domingo, 27 de janeiro de 2013

OPERAÇÃO PORTO SEGURO:AUDIOS REVELAM INTIMIDADE COM O PODER



O universo de grampos da Operação Porto Seguro revela as relações de amizade e os bastidores das negociações conduzidas pela organização acusada de se infiltrar no governo federal para comprar pareceres técnicos. É uma coleção de 25.012 telefonemas capturados pela Polícia Federal em nove meses de investigação que levou 24 suspeitos à Justiça, denunciados por formação de quadrilha, corrupção, tráfico de influência e falsidade ideológica. 
As escutas da PF apontam conluios e troca de favores envolvendo autoridades, inclusive nomeações de parentes e apadrinhados. Os diálogos telefônicos também deixam transparecer relações próximas entre políticos, empresários e servidores públicos. Parceiros de negócios que estão na mira da investigação.
A partir deste sábado, 26, estão disponíveis no site estadão.com.br áudios de diálogos da ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha - que chegou ao cargo pelas mãos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, do ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Vieira, e do ex-senador Gilberto Miranda. As conversas que sustentam o inquérito da PF indicam os passos do grupo nas entranhas do poder.
Até o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi gravado. A Polícia Federal o pegou indiretamente, porque monitorava Miranda naquele 1.º de novembro de 2012. Sarney ligou para o ex-senador. Combinaram um jantar - à mesa, o vinho francês Château Haut Brion 1989, mais de 1.000 a garrafa. "Querido presidente, seja bem-vindo a São Paulo", saúda Miranda, a quem a PF atribui o papel de principal beneficiário da trama dos laudos forjados.
Tão frequentes eram os contatos entre Rose e Paulo que a PF juntou os diálogos em pastas e formou um dossiê. Uma ligação foi a 15 de maio. Rose diz a Paulo que vai entregar um documento de interesse dele ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Paulo é dono de uma faculdade em Cruzeiro (SP) que buscava recredenciamento no ministério.
Os dois tratavam com frequência de assuntos do interesse da cúpula do PT. Em 29 de maio, às 12h25, a dupla conversa sobre a notícia de que Lula teria se reunido com Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), para pedir o adiamento do julgamento do mensalão.
"O presidente pode ter falado assim: ‘Olha, eu acho que se você... manter (sic) o julgamento agora em setembro, agosto... você vai prejudicar as eleições do PT’. O Lula pode falar isso", ela diz. Paulo sugere "parar o Brasil", que o PT faça protestos contra o julgamento, que bloqueie a Avenida Paulista e tome a Sé. "Tinha que fazer um protesto nacional pela transparência na Justiça", insiste Paulo. "Quantos processos tem no Supremo muito anteriores a esse que está lá parado já 20 anos, há 15 anos? Por que é que esse tem que furar a fila?". Rose diz que levará as sugestões a Lula.
Na Presidência. Os grampos confirmam que Paulo dava expediente no escritório da Presidência em São Paulo até para fazer favores ao deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP). Em 4 de junho, às 16h50, o deputado liga para Paulo e diz que um amigo precisa "de um negócio seu". Valdemar diz que o amigo "precisa falar pessoalmente". "Eu vou atender ele lá no escritório da Presidência onde geralmente o pessoal do governo despacha", responde Paulo.
Dois dias antes do estouro da operação, às 23h31, Paulo diz a seu irmão Rubens, ex-diretor da Anac, que Rose lhe pediu R$ 650 mil em dinheiro emprestados porque "comprou um apartamento novo em Higienópolis".
No dia da operação, em 23 de novembro, às 19h07, Miranda telefona para o então prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), e diz que precisa avisá-lo sobre um tema de "repercussão nacional", relacionado a "más amizades". Kassab chama Miranda de "meu senador" e este o chama de "querido amigo".
Dezoito autoridades - governadores, prefeitos e ministros - foram flagradas em grampos ou citados pela quadrilha. O Congresso, a Procuradoria-Geral da República e o STF decidirão se essas pessoas serão investigadas.

sábado, 26 de janeiro de 2013

MOTIM DE PRESOS FAZ 50 MORTOS NA VENEZUELA


Venezuela: Mais de 50 morrem durante motim em prisão
Ministra venezuelana culpa imprensa e redes sociais pelo conflito |Foto: AFP
Mais de 50 pessoas morreram e cerca de 90 ficaram feridas, nesta sexta-feira (25), durante um motim em uma prisão na Venezuela. De acordo com a ministra de Assuntos Penitenciários, Iris Varela, uma revista em busca de armas gerou choques entre os detentos e as autoridades, que deixaram um "registro de afetados" indeterminado na prisão. "A informação que temos é que há 54 falecidos", assinalou o diretor do hospital que recebeu os enfêrmos, Ruy Medina. "A partir das 11h da manhã de hoje [sexta] começaram a dar entrada na emergência do hospital central feridos procedentes da prisão de Uribana (...) durante o dia operamos 14 feridos, que precisavam de cirurgia", explicou o médico. Em suas declarações, a ministra culpou como "detonador da violência" a imprensa local e as redes sociais por terem anunciado a revista antes de sua realização, o que teria provocado, "horas depois, um motim no interior do centro penitenciário".  A polícia também precisou conter uma manifestação violenta de parentes de prisioneiros realizada do lado de fora da cadeia. As penitenciárias da Venezuela estão superlotadas, que geram situações de insalubridade e violência entre presos. Dados oficiais indicam que há quase 50 mil reclusos, mas a estrutura carcerária só comporta cerca de 14 mil

