
Alexandre Tombini, presidente do Banco Central (Sérgio Lima/Folhapress )
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) aumentou em 0,50 ponto porcentual, para 8,5% ao ano, a taxa básica de juros (Selic) nesta quarta-feira, em decisão unânime, sem viés - ou seja, a decisão é válida até o próximo encontro em agosto. Trata-se da terceira elevação consecutiva do juro básico da economia neste ano. A trajetória de alta teve início em abril, quando a autoridade monetária subiu a Selic de 7,25% (mínima histórica) para 7,5%. A decisão não surpreendeu o mercado financeiro, que apostava de forma quase unânime no aumento de 0,50 ponto.
No comunicado que acompanhou a decisão, o BC reafirmou que a inflação constitui um risco para a economia. "O comitê avalia que a decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano".
Votaram por essa decisão o presidente do BC, Alexandre Tombini, e os diretores Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.
Expectativas - Duas razões embasaram o mercado. Primeiro, as indicações dadas pelos diretores do BC tanto na última ata do Copom como em entrevistas à imprensa. A autoridade monetária reconhece a persistência inflacionária, mas não dá sinais de optar por altas bruscas, que fujam da estratégia de elevações de 0,25 e 0,50 ponto porcentual. Em segundo lugar, a intenção do órgão em reverter o descolamento das expectativas em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). "O Copom tem de usar a Selic para múltiplos objetivos. O primeiro é controlar a inflação, mas o segundo é controlar as expectativas. Nesse sentido, a comunicação é mais importante que a taxa Selic em si", afirma o economista André Perfeito, da Gradual Corretora
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