dos serviços de demolição, administração e reconstrução da Arena Fonte Nova. A investigação aponta fraude em licitação, superfaturamento, desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. Além de parcerias feitas para beneficiar o consórcio Fonte Nova Participações (FNP), que tem em seu núcleo formador as empresas Odebrecht e OAS. Ambas envolvidas em escândalos de corrupção.O Tribunal Regional Federal da 1ª Região tem expedidos mandados que tem como objetivo viabilizar a localização e apreensão de provas relativas a pagamento de propina, desvio nas contratações públicas e lavagem de dinheiro. Os mandados são destinados a empresas, órgãos públicos e endereços residenciais, como no caso de Jaques Wagner. A Arena Fonte Nova foi reinaugurada no dia 7 de abril de 2013, após reconstrução para a Copa do Mundo. Em 2010, foi implodida depois de ficar interditada por três anos, após a tragédia, em 2007, que matou sete torcedores, quando parte da arquibancada desabou durante jogo entre Bahia e Vila Nova, pela série C do Campeonato Brasileiro
A Polícia Federal fez uma busca em seu apartamento nesta manhã, por volta das 08h25 e deixaram o condomínio Victória Tower com uma mochila e um malote. Pablo Domingues, advogado de Wagner, estava no local e disse, à reportagem da TV Bahia, que ficou surpreendido com a operação e que está apurando a situação. A PF já cumpriu sete mandados de busca e apreensão.A obra do estádio, de acordo com laudo da Polícia Federal, teve mais de R$ 450 milhões superfaturados. A maior parte desse dinheiro foi desviado para pagamento de propinas e financiamento de campanhas eleitorais. Em 2016, o Pleno de Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA) já havia considerado ilegal o contrato estabelecido para a reconstrução do estádio, alegando gastos excedentes nos custos das obras.A Operação Cartão Vermelho investiga irregularidades na contratação dos serviços de demolição, administração e reconstrução da Arena Fonte Nova. A investigação aponta fraude em licitação, superfaturamento, desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. Além de parcerias feitas para beneficiar o consórcio Fonte Nova Participações (FNP), que tem em seu núcleo formador as empresas Odebrecht e OAS. Ambas envolvidas em escândalos de corrupção.O Tribunal Regional Federal da 1ª Região tem expedidos mandados que tem como objetivo viabilizar a localização e apreensão de provas relativas a pagamento de propina, desvio nas contratações públicas e lavagem de dinheiro. Os mandados são destinados a empresas, órgãos públicos e endereços residenciais, como no caso de Jaques Wagner. A Arena Fonte Nova foi reinaugurada no dia 7 de abril de 2013, após reconstrução para a Copa do Mundo. Em 2010, foi implodida depois de ficar interditada por três anos, após a tragédia, em 2007, que matou sete torcedores, quando parte da arquibancada desabou durante jogo entre Bahia e Vila Nova, pela série C do Campeonato Brasileiro
TRF4 QUER EXECUÇÃO DA PENA APÓS CONDENAÇÃO EM 2A INSTÂNCIA
Presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), onde tramitam os processos da Lava Jato na segunda instância, o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, defendeu hoje (23) a manutenção da prisão após condenação em segunda instância. Após palestrar na tarde de hoje na Câmara Americana de Comércio (Amcham) e sem citar um caso específico, o presidente do tribunal destacou que “sua posição [sobre a prisão em segunda instância] não é em relação ao ex-presidente Lula, mas ao tema”.
“Eu acho que o ideal para a efetividade da Justiça é que se mantenha a posição do Supremo [Tribunal Federal], que foi deliberada há pouco mais de um ano no sentido que está vigorando hoje, de que há a possibilidade da execução provisória da pena a partir das decisões de segunda instância. Por sinal, acho que essa é a posição da maioria dos tribunais”, disse ele. A manutenção do entendimento sobre a prisão em segunda instância pode levar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão, já que, em janeiro deste ano, o tribunal manteve a decisão de primeira instância em condenar Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso que envolve o triplex no Guarujá.
Questionado se o recurso da defesa do ex-presidente Lula será julgado de forma rápida pelo tribunal, o desembargador se esquivou e disse que não pode falar sobre um caso específico. Mas afirmou que os processos costumam ser julgados de forma rápida pelo tribunal. “A taxa de congestionamento [no TRF-4] é menor do que em outros tribunais”, falou ele
O NOVO MINISTRO DA SEGURANÇA.
O Palácio do Planalto decidiu remanejar o atual ministro da Defesa, Raul Jungmann, para o comando do novo Ministério Extraordinário da Segurança Pública, que será criado por medida provisória a ser assinada hoje (26) pelo presidente Michel Temer.
A informação foi confirmada à Agência Brasil pelo gabinete do Ministério da Defesa e, posteriormente, pelo porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola. No lugar de Jungmann, assumirá o atual secretário-geral do Ministério da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, que já foi chefe do Estado-Maior do Exército.
Com a pasta da segurança pública, o governo passa a ter 29 ministérios.
Papel do ministério
A criação da nova pasta foi antecipada pelo próprio Temer, na última sexta-feira (23). Na ocasião, o presidente explicou que o ministério vai coordenar as ações de segurança pública em todo o país.
“Esse ministério vai fazer reuniões permanentes com governadores e secretários de segurança”, disse em entrevista ao vivo à Rádio Bandeirantes. E completou: “Esse ministério vai coordenar a área de inteligência, porque também não basta colocar policial na rua com fuzil, precisa desbaratar o crime organizado”, afirmou.
Ao falar sobre a questão financeira, Temer disse que a nova pasta pode implicar mais gastos para administração pública, mas isso se justifica pela importância do trabalho a ser feito na área da segurança
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