P.T. GARANTE CANDIDATURA DE DILMA EM 2014


O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão, negou nesta sexta-feira a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputar as eleições presidenciais de 2014.
A despeito das especulações de que Lula poderia tentar uma volta ao Palácio do Planalto, Falcão garantiu que a presidente Dilma Rousseff sempre foi candidata à reeleição. "Todos os documentos do partido até agora falam que precisamos reeleger a nossa presidenta e não o nosso governo", argumentou o petista.
Silva Junior - 14.nov.2012/Folhapress
Rui Falcão, presidente nacional do PT
Rui Falcão, presidente nacional do PT
Falcão afirmou que a oposição está débil e que os únicos focos de resistência ao governo Dilma no momento são certos grupos econômicos com ramificações do exterior e meios de comunicação.
O petista também citou altos funcionários do Estado, numa crítica indireta ao Poder Judiciário. Falcão foi indicado hoje como o candidato da corrente majoritária do partido, a CNB, para concorrer à reeleição, na disputa interna de novembro.
O deputado faz parte da tendência Novo Rumo, com a qual a CNB é aliada. A decisão do campo majoritário foi tomada de forma unânime em reunião no centro de São Paulo, da qual participaram José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado no julgamento do mensalão.
Falcão elegeu como prioridade de sua gestão no partido a reeleição de Dilma e a construção de uma plataforma de mudança mais vinculada aos grupos sociais

CONDENADOS DO MENSALÃO APOIAM PRESIDENTE DO PT



Com a presença de três condenados no julgamento do mensalão, a ala majoritária do PT decidiu ontem oficializar o apoio à reeleição do deputado estadual Rui Falcão para o comando da sigla.
Além do ex-ministro José Dirceu, o deputado federal José Genoino e o ex-tesoureiro Delúbio Soares, cerca de 100 militantes da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) se reuniram num hotel no centro de São Paulo.

Membro da corrente Novo Rumo, Falcão recebeu apoio unânime da CNB para disputar a reeleição em novembro.
Potencial adversário, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), da Mensagem ao Partido, afirmou à Folha que só deve definir sua candidatura em fevereiro. Além de Falcão, o único nome certo para a disputa é a do dirigente nacional do PT, Valter Pomar, que concorrerá pela vertente Articulação de Esquerda.
Após a reunião, Falcão explicou que sua estratégia para a reeleição é manter e ampliar a aliança entre sua corrente e a chapa majoritária do partido. Discursando como candidato, Falcão disse que uma de suas metas será reeleger a presidente Dilma Rousseff em 2014.
"Ninguém nunca questionou a candidatura dela no partido. Já estou trabalhando para reelegê-la, e junto com o ex-presidente Lula", afirmou Falcão.
Condenados pelo STF no processo do mensalão, José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino não quiseram dar entrevistas. Dirceu entrou e saiu do hotel pela garagem, sem ter contato com os jornalistas.
Caio Kenji/Folhapress
Delúbio Soares (de barba) deixa hotel em São Paulo após reunião do partido
Delúbio Soares (de barba) deixa hotel em São Paulo após reunião do partido
10 ANOS DE GOVERNO
Na convenção, o secretário nacional do PT, Paulo Frateschi, afirmou que o partido deve lançar uma série de palestras e seminários em 2013 em comemoração aos 10 anos de governo petista.
Segundo ele, a intenção é construir uma narrativa própria sobre o período e ressaltar a "vitória sobre o neoliberalismo".
Frateschi disse ainda que, para abrir o calendário das comemorações, o partido deve realizar no dia 22 de fevereiro um evento em São Paulo que contará com a presença de Dilma e Lula.

DEPUTADA QUER PRIMEIRA MULHER A PRESIDIR A CÂMARA DOS DEPUTADOS


 Deputada Rose de Freitas quer ser a primeira mulher a presidir a Câmara Federal
Foto: Leonardo Prado / Ag. Câmara / Divulgação
A deputada federal Rose de Freitas (PMDB-ES) quer ser a primeira mulher a presidir a Câmara dos Deputados. Ela é candidata à presidência, ao lado do correlegionário Henrique Alves (RN) e de Júlio Delgado (PSB-MG), e está no seu sexto mandato. Atualmente, Rose exerce o cargo de 1ª vice-presidente da e já presidiu 218 sessões em dois anos. Professora e jornalista, Rose de Freitas começou sua carreira política como deputada estadual pelo PMDB, em 1983, ajudou a fundar o PSDB em 88, mas voltou ao seu primeiro partido em 2003. A candidatura dela é considerada independente, pois não conta com o apoio do seu partido, o PMDB, que lançou Alves para disputar a principal cadeira do Legislativo.

INSS REVISA MAIS DE DOIS MILHÕES DE BENEFÍCIOS



Um total de 2,3 milhões de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por incapacidade ou pensões por morte (em decorrência da incapacidade) foram corrigidos. O reajuste ocorre após o instituto rever mais de 17,4 milhões de benefícios pagos entre 2002 e 2009, por causa de um acordo firmado em agosto de 2012 entre o INSS, o Ministério Público Federal e o Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical, homologado pela Justiça Federal em São Paulo.
De acordo com o INSS, os números referem-se à quantidade de benefícios revisados e não de pessoas com direito à revisão, já que um segurado pode ser titular de um ou mais benefícios sucessivos. Como exemplo, uma pessoa que recebeu o auxílio-doença e, depois de um tempo, o benefício foi convertido em aposentadoria por invalidez. Desta forma, há um novo benefício, mas se trata do mesmo segurado.