sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

2018 SERÁ O ANO DA BATALHA FINAL DA "LAVA JATO"

Luis Nova/Esp. CB/D.A Press
 
O procurador da República, Deltan Dallagnol afirmou nesta segunda-feira (27/11) que 2018 será o ano da "batalha final" da Operação Lava Jato porque as próximas eleições determinarão o futuro da luta contra a corrupção no país. Dallagnol lembrou que a escolha de deputados federais e senadores levará ao Congresso aqueles que aprovarão medidas que permitam o combate à corrupção. Por isso, a sociedade precisa avaliar cuidadosamente os candidatos, disse.


“A eleição de deputados federais e senadores é que determinará se existirão retrocessos na luta contra a corrupção e se existirão reformas e avanços que possam fazer o país mais justo e com índices efetivamente menores de corrupção e de impunidade”, afirmou. No próximo ano, além de senadores e deputados federais, estaduais e distritais, serão eleitos o presidente da República e os governadores dos estados.
 
Dallagnol deu a declaração em entrevista coletiva ao lado dos procuradores Anamara Osório Silva e Thaméa Danelon, do Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP);  José Augusto Vagos e Eduardo El Hage, do MPF- no Rio; e Carlos Fernando dos Santos Lima, do MPF no Paraná. Todos integram forças-tarefa da Lava Jato nos três municípios e participaram, nesta segunda-feira, na capital fluminense, de uma reunião para troca de experiências.

EX PRESIDENTE DO BANCO DO BRASIL É TRANSFERIDO PAR CURITIBA

Valter Campanato/Agência Brasil
 
O juiz federal Sérgio Moro autorizou nesta segunda-feira (27/11) a transferência do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine para o Complexo Médico-Penal (CMP) de Pinhais, localizado na região metropolitana de Curitiba. Bendine está preso na carceragem da Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense desde julho, quando foi preso a partir das investigações da Operação Lava Jato.

Bendine presidiu o Banco do Brasil de abril de 2009 a fevereiro de 2015 e a Petrobras, até maio de 2016. Em delação feita pelo empresário Marcelo Odebrecht, ele foi citado como um dos beneficiários de pagamento de vantagens indevidas

JOESLEY BATISTA PERMANECE CALADO NA CPMI

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Convocado para prestar esclarecimentos em audiência conjunta da CPMI da JBS e da CPI do BNDES (Senado), o empresário Joesley Batista, controlador do grupo J&F, seguiu a orientação de seus advogados e não respondeu às perguntas dos parlamentares.

Assim que o presidente do colegiado, senador Atáides Oliveira (PSDB-TO) passou a palavra a Joesley Batista, o advogado Ticiano Figueiredo esclareceu, conforme já havia feito em ofício enviado às CPIs na semana passada, que “ressaltado a situação jurídica” ele não responderia a nenhuma pergunta, respaldado pelo direito constitucional de permanecer calado.

Preso desde setembro por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), Joesley Batista chegou ao Senado pouco depois das 8h escoltado por agentes da Polícia Federal e acompanhado por seus advogados. Até começar a reunião ele permaneceu aguardando em uma sala isolada. A estratégia do executivo, de permanecer em silêncio, foi a mesma adotada pelo irmão Wesley Batista e pelos ex-diretores da J&F Ricardo Saud e Francisco de Assis e Silva, que já estiveram no Senado. 
Próximos passos
O depoimento de Joesley era considerado um dos mais importantes pelos parlamentares. Outra oitiva considerada chave pelo senador Ataídes Oliveira é a do ex-chefe de gabinete do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, Eduardo Pelella.

MULHER DE MORO TIRA DO AR PÁGINA EM HOMENAGEM AO JUIZ

Evaristo Sá/AFP
Criada para homenagear o juiz da Lava-Jato, Sérgio Moro, a página “EuMoroComEle” vai sair do ar. Quem anunciou o fim do espaço, que servia para exaltar os feitos do magistrado, foi a própria mulher dele, a advogada Rosângela Wolf Moro, que justificou que o perfil criado no Facebook no ano passado havia cumprido seu papel.

Em mensagem divulgada na noite dessa quinta-feira (30/11), a mulher de Moro anunciou: “É chegada a hora da despedida. EuMoroComEle vai sair da rede”. Rosângela disse que a página, que tem 844.682 seguidores deixaram seus dias de “clausura” amenos. “O apoio de todos foi fundamental nos momentos difíceis”, disse. Segundo a mulher de Moro, as lembranças serão guardadas. 

Ela aproveitou para deixar um último recado. Disse que a corrupção destrói o país e que a justiça é para todos. “O Brasil precisa de instituições fortes. O parlamento precisa se mostrar efetivamente contrário à corrupção. A lei não pode ser alterada para ressultar em impunidade. Vote consciente”, disse

DEPUTADO PRESO NÃO PODERÁ VOLTAR À CÂMARA

Câmara dos Deputados/Divulgação


A ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou um pedido do deputado Celso Jacob para voltar a trabalhar durante o dia na Câmara dos Deputados. Ele está preso desde junho deste ano, após perder um processo criminal por falsificação de documento público e fraude em licitação. A autorização para que ele fosse para a casa legislativa foi suspensa na semana passada, após um pedido do Ministério Público.
O MP alegou que falta fiscalização nas atividades parlamentares de Celso Jacob. A decisão da ministra ainda deve ser apreciada pelo plenário da 6ª turma da corte, que tem quatro ministros. Os crimes protagonizados por ele ocorreram quando o parlamentar era prefeito da cidade de Três Rios, no Rio de Janeiro, entre os anos de 2001 a 2008. 

Celso Jacob tem autorização para sair do Centro de Detenção Provisória (CDP) da Papuda nos fins de semana. Mas, em 19 de novembro, ele foi pego com dois pacotes de biscoito e um de queijo provolone dentro da cueca, ao retornar ao centro de detenção. Por conta disso, ele foi levado para o isolamento por seis dias. Em nota, a assessoria do deputado afirmou que ele "estava com os alimentos por conta de recomendações médicas de se alimentar a cada três horas.

PRESIDENTE DO PR É TRANSFERIDO PARA A CADEIA DE BENFICA

Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ex-ministro dos Transportes e presidente do Partido da República (PR), Antônio Carlos Rodrigues, foi levado nessa quinta-feira (30/11) pela Polícia Federal (PF) para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro. Rodrigues desembarcou na tarde desta quinta-feira no Aeroporto Santos Dumont vindo de Brasília, onde se entregou à polícia na terça-feira (28/11).

O ex-ministro teve a prisão decretada pela Justiça Eleitoral de Campos dos Goytacazes, no norte do estado, no âmbito da Operação Caixa D'Água, deflagrada pela PF no dia 22. Também foram presos na mesma operação os ex-governadores do Rio Anthony e Rosinha Garotinho.

Todos são acusados de crimes de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação das contas eleitorais. A PF e o Ministério Público Estadual identificaram nas investigações indícios de que a empresa JBS firmou contrato fraudulento com uma empresa de Macaé, também do norte do Rio, para prestação de serviços na área de informática. As apurações apontaram ainda que os serviços não eram efetivamente prestados e que o contrato, de aproximadamente R$ 3 milhões, serviria apenas para o repasse irregular de dinheiro para campanhas eleitorais.

Empresários ouvidos informaram à PF que o ex-governador cobrava propina nas licitações da prefeitura de Campos, exigindo o pagamento para que os contratos fossem honrados pelo município